Volta e meia pessoas com mais idade são surpreendidas com resoluções e leis que as obrigam, sob pena de repressão, a passar a conviver com situações que vivenciaram de forma diferente no passado.
Se agiam de forma erradas, hoje sabem que agora são situações entendidas como bulling (até a palavra é nova), preconceito, discriminação, intolerância e outras formas incorretas de agir.
Não há como mudar isso, a mensagem é claro, pois “ninguém pode voltar e fazer um novo começo, mas pode recomeçar e fazer um novo fim”.
Estamos vendo como é difícil promover mudanças comportamentais de uma hora para outra, principalmente quando o processo está enraizado a séculos.
Não precisamos ir longe no tempo para encontrar situações assemelhadas, basta verificar as dificuldades para tentar mudar o comportamento de um adolescente, imaginem então o que acontece com pessoas com mais, muito mais anos de vida.
Será tão difícil entender que boa parte das pessoas precisa de tempo para se adaptar às modernas práticas comportamentais política e socialmente corretas, até porque elas são atingidas de forma diferente em relação aos mais jovens?
A medida em que o tempo vai passando as gerações mais recentes foram vivenciando novos comportamentos sociais e por isso mesmo têm mais facilidade para se adaptar às novas formas de relacionamento. Por esta razão, as gerações que as antecederam tendem a ter mais dificuldades em relação ao assunto.
É importante entender que existem exceções em ambos os casos simplesmente porque estamos tratando com a natureza humana, motivo pelo qual elas, as diferenças, sempre existirão. Principalmente aquelas que, no fundo, não passam de falsidades comportamentais manifestadas por pessoas que querem parecer o que não são.
Marcelo Augusto Portocarrero – 01/5/2016
