Como será o amanhã? 

Quando a gente se depara como uma situação como essa em que estamos vivendo a segunda etapa de um jogo de três tempos, não tenho duvidas que todos se perguntam como acabará o segundo e como então será o terceiro tempo? Em outras palavras – Como será o amanhã?

A pergunta fica cada vez mais difícil de responder na medida em que tomamos consciências de que fomos nós quem elegemos o time e sabemos que no primeiro tempo quem participava da peleja eram, em boa parte, os mesmos indivíduos que estão em campo neste momento, só mudaram suas posições.

Ao que parece, as substituições propostas, ou mesmo aqueles impostas não terão condições de mudar o rumo da partida se não forem escaladas as pessoas certas em todas as posições. Ou seja, será preciso recompor a equipe toda, e só com especialistas nas posições.

O terceiro tempo será crucial para todos nós. Não há espaço para os erros cometidos nos dois primeiros, sob pena de perdermos não só a competição, mas o rumo.

Marcelo Augusto Portocarrero

EXISTE ESPERANÇA

A esperança é uma eterna criança.

Sim, eterna enquanto esperamos que alguém ou alguma coisa seja feita para mudar a triste realidade que vivemos todos os dias, todas as horas, a todo instante.                     

Mas quem será este alguém e o que poderá fazer? Esta pergunta é eterna companheira da ansiedade de todos nós e não encontrará resposta de ninguém em nenhum lugar, só o silêncio impiedoso das autoridades e a incapacidade das instituições.            

Não enxergamos ou não queremos aceitar nossos próprios erros. Erros que vinham sendo insistentemente cometidos enquanto nos omitíamos e aceitávamos as desculpas que davam os que insistiam em querer que aceitássemos a utopia dos “direitos” de tal forma que não cumpríssemos com nossos “deveres” nem em nosso ambiente mais íntimo.

Mudaram os conceitos básicos da educação, e tudo passou a ser permitido aos menores e adolescente. Alegavam os especialistas que eles são inocentes crianças cujas personalidades em fase de formação não poderiam ser contrariadas. Um simples “não” passou a ser considerado uma forma de limite à criatividade, a liberdade de expressão, quando na realidade não passa de um necessário ajuste ao eventual descontrole da personalidade em formação que bem usado ensina a diferença entre liberdade e libertinagem.

Esses jovens precisam estar permanentemente junto a familiares para deles receber a formação moral, cívica e eventualmente religiosa de seus próprios pais, no entanto, permitimos que pusessem vendas em nossos olhos, tapassem nossos ouvidos e fechassem nossas bocas com futurologias e mecanismos ideológicos que não acabaram bem em lugar nenhum. A verdade estava sendo muito bem camuflada e ainda agora ainda tentam demove-la de nossa frente através de telejornais, novelas, filmes e campanhas publicitárias de forma a que acreditemos que a culpa sempre será nossa como se não fôssemos as vítimas e sim os algozes vez constantemente tentam nos convencer disso através de estatísticas manipuladas.

Estatísticas que mostram apenas resultados, mas não as causas. Elas, as causas, estão dentro dos lares que lenta e propositalmente vêm sendo solapados por aqueles que querem nos tirar direitos e responsabilidades. Para enfrentá-los, devemos buscar a recuperação da estrutura familiar e não em propostas externas para problemas com causas internas e domésticas cujos fundamentos não estão nas creches, nas escolas, muito menos nas faculdades.