Estão cada vez mais frequentes as notícias sobre o estado de abandono de nossas escolas, creches e outros locais públicos.
Essas situações, quando não são causadas pela incompetência dos gestores, certamente o são por nossa incapacidade de vê-las e de não sabermos avaliar suas causas, consequências e soluções.
Mal comparando, pouco tempo atrás assistimos uma reportagem sobre escolas e creches no Japão, onde as crianças, após as atividades normais do dia, limparam as instalações, materiais e equipamentos que ocuparam.
Na contra-mão, recentemente vimos uma outra reportagem, desta vez no Brasil, onde um pai reclama do estado de conservação da área externa da creche onde deixa seus filhos.
Então, como comparar esses dois mundos tão diferentes em tudo.
Em um país temos um povo que respeita seu espaço, sabe usá-lo e preservá-lo. Uma população onde seus filhos aprendem desde muito cedo que os ambientes que usam é comunitário e precisam ser cuidados por todos e para todos que os frequentam.
em outro mundo, este nosso, o cidadão e seus filhos não são educados para respeitar quaisquer espaços, talvez por isso não saibamos usá-los, mantê-los, muito menos respeitá-los e ao contrário, na primeira oportunidade em que nos sentimos atingidos em nossos direitos corremos a reclamar do estado de conservação do lugar sempre alegando que a responsabilidade é exclusivamente dos outros.
Não temos a cultura milenar do Japão, talvez por isso tudo que diz respeito a direitos é tão importante para nós que chega a ser visceral.
Com o passar do tempo a civilização brasileira, ao contrário das outras, vem desenvolvendo a cultura dos direitos e abandonando a dos deveres.
Estes, os deveres, vêm sendo deixados de lado na medida em que transferimos nossas responsabilidades de cidadãos a terceiros e, a partir dai, passamos a agir como se nossas obrigações de manter e respeitar os espaços comuns deixassem se existir, vez que nosso objetivo passou a ser apenas e tão somente o de usar e abusar.
Marcelo Augusto Portocarrero
Palavras
Palavras são como sementes, se alcançam fertilidade logo produzem resultado.
Se articuladas e associadas às emoções geram respostas inesperadas… para o bem ou para o mal.
SEMEN + TE + AMOR = VIDA
SE + MENTE + ÓDIO = MORTE
Marcelo Augusto Portocarrero, em 09/05/2016
PRECISAMOS SER AS DUAS FACES DA MESMA MOEDA .
Pessoas de má fé vivem trabalhando para que o país continue dividido.
Para mim não deveriam ser dois lados opostos, mas sim duas metades que se completam ou, como dizem os orientais, a composição de duas forças opostas, Yin e Yang, cujo equilíbro entre si é essencial para a vida.
Estamos cansados de assistir a esse eterno cabo de guerra cujo avanço de um lado sempre será entendido como o recuo do outro e a vitória de um, se houver, significará a derrota de todos.
O progresso de todos não pode estar na obtenção do poder político mas na gestão do poder em disputa.
Chega dos discursos erráticos e dos atos desprovidos de objetivos comuns que estão destruindo o pouco que resta do país.
TEMPO PARA RECOMEÇAR.
Volta e meia pessoas com mais idade são surpreendidas com resoluções e leis que as obrigam, sob pena de repressão, a passar a conviver com situações que vivenciaram de forma diferente no passado.
Se agiam de forma erradas, hoje sabem que agora são situações entendidas como bulling (até a palavra é nova), preconceito, discriminação, intolerância e outras formas incorretas de agir.
Não há como mudar isso, a mensagem é claro, pois “ninguém pode voltar e fazer um novo começo, mas pode recomeçar e fazer um novo fim”.
Estamos vendo como é difícil promover mudanças comportamentais de uma hora para outra, principalmente quando o processo está enraizado a séculos.
Não precisamos ir longe no tempo para encontrar situações assemelhadas, basta verificar as dificuldades para tentar mudar o comportamento de um adolescente, imaginem então o que acontece com pessoas com mais, muito mais anos de vida.
Será tão difícil entender que boa parte das pessoas precisa de tempo para se adaptar às modernas práticas comportamentais política e socialmente corretas, até porque elas são atingidas de forma diferente em relação aos mais jovens?
A medida em que o tempo vai passando as gerações mais recentes foram vivenciando novos comportamentos sociais e por isso mesmo têm mais facilidade para se adaptar às novas formas de relacionamento. Por esta razão, as gerações que as antecederam tendem a ter mais dificuldades em relação ao assunto.
É importante entender que existem exceções em ambos os casos simplesmente porque estamos tratando com a natureza humana, motivo pelo qual elas, as diferenças, sempre existirão. Principalmente aquelas que, no fundo, não passam de falsidades comportamentais manifestadas por pessoas que querem parecer o que não são.
Marcelo Augusto Portocarrero – 01/5/2016
