Ganância

Não vou tratar aqui sobre sua existência, mas sim de sua ausência.

Começo por dizer que nada aprendi sobre ela com minha família ou através de sua existência nas pessoas que me foram e são importantes.

O mais perto que dela cheguei foi por força de ofício devido minhas atividades profissionais e de pessoas com as quais acabei por me relacionar no vai-e-vem da vida, embora procurasse evitá-las.

Graças a Deus consegui administrar essas relações mantendo a distância necessária para que não me contaminassem. Entretanto, é impossível eliminá-las por completo de nosso cotidiano, quanto mais proeminentes sejam as pessoas com quem nos relacionamos.

Isto é o que permanentemente acontece no ambiente público e, infelizmente, também em alguns ambientes privados.

Ganância é um substantivo feminino que denota a avidez pelo lucro, seja ele lícito ou ilícito onde, apesar de se apresentar como um sentimento, na verdade tem características relacionadas a um desejo insaciável e individual de obter riqueza material pelo dinheiro sem medir consequências.

Decidi falar do tema devido à reação de uma pessoa que me é muito querida e pela forma como interpretaram seus atos em uma situação que envolvia o investimento de recursos financeiros em sociedade com terceiros.

Vi em suas reações as mesmas frustrações que tive nas perambulações de trabalho por que passei, onde é relativamente comum pessoas medirem os outros por suas próprias métricas.

Ações gananciosas costumam prejudicar outras pessoas direta e indiretamente, além de atingir os próprios autores na medida em que julgam estar protegidos por eventuais foros privilegiados, posições sociais ou mesmo pela força.

Não se esqueçam que tudo é transitório na vida e que nada é levado para o outro lado, exceto o que se faz de bom e de bem.