Tenho pensado bastante sobre a empreitada que enfrentamos para comemorar 35 anos de formatura.
Na verdade, foram quarenta e poucos anos de convivência com pessoas tão queridas, como considero todos e todas as pessoas quem tive o privilégio de conhecer, conviver, aprender a respeitar e querer desde os tempos da universidade (muitos até antes disto).
Lembro-me dos momentos inesquecíveis de estudos em sala de aula, dos bate-papos sentados na rodoviária do Bloco de Exatas, das dicas passadas sobre os professores – olha o Laerte faz questão disso e daquilo, o London é rigoroso, o Amorézio é genioso e tantos outros personagens que atuaram de maneira tão importante em nossa formação. Enfim, como não se lembrar nossos queridos mestres com muito carinho.
E os muitos casamentos que começaram naqueles corredores? Só pra citar alguns, lá começaram a pensar na vida juntos o Sidney e a Márcia, o Brito e a Vera, eu e a Clara, o Bosco e a Marisa, o Henrique e a Ivana e por ai vai…
Que dizer então dos temas polêmicos da política daquela época em que alguns colegas já começavam suas caminhadas nessa área.
Também me lembro da forma natural com que alguns de nós, como o Luiz Salvador e a Lilian já deixavam transparecer suas paixões pela carreira do ensino; daqueles outros que desde cedo apresentaram espírito empreendedor e empresarial; dos que demonstravam ter a veia política aflorando, bem como daquele que, como eu, começaram a vida profissional no serviço público acreditando que assim estaríamos contribuindo para a construção de um Estado melhor.
A engenharia tem esta característica especial de ser multiformadora de personalidades, e foi assim que ela se manifestou em nós de maneira tão marcante e maravilhosa.
Marcel Augusto Portocarrero – março/2016
