Rio das curvas

Sinuoso lá vai o Paraguai,
Descendo, descendo, incessante,
Murmurando, murmurando.

Caminha seu ritmo suave,
Percorre a vida pujante,
Leva e traz, traz e leva
Lá vem, lá vai.

Silente, acalma a alma,
Torrente, agita a mente.
Caldaloso, fica nervoso,
Remanso, manso.

Suas turvas curvas incautos engana.
Alimento, alimenta, supre a terra.
Em seu curso o todo aviva,
Em seu destino tudo encerra.

Marcelo Augusto Portocarrero em 26/2/18 – Barco Jacaré

Representantes democraticamente eleitos

Continuamos a ser enganados descaradamente por nossos representantes democraticamente eleitos.

Sim, é isso mesmo que vem sendo esfregado em nossas caras diuturnamente por nossos representantes democraticamente eleitos.

Enquanto isso, permanecemos estáticos, sem capacidade de reagir contra as ações destrutivas de nossos representantes democraticamente eleitos.

Qual ratazanas, nossos representantes democraticamente eleitos perambulam pelos subterrâneos da capital federal tramando ataques a nossos direitos constitucionais alegando serem os deles que estão a correr perigo em função das ações saneadoras, melhor dizendo, sanitárias da Lava Jato e do STF.

Acreditem, estou falando do esgoto a céu aberto em que se transformaram as casas de leis frequentadas por nossos representantes democraticamente eleitos.

Enquanto isso permanecemos ignorando a destruição moral por que estamos passando graças ao esforço corporativista de nossos representantes democraticamente eleitos.

Amor eterno

Ele parecia não estar lá, mas certamente se pudesse ser visto assistiriamos seu permanente autocontrole dar lugar ao emocional e ouviriamos seu doloroso lamento clamando por sua amada em alto, sonoro e desesperado adeus.

Foi como ela o fez anos atrás quando dele se despediu naquela quente manhã de janeiro no salão da Igreja da Boa Morte onde velamos seu corpo.

Não tenho dúvidas que neste outro marcante janeiro de nossa família ele estava lá, amparando-a em seus últimos instantes.

Estava sim, veio buscá-la e foram-se, novamente juntos, para o paraíso é a vida eterna.

Direitos Adquiridos?

Eis o “Xis” da questão.

Sobretudo quando nos referimos exatamente àqueles conseguidos por quem deveria nos representar, administrar nossos municípios, estados e país, mais aqueles que, precisamos, nos protejam, defendam e julguem.

Quanto a nós, parece sermos o resto porque nada nos resta, exceto pagar impostos.

Impostos que deveriam ser revertidos prioritariamente em nosso bem estar, mas que são desviados através de manobras muito bem orquestradas nos troca-trocas de favores entre os três poderes nos três níveis de governança.

A eles tudo é possível, remunerações altíssimas, 13°, 14°, 15° salários, auxílios moradia, representação, paletó, passagens, veículos, motoristas, camareiras, garçons, recessos duas vezes ao ano e tantos outros penduricalhos mais que chegam a dar nojo, sem falar dos foros especiais a que têm direito.

Como pudemos permitir esses “aviltantes direitos” serem dados a tão poucos em detrimento aos “parcos direitos” de tantos outros?

É por permitirmos que estas benesses injustificáveis continuem a ser dadas por eles para eles próprios que nossos direitos a saúde, educação e segurança permanecem sendo relegados a segundo plano.

Não, não adianta procurar um culpado ou culpados naqueles que elegemos como nossos representantes no legislativo, muito menos no executivo, o que dirá em um judiciário, que sequer escolhemos.

Para sanear nosso país precisamos ter coragem de impor a extinção daqueles direitos adquiridos, posto que em nada nos beneficiaram até agora.

Pergunte a você mesmo em que esses benefícios extras que nenhum outro brasileiro pagador de impostos tem ajudam nosso país?

Nada, absolutamente “NADA”. Então, não há nada que justifique sejam continuados.

Aqueles e aquelas que os recebem nada fizeram até agora para os merecer quanto mais por continuar a recebê-los.

CHEGA desses tipos de “direitos adquiridos” que só se prestam a corroer recursos públicos!

Momentos de decisão

A decisão de preservar determinado Senador que serviu de salva-vidas a diversos corruptos eleitos também deu carona aos pedidos de Habeas Corpus de certo ex-presidente condenado peja justiça. Ainda bem que não foram aceitos.

Mato Grosso também teve deputado estadual filmado recebendo propina e detido em flagrante por obstrução à Justiça e que aproveitou daquela porteira aberta para ser libertado da prisão reavendo seu mandato após votação unânime a seu favor por parte dos seus “parsas” os quais, agindo dessa forma, assumiram clara e inteira conivência.

Fossemos um país de gente séria e preocupada em fazer justiça, deveríamos expurgar essa confraria por inteirou, em todos os níveis, sem excessão, agindo como eles próprios agem.

A diferença estaria no objetivo a ser alcançado, pois assim como aqueles espertalhões se apoiam nas letras da lei por eles próprios escrita para se proteger, nós eleitores precisamos agir da mesma jeito e seguir o que estabelece a forma da lei eleitoral para demití-los de seus cargos removendo todos de lá.

Em nosso caso, impedindo pelo voto a continuidade dos mandatos espúrios daqueles e daquelas que hoje se auto protegem em claro desrespeito a nós que os elegemos.

Abuso de poder?

Tem gente acusando promotores e juízes de estarem abusando dos direitos das pessoas presas pela Operação Lava Jato.

Dizem que a delação premiada é instrumento de pressão sobre os detidos e uma afronta aos direitos dos presos que só saem do xadrez se confessarem seus crimes e entregaram seus comparsas.

Verdade verdadeira, aliás, absolutamente verdade!

Provavelmente, os que acusam por discordar destes procedimentos defendem a “velha justiça“, aquela dos infindáveis recursos e decursos de prazos, ideal para um país onde a justiça alcança somente os pobres.

Naturalmente, discordam de que é exatamente graças a este modo de agir que o país está conhecendo seus mais poderosos criminosos.

Àqueles que discordam cabem algumas perguntas que não podem calar:

– A quem interessa a liberdade ou “habeas corpus” daqueles que foram presos por corrupção nas operações ligadas a Lava Jato?

– Estaríamos cientes do mar de lama político que se instaurou no Legislativo, no Executivo e no Judiciário desse país de terceiro mundo a que eles nos trouxeram de volta?

– Quantos anos mais seriam necessários para termos conhecimento (se é que teríamos) de tudo isso que hoje sabemos se os brasileiros responsáveis pela Lava Jato não agissem conforme essa gente trabalha?

Certamente ainda estaríamos acreditando que a maioria de nossos políticos, gestores públicos e demais autoridades são do bem.

Tem até gente entre eles quem se acha mais honesto que o Papa.

Poderá nosso país continuar a suportar tantos desaforos e sobreviver a mais mandatos dominados por gente tão desprezível?

– Com certeza não!

DESPREZÍVEIS COVARDES

Estamos com o saco cheio dessa indefinida situação referente a questão previdenciária.

É ridícula a encenação que nos apresentam governo e oposição desde o início dessa desavergonhada crise.

De um lado, pasmados, vemos o governo adiando a votação da matéria e do outro, incrédulos, assistimos seus próprios apoiadores junto com a oposição fazer figuração na comédia política.

Ambos parecem viver uma interpretação dos fatos alheia ao que realmente interessa a quem nesse país trabalha ou está aposentado.

Ficam levando o assunto de barriga ao mesmo tempo em que alardeiam sua fundamental importância ou a falta dela para nosso futuro.

São todos DESPREZÍVEIS, COVARDES e “otras cositas mas”.

Estivessem realmente interessados em resolver o assunto não estariam levando em conta (como de fato estão) a necessária exposição pessoal a que todos, sem exceção, precisarão viver para por fim a crise, principalmente porque terão que se expor e cortar da própria carne.

De comum acordo trouxeram o assunto para 2018, ano de eleições, em deslavada desculpa para justificar o “dolce far niente” de sempre, quando o assunto é carregado de interesses corporativos.

É a justificativa perfeita. Levará tudo para que o próximo governo que, por sua vez, fará de conta que vai resolver.

Essas pessoinhas deveriam estar cuidando de nós eleitores e aposentados, mas não, só zelam por seus mandatos, seus nababescos auto adquiridos direitos, seus votos negociados, bem como pelos interesses das corporações e sindicatos que os sustentam.

Digo que são todos COVARDES porque lhes faltou no passado, como lhes falta agora, CORAGEM para votar a reforma previdenciária.

Porque não votaram ano passado?

Porque não votarão agora?

DESPREZÍVEIS, não querem se expor, posto que teriam todos que mostrar suas verdadeiras faces, para o bem ou para o mal.

Quem é a favor, quem é contra? Nunca saberemos!

Alguns, tentando justificar tamanho desprezo pelo povo que os elegeu no passado, dirão que tudo isso é parte do jogo político do qual reles eleitores nada entendem. Engano deles, nós sabemos muito bem o que se passa no submundo da política nacional. Aguardem e verão!

Repetindo, falta coragem ao governo, aos partidos e aos políticos, pois “na hora do vamos ver são todos farinha do mesmo saco”.

DESPREZÍVEIS E COVARDES NÃO MERECEM NOSSO RESPEITO, MUITO MENOS NOSSOS VOTOS.