E agora?

Confirmada a situação em que nos metemos ao eleger um certo partido para governar o país nos últimos 15 anos.

A afirmação está correta na medida em que após o “bota fora” dos petistas fomos obrigados a aceitar um seu comparsa desde 2003, o tal do (P)MDB.

Agora pagamos o pato, e para agravar tudo os intrépidos caminhoneiros do Brasil, qual heróis de araque, realizam o grande sonho das esquerdas do continente sul-americano.

Paralisação total do Brasil, e vamo que vamo, nem percebem que podem servir de bucha de canhão para destruir o pouco que foi recuperado.

Daqui para a frente abrem-se as porteiras à anarquia total que alguns partidos tentaram e tanto sonham.

E agora?

Existe algo mais por que se revoltar, protestar e até paralisar o país.

A verdadeira questão que me atormenta vendo o “avanço das negociações” dos caminhoneiros é a falta de foco no maior dos desafios da nossa história como país, o corporativismo e seu insustentável custo dos três poderes que formam o Estado ( com “E” maiúsculo), o Executivo, o Legislativo e o Judiciário nos três níveis de governo federal, estadual e municipal.

A questão dos combustíveis atinge a todos indistintamente e naquilo que mostra a maior das fragilidades das instituições públicas, a incapacidade de gestão. Entretanto, nosso futuro como Estado ou seja, como instituição formada por povo, território e governo em nada mudará com a redução no preço dos combustíveis.

É inegável que isso vai nos dar um certo fôlego em relação aos custos de sobrevivência, mas não passará de paleativo frente a nossa reconhecida debilidade como Nação naquilo que deveria nos caracterizar pela união de sentimentos entre nós mesmos, principalmente em relação ao que temos sabido sobre os desmandos e acordos esdrúxulos entre aqueles mesmos três poderes acima citados, bem como na malversação do dinheiro público.

Nossos pontos fracos como país residem em outros endereços, estão assentes em gabinetes públicos, políticos e até judiciais, como também em boa parte de suas repartições e órgãos auxiliares.

Estas três instâncias, tal qual moluscos, estendem seus inoperantes tentáculos a praticamente todos os recantos do país, custam uma fortuna e pouco nos devolvem de concreto.

Suas existências são fundamentais para o exercício pleno da democracia, mas não da forma que atuam, muito menos no custo que nos impõem e que tanto nos afetam.

Se existe algo mais por que se revoltar, protestar e fazer greve é pelo fim de todas as benemerência auto-concedidas pelos incompetentes que lá estão a nos enganar há muitos e muitos anos.

Democracia já!

Não da mais para acreditar nas propostas dos partidos políticos da forma que ai estão. São todos ligados a sindicatos corruptos, associações de classe mafiosas, empresários desonestos ou a movimentos outros que se auto-intitulam defensores de direitos.

Atualmente todos os candidatos se arvoram de republicanos e defensores da democracia, aquele sistema político caracterizado pela universalidade de pensamento e opinião em que os cidadãos elegem seus representantes por meio de eventos periódicos.

– Não o são!

Como poderiam vir a ser se para sobreviver cooptam pessoas para participar de ações e manifestações politicamente controladas por seus militantes. Felizmente estão se mostrando uma minoria desautorizada pela grande maioria da população do país, os brasileiros desatrelados de partidos políticos, portanto livres das más influencias ideológicas, sejam elas de esquerda, de centro ou de direita.
Sim, foram estes brasileiros que iniciaram toda essa mudança que os partidos políticos querem agora desautorizar tentando caracterizar-se de vitimas quando, de fato, foram e são os algozes.
Esses grupos aparelhados que agora estão indo as ruas protestar contra a prisão de corruptos e mentirosos na verdade estão a defender os bandidos que destruíram o pais enganando e explorando os cidadãos do bem. Para eles os movimentos iniciados em meados de 2013 não foram autênticos porque tiveram origem orgãnica familiar e autônoma, sem sua “autorização e controle”.
Vejam só quanta heresia. Os partidos que a pouco pregaram “Diretas já” na tentativa de se manter no poder estavam se lixando para aqueles que pediram “Democracia já” em 2013. Para eles o que importava era tentar direcionar as massas menos informadas em direção ao caos social, vez que a incompetência de seus lideres e idolos foi o que causou nossa destruição socioeconômica.
Não, nem os que estão sendo botados para fora ou na cadeia, nem aqueles que hoje estão no governo conseguirão impedir que tomemos rumo certo daqui para a frente. Ai desses que ontem eram partícipes do engôdo a que fomos submetidos nas três ultimas eleições porque deles não esqueceremos jamais.
E tem mais, que não se considerem salvadores da pátria os que perderam aquelas eleições porque nos decepcionaram tanto quanto os que foram vencedores. Sobre eles também pesam condenações e sérias acusações, as quais não passarão despercebidas pelos que querem começar a mudar o Brasil.

Diferenças à parte (se é que existem) seria tudo a mesma coisa.

Agora sabemos que nas eleições de 2014 incorremos em dois sérios riscos, o de eleger o PT associado ao PMDB e o de eleger o PSDB em chapa pura. Mal suspeitavamos de tudo o que sabemos hoje sobre aquelas duas candidaturas.

Se tudo tivesse acontecido ao contrário provavelmente estaríamos vivendo a mesma decepção ou seja, qualquer fosse o resultado teríamos errado.

Sim, porque a única coisa de que hoje temos certeza é que o MPF e a PF não estão brincando em serviço e qualquer fosse o eleito estariam fazendo o mesmo competente trabalho, vez que a cortina que tudo escondia foi descerrada o que, sem exceção, expõe as imoralidades de que são capazes nossos políticos, bem como todos que participam do indecente botim ao erário público.

Não é fácil absorver esse raciocínio por mais óbvio que se apresente. Alguns dirão que não, que caso fosse diferente o resultado das eleições o país seria outro. A esses cabe a pergunta:

Com esses políticos que aí estão?

Então tente imaginar qual seria a situação do país com o PSDB no governo e o PT na oposição (o [P]MDB, como sanguessuga de sempre, é um caso à parte), isso com todas as investigações já realizadas e aquelas que estão em andamento no mesmo estágio em que se encontram agora.

Dá um nó na cabeça, não é mesmo? Pois é, então vamos em frente com o raciocínio…

No caso da eventual eleição do outro candidato alguns podem até argumentar que tudo estaria sob controle. Mas não, a coisa não seria tão obvia assim, poderia ser até mais complicada.

No caso do PSDB tendo sido eleito, este certamente precisaria trazer um parceiro forte para dentro do governo o que os lavaria a organizar um “esquema falso-inverso” deste que temos agora ou seja, teríamos um PSDB refém do eterno comparsa oportunista de todos os governos ditos democrático. Ele mesmo, o [P]MDB, aquele partido com vários parlamentares na berlinda da operação Lava Jato.

Diferenças à parte (se é que existem) seria tudo a mesma coisa.

É por esse e outros tantos motivos que não mais podemos acreditar nos atuais políticos eleitos.

Precisamos tentar DESELEGER todos votando em pessoas que não estejam comprometidas com esse continuísmo que aí está a esfregar sua confraria conivente e corrupta em nossos narizes.

Será uma tarefa ardua e em boa parte frustante devido às manobras técnicas desonestas e auto protetoras plantadas por eles próprios no sistema eleitoral vigente.

É por isso que precisamos ser fortes, persistentes e acima de tudo brasileiros, só assim escaparemos desta arapuca.

Podemos ser leigos, mas…

A esperança não morreu, mas algumas decisões tomadas pelo STF em relação ao mais importante julgamento do país abalou a todos.

Nós, aquela parcela apartidária e sem o rabo preso do povo brasileiro estamos acompanhando de perto as atuações dos ministros e também fazemos nosso próprio juízo a este respeito.

Podemos ser leigos, mas não somos cegos nem surdos, muito menos mudos.

Alguns deles parecem estar disputando quem tem mais verborragia jurídica como também quem possue o maior ego, pouco se importando com as consequências de seus atos ao país que lhes paga salários, mordomias e incontáveis penduricalhos.

Saibam os que assim agem que serão eternos prisioneiros dos nossas mentes, juntamente com as pessoas que pensam estar protegendo.

Serão como condenados políticos cumprindo prisão domiciliar perpétua, posto que o sentimento de desprezo dos que cruzarem seus caminhos estarão presentes em todos os olhares, se é que terão coragem de encarar alguém.

Em razão da forma política e destemperada com que agem alguns de seus membros a Suprema Côrte que deveria ser referência de justiça para o povo brasileiro passaremos a colocar em dúvida sua própria finalidade.