UMA MÃO LAVA A OUTRA

Ultimamente essa expressão parece ter tomado vida, tão realista está se mostrando.

Estamos assistindo quase que diáriamente sua aplicabilidade ser colocada em prática por contumases usurpadores da boa fé dos brasileiros na justiça e de recursos públicos em seus malfeitos.

Para conferir basta uma rápida olhadela nas mídias disponíveis para ter o desprazer de assistir o descaramento e o desrespeito dos poderosos na manipulação da Constituição no sentido de preservar privilégios para seus padrinhos e apadrinhados, além de legalizar a utilização dos parcos recursos públicos ao direcioná-los para seus injustificáveis salários e outras atrocidades complementares autoconcedidas.

Esses que se dizem defensores das leis deveriam mais é zelar pela correta aplicação das mesmas. Mas não, fazem exatamente o contrário ao usar e abusar de suas prerrogativas para obter benefícios para si e para seus parceiros.

Daí, essa malfadada expressão – UMA MÃO LAVA A OUTRA – cair como uma luva para descrever os desprezíveis procedimentos de setores privilegiados dos três poderes em benefício próprio enquanto nós, os outros, vamos percorrendo o calvário de viver a sombra de ilegalidades constiticionalizadas em prol dos poderosos.

VIVA A VIDA

VIVA THÉO, VIVA A VIDA.

Não há nada que traga mais alegria e sentimentos de plenitude humana ao coração que a chegada de uma criança posto que esta traz consigo a luz da chama divina.

Deus se fez presente, chegou mais uma de suas criações e trouxe consigo novas esperanças.

Esperanças de um tempo de paz e prosperidade que nos permita deixar como legado a essa e a todas as crianças um lugar onde sejamos reconhecidos como membros da mesma família, a família de Deus Pai.

Para satisfação de nossas famílias em especial e para a grande família de Deus chegou Théo, que em grego denomina o próprio criador.

Théo, nossa linda criança muito há de trazer de felicidades e alegrias a sua mãe e pai, a nós avós e avôs, tios e tias, a todos enfim, contagiados pelo amor exarado com sua presença.

Que seja amoroso, generoso.

Que tenha o espirito aberto e o pensamento otimista.

Que se permita ser extrovertido e saiba impor-se.

Que obtenha sucesso utilizando sempre de qualidades, atributos e méritos próprios.

VIVA THÉO, VIVA A VIDA!

NOTÍCIAS?

Notícias, serão mesmo notícias o que ultimamente nos repassam as rádios, jornais e telejornais?

Notícias deveriam ser informações desprovidas de análises tendenciosas, sejam elas sobre política ou qualquer outra matéria enxertada de interpretações inseridas a título de esclarecimento por esse jornalismo de resultados e metas que hoje se coloca dentro de nossas casas e de nossas vidas sem a menor cerimônia.

Para completar, temos a disciminação dessas informações manipuladas país a fora sem que seja possível a mínima reação por parte de pessoas e instituições atingidas antes que seja demasiado tarde, são todos jogados em vala comum, qual indigentes.

É notório que os noticiários de agora são orientados para atender as demandas de seus patrocinadores e as tendencias politicas de seus editores, menos para comprir seu papel de bem informar.

“Notícia não se vende nem se compra, notícia se dá.”

O que nos resta é suportar as manipuladas e extenuantes notícias sobre assuntos que interessam mais aos patrocinadores que aos mal informados cidadãos.

Replicantes convictos

Notaram que a gente quase não recebe mais mensagens?

Recebemos vídeos, fotos, textos e figuras, mas mensagem que é bom…, aquelas faladas por nossas bocas ou escritas com nossos dedos, as que transmitem pensamentos próprios, essas estão escasseando.

Por conseqüência, estamos cada vez mais utilizando dos pensamentos, desejos e realidades de outras pessoas para nos comunicar com nossos grupos, amigos e contatos.

Replicamos praticamente tudo sem saber de fato a qualidade ou o conteúdo encaminhado e o pior, geralmente estamos replicando o que já foi enviado por outros replicantes.

Na verdade, nem prestarmos atenção se o sacana do corretor ortográfico está nos metendo em alguma confusão, não é mesmo?

A continuar assim perderemos nossas identidades, ficaremos sem conteúdo próprio e nos tornaremos todos replicantes convictos.

Marcelo Augusto Portocarrero

Ouvir silêncio.

Silêncio,
ouça o silêncio,
a solidão calma.

O ar pelas ventas,
encher os pulmões,
saltar o coração.

O bate-bate,
repica e rebate,
a vida viver.

O sangue pulsar,
passar pelas veias,
indo e vindo.

A alma que acalma,
Espírito Santo,
presença, divina.

É Deus quem fala,
no fundo profundo,
tudo se cala.

Mulheres, falta-lhes espaço.

Desde a muito tempo, mas só recentemente de forma enfática, as mulheres estão se mobilizando para ter seus valores e direitos reconhecidos.

Luta justíssima, considerada sua importância desde os mais primitivos momentos da história humana.

Tiveram, devido as condições extremas daqueles tempos, a necessidade de amamentar e criar seus filhos, uma função de retaguarda posto não existirem quaisquer outros recursos que não sua presença nessas atividades, permanecendo assim até não muito tempo atrás.

Devido àquelas mesmas condições também o homem, exercendo seu papel devido a força física, ocupou e permaneceu na posição de pseudo comando com efetiva dominância.

Durante todo esse tempo e como única opção para a sobrevivência da espécie,
cuidaram ambos de prover alimento, saúde e segurança para suas famílias.

Entretanto, a medida em que o tempo foi passando na esteira da evolução natural da humanidade não houve como a supremacia masculina se manter soberana utilizando-se apenas seus dotes físicos, passando então a se valer de subterfúgios místicos e religiosos para sustentar sua posição por mais de dois mil anos.

Para confirmar esse argumento basta lembrar os pilares, todos masculinos, sobre os quais foram baseadas as principais as religiões no mundo.

Neste ínterim sua submissa companheira buscou sem descanso, mas também sem muito sucesso, alcançar sua justa posição, seu valor e contribuição reconhecidos. Caminho este cheio de obstáculo, mas que vem sendo percorrido com perseverante empenho.

“Certo é que seja pela beleza, pela inteligência, pela competência, pela sabedoria, pela persistência, pela luta, pela força ou qualquer outro argumento que possamos considerar, a mulher foi, é e sempre será o elemento no entorno do qual orbitamos todos nós”.

Elas são únicas, o que lhes permite ser ao mesmo tempo criatura e criação, caminho e condução.

Falta-lhes espaço, e, paradoxalmente, poucas das que conseguiram ocupá-lo mostraram estar a altura das espectativas criadas. Boa parte acaba por cair no degradante lugar comum de quem precisariam substituir.

Todas merecem sinceras e esperançosas homenagens!

A Justiça vesga

A justiça não é mais cega, ela agora enxerga, mas ficou vesga.

O pior é que a venda que cobre seus olhos esta rasgada e para esconder a desfaçatez colocaram sobre eles óculos escuros de modo a que não possamos saber para onde estão voltados.

Promotores, desembargadores, defensores e juízes das novas gerações estão se desapegando das más influências da velha política e disciminando uma nova justiça pelas Côrtes. Esta sim, mais justa e necessária à correta aplicação das leis posto que moderna, pragmática e independente. Tanto, que passou a ser causa redutora dos vícios que a deturpam.

Entretanto, o fato de colocar as antigas interpretações (benevolentemente politizadas) fora do contexto constitucional traz consigo enorme responsabilidade.

Uma das questões que agora se apresentam está em aplicar com imparcialidade as mesmas modernas interpretações das leis nas desvairadas obtencões de direitos adquiridos por tabela pelos que se beneficiaram daquilo que deveriam repudiar e combater ou seja, os benefícios auto concedidos pelos outros poderes constituídos e coniventemente apoiados pelo judiciário.

A visão vesga aparece quando esse mesmo judiciário olha de forma enviezada para causas próprias. Provas disso são as atuações de suas associações que agem tal qual sindicatos na defesa dos penduricalhos concedidos por legisladores de má índole, dos quais os ilustres responsáveis pela justiça também acabam por se beneficiar.

Deveriam ter vergonha de defender benefícios introduzidos de maneira torpe na Constituição, frutos das artimanhas utilizadas pelos lobos em pele de cordeiro que hoje enfaticamente dizem combater.

Neste rol estão as injustificáveis verbas recebidas por fora como são os casos dos auxílios moradia, das ajudas de custos e outras mazelas mais, todas obtidas por interpretações deturpadas daquela mesma Constituição a qual tanto se referenciam em suas decisões.

Não vemos planilhas nem organogramas que exponham estes desvios (direitos) constitucionalizados serem apresentados ao público, muito menos aparecem em eventos midiáticos como nos acostumamos a ver nos outros desvios tão indecentes quanto estes serem tratados.

Porque será?

Fossem investigados com a necessária imparcialidade e o mesmo denodado empenho todos os benefícios indevidos legalizadamente concedidos certamente teriam que ser devolvidos ao erário público.

Será por isso?

Assim fosse feito, os injustificados rombos orçamentários (inclusive na previdência social) poderiam até não existir ou, no mínimo, seriam incomensuravelmente menores.

Esses desvios de recursos financeiros certamente serão tão ou mais aviltantes se comparados as apropriações indébitas perpetradas por políticos e funcionários públicos corruptos em suas relações expúrias com empresários corruptores.

Para que possamos ter justiça igual para todos nesse país será preciso colocar nova venda sobre os olhos da justiça!