Carta de agradecimento a Jô Soares

CARTA DE AGRADECIMENTO A JÔ SOARES.

Prezado Jô Soares,

Antes de mais nada quero agradecer por sua definição de “conceito” ante a de “preconceito” por ocasião de seu último programa na quinta-feira, dia 24/08/16.
Tenho 62 anos e como vários de minha idade tento, sem muito sucesso, transmitir aos que consideram preconceito o fato de termos dificuldades para nos adaptar a novos costumes e procedimentos posto que, hoje em dia,  os antigos conceitos passam por constantes e rápidas modificações.
Para mim é difícil, mas não impossível entender e respeitar estas mudanças. Infelizmente só não é possível fazê-lo do dia para a noite, como um passe de mágica ou por decreto.
No meu sincero entender é preciso que respeitem o fato de termos sido educados em um mundo onde diversas situações hoje consideradas normais não eram entendidas, sequer ensinadas  como sendo naturais.
Em outras palavras, o que vivemos no passado, em nosso infância e até adolescência, tinha conotações diferentes de muitas das que hoje são tão ampla e corretamente difundidas.
Entendo que necessitamos de um certo tempo de convivência com os atuais conceitos para que não interpretem nossas dificuldades de adaptação como preconceitos.
Saber a diferença entre estas duas situações é fundamental para todos, pena que muitos não  intendam assim.
Agir de maneira refratária a esta questão também deveria rotular de preconceituosos aqueles que não aceitam as naturais dificuldades que gerações anteriores às de agora têm para reajustar antigos conceitos frente às rápidas transformações que a humanidade passa em seu processo evolutivo.

Atenciosamente,

Marcelo Augusto Portocarrero

 

O QUE ESPERAMOS DO FUTURO?

Nada é mais frustrante para os pais que ver seus filhos chegarem ao mercado de trabalho e encontrar o país nesta situação de agudo desemprego. 

Faz a gente refletir, pensar no futuro, mas principalmente refletir sobre o presente e o passado.
Vivemos as consequências de um passado onde em grande parte de nossas vidas olhamos muito para os nossos umbigos e pouco para os outros, para o que acontecia no entorno.
Ainda outro dia li um texto sobre a importância de olharmos para o que nos cerca (para dentro, para os lados, para baixo e para cima), uma mensagem de fé e esperança em Deus, “Ele” que habíta em tudo e em todos.
Daí observar que agora mesmo nos encontrarmos em um momento especialmente relevante de nosso presente porque ele é fruto do nosso passado e dele depende nosso futuro. Melhor dizendo, o futuro de nossa descendência.
Precisamos construir um futuro diferente deste que estamos vivendo agora. Nele não haveremos de permitir que mazelas e interesses pessoais se sobreponham aos bem comum.
Precisamos nos esforçar para impedir que continuem a prevalecer aquelas relações espúrias que obrigam muitos a se aproximar dos poderosos para deles receber benesses.
Essas dependências, na verdade, se traduzem em prejuízos para aqueles que contam apenas com seu estudo e sua competência.

Não é este o país do futuro que quero para os meus!