Agora sabemos que nas eleições de 2014 incorremos em dois sérios riscos, o de eleger o PT associado ao PMDB e o de eleger o PSDB em chapa pura. Mal suspeitavamos de tudo o que sabemos hoje sobre aquelas duas candidaturas.
Se tudo tivesse acontecido ao contrário provavelmente estaríamos vivendo a mesma decepção ou seja, qualquer fosse o resultado teríamos errado.
Sim, porque a única coisa de que hoje temos certeza é que o MPF e a PF não estão brincando em serviço e qualquer fosse o eleito estariam fazendo o mesmo competente trabalho, vez que a cortina que tudo escondia foi descerrada o que, sem exceção, expõe as imoralidades de que são capazes nossos políticos, bem como todos que participam do indecente botim ao erário público.
Não é fácil absorver esse raciocínio por mais óbvio que se apresente. Alguns dirão que não, que caso fosse diferente o resultado das eleições o país seria outro. A esses cabe a pergunta:
– Com esses políticos que aí estão?
Então tente imaginar qual seria a situação do país com o PSDB no governo e o PT na oposição (o [P]MDB, como sanguessuga de sempre, é um caso à parte), isso com todas as investigações já realizadas e aquelas que estão em andamento no mesmo estágio em que se encontram agora.
Dá um nó na cabeça, não é mesmo? Pois é, então vamos em frente com o raciocínio…
No caso da eventual eleição do outro candidato alguns podem até argumentar que tudo estaria sob controle. Mas não, a coisa não seria tão obvia assim, poderia ser até mais complicada.
No caso do PSDB tendo sido eleito, este certamente precisaria trazer um parceiro forte para dentro do governo o que os lavaria a organizar um “esquema falso-inverso” deste que temos agora ou seja, teríamos um PSDB refém do eterno comparsa oportunista de todos os governos ditos democrático. Ele mesmo, o [P]MDB, aquele partido com vários parlamentares na berlinda da operação Lava Jato.
Diferenças à parte (se é que existem) seria tudo a mesma coisa.
É por esse e outros tantos motivos que não mais podemos acreditar nos atuais políticos eleitos.
Precisamos tentar DESELEGER todos votando em pessoas que não estejam comprometidas com esse continuísmo que aí está a esfregar sua confraria conivente e corrupta em nossos narizes.
Será uma tarefa ardua e em boa parte frustante devido às manobras técnicas desonestas e auto protetoras plantadas por eles próprios no sistema eleitoral vigente.
É por isso que precisamos ser fortes, persistentes e acima de tudo brasileiros, só assim escaparemos desta arapuca.