Esta é a questão que nos leva a perguntar por que continuamos a não ter respeito para com os outros e, porque não dizer, conosco mesmo.
O respeito à opinião, à identidade e às preferencias individuais, sejam elas sobre sexo, cor, política e todas as outras questões do nosso dia a dia não estão sendo considerados pelos meios de comunicação. Muito pelo contrário.
Digo isto porque outro dia ao destacar uma das pessoas da equipe da Ministra do STF Carmem Lúcia, a reportagem a descreveu como mulher e negra.
Não bastaria tê-la anunciado citando apenas seu nome e suas qualidades profissionais? Será necessário dar destaque a sexo e cor todas as vezes que uma pessoa é citada? Isto, quando também não descrevem sua preferencia afetiva, assuntos que a meu ver não engrandecem a noticia, posto serem aspectos que em nada qualificam ou desqualificam ninguém.
Exceto quando esse alguém precisa ter seu ego massageado ou pretenda explorar essas particularidades com objetivos meramente comerciais, artifícios ainda utilizados por certos políticos e artistas que precisam aparecer para sobreviverem com os votos e os aplausos dos incautos.
Afinal nosso maior esforço não deviria ser no sentido de eliminar as diferenças e não o de explorá-las?
Enquanto entendermos que esse tipo de informação agrega valor à notícia ela servirá apenas e tão somente para promover o preconceito e não sua extinção posto que desta maneira expõe as características particulares dos indivíduos e explora suas pseudo diferenças.
