Tem gente acusando promotores e juízes de estarem abusando dos direitos das pessoas presas pela Operação Lava Jato.
Dizem que a delação premiada é instrumento de pressão sobre os detidos e uma afronta aos direitos dos presos que só saem do xadrez se confessarem seus crimes e entregaram seus comparsas.
Verdade verdadeira, aliás, absolutamente verdade!
Provavelmente, os que acusam por discordar destes procedimentos defendem a “velha justiça“, aquela dos infindáveis recursos e decursos de prazos, ideal para um país onde a justiça alcança somente os pobres.
Naturalmente, discordam de que é exatamente graças a este modo de agir que o país está conhecendo seus mais poderosos criminosos.
Àqueles que discordam cabem algumas perguntas que não podem calar:
– A quem interessa a liberdade ou “habeas corpus” daqueles que foram presos por corrupção nas operações ligadas a Lava Jato?
– Estaríamos cientes do mar de lama político que se instaurou no Legislativo, no Executivo e no Judiciário desse país de terceiro mundo a que eles nos trouxeram de volta?
– Quantos anos mais seriam necessários para termos conhecimento (se é que teríamos) de tudo isso que hoje sabemos se os brasileiros responsáveis pela Lava Jato não agissem conforme essa gente trabalha?
Certamente ainda estaríamos acreditando que a maioria de nossos políticos, gestores públicos e demais autoridades são do bem.
Tem até gente entre eles quem se acha mais honesto que o Papa.
Poderá nosso país continuar a suportar tantos desaforos e sobreviver a mais mandatos dominados por gente tão desprezível?
– Com certeza não!
