Políticos somos nós

Passadas todas as vergonhosas cenas de politicagem encenadas no Senado, na Câmara dos Deputados, no Executivo e nos Superiores Tribunais a fora, de repente nos descobrimos os únicos, verdadeiros e competentes políticos neste país a beira do colapso.

É fácil chegar a esta conclusão qualquer seja a perspectiva adotada, como também é certo que os políticos que aí estão não merecem nossa confiança, muito menos nossos votos.

O que resta agora é expurgar essa praga de nosso futuro, extirpar esse câncer de nossas
vidas e jogar cal para dissecar o país dos vermes antes que consumam o que restar de nós.

Alguns dirão ser impossível levar adiante empreitada tão difícil, outros a qualificação como proposta anarquista, mas o certo é que não pode ficar de braços cruzados esperando talvez providências divinas, posto que estas não estão nos planos de nenhuma divindade, muito menos de Deus, posto que Este jamais se envolverá no grande imbróglio em que nos metemos ao eleger essa cambada que se vangloria de nos representar alegando que por nós, é isso mesmo, por nós, foram legitimamente eleitos.

Pois bem, vamos deseleger todos em 2018.

Livres Verdades

Livres deveríamos ser todos por natureza.

Verdades devem ser verdadeiras porque implicam consequências.

A afirmação parece errada se simplesmente lida, mas não, ela não é para ser somente lida, é para ser vivida e vivê-la muda sua compreensão, pois se trata da forma difícil, até dolorosa, de alcançarmos a plenitude em nossa existência. Conseguir aceitá-la já é uma vitória da conseqüência sobre a inconsequência.

Se somos livres devemos ser verdadeiros porque a liberdade nasce da verdade e dela depende para existir.

Ser verdadeiro significa agir livremente em todos os sentidos, exceto quando dividimos nosso espaço com outras pessoas.

Se nossa verdade afeta a liberdade de alguém não estamos sendo verdadeiros na correta acepção da palavra.

Somos realmente livres quando nossas verdades são críveis e compartilhadas por todos que conosco convivem.