QUEM FEZ ESTA MERDA?

A pergunta costuma ser feita quando encontramos uma situação incompreensível ou que nos afete, sendo cada vez mais comum acabarmos o dia com esse questionamento passando por nosso cérebro ao menos uma vez.

As respostas a este tipo de indagação estão tão imiscuidas em nossas mentes que na maioria das vezes nem as percebemos.

É com a certeza disso, de que a imensa maioria da população não encontrará respostas compreensíveis para estas questões, que “o Legislativo propõe e aprova leis para não serem cumpridas, o Executivo não as respeita fazendo o que quer e o Judiciário não mais existe para julgar, mas sim para interpretar“.

Para o outro lado, o do cidadão mal informado, tudo cabe e é acolhido graças ao desconhecimento de sua força e à ignorância das reais necessidades do país. Tanto, que aceita ilusórios benefícios em troca de seu maior patrimônio cívico, O VOTO.

Basta fazer uma simples reflexão sobre uma dessas MERDAS e seus prejudiciais impactos em nossas vidas para percebermos o quanto uma decisão político-eleitoreira pode nos afetar por tempo indeterminado, senão eternamente.

Então, vamos a uma delas:

Quem é o responsável pela poluição dos rios?

Em outras palavras, QUEM FEZ ESTA MERDA?

Possíveis respostas:
a) O Legislativo que aprova emendas parlamentares e libera recursos exclusivamente por demandas politicas sem avaliar devidamente seus respectivos custos e benefícios;
b) O Executivo que contrata projetos ruins e não tem competência para fiscalizar, muito menos para executar suas obras;
c) O Judiciário que não julga, apenas interpreta as ações dos membros dos três poderes e por isso mesmo não pune adequadamente os indiciados por crimes cometidos contra o erário público;
d) O Eleitor que vota por ignorar a realidade, por interesse, por conivência e/ou por amizade;
e) Todas as respostas estão corretas;

A opção correta é a (e), e serve para toda e qualquer MERDA já feita ou a se fazer por todos os níveis de governo.

Só tem um jeito de acabar com isso, eliminando as condicionantes atuais da opção (d), votando consciente para não eleger parlamentares, governadores, prefeitos e principalmente presidentes corruptos, mentirosos e incompetentes.

O PHODER DA INFORMAÇÃO (com “PH” mesmo)

Enquanto a banda passa tocando a marcha fúnebre que acompanha o enterro do país nossa imprensa, os abutres na carniça, aplaudem e, ao que tudo indica, pedem bis.

Nosso noticiário político virou corrida de bastão atrás das notícias podres que tanto nos atormentam.

O pior de tudo, é que nessa onda jornalista virou comentarista especializado e com ares de articulista.

Qualquer notícia, seja sobre economia, gestão pública, saúde, educação, segurança e etcetera, recebe tratamento isonômico pelos apresentadores dos jornais televisivos, mesmo quando especialistas sobre os temas noticiados são consultados, pois até nessas ocasiões somos “premiados com as opiniões nada abalizadas” dos reporteres e apresentadores, muitas vezes induzindo pessoas desavisadas ao desentendimento.

No caso específico dos temas políticos as “informações de bastidores”, alimentam as fofocas noticiadas pelas estrelas jornalísticas cada vez mais posudas a nos apresentar “e dar suas opiniões sobre” as histórias dos zumbis que perambulam pelos necrotérios em que se transformaram os três poderes deste defunto país.

E nós, travestidos em velhas carpideiras de velório continuamos chorando pelos cantos sem forças para reagir.

O problema é que se nada for feito para parar esse cortejo fúnebre e seus Carontes* nós seremos enterrados juntos.

*Caronte é o barqueiro que carrega as almas dos recém mortos (Mitologia grega – Wikipedia).

ESPERANÇAS DE MÃE

As mães desde antes são esperanças.
Esperam que o amor chegue,
Que ele traga crianças,
Que elas cresçam saudáveis,
Que sigam caminhos de paz.

E seguem esperando,
Que Deus as proteja,
Que a fome não as alcance,
Que o crime não as convença,
Que a droga não as consuma.

E então, continuam esperando,
Que as etapas sejam vencidas,
Que os obstáculos sejam ultrapassados,
Que vitórias superem derrotas.
Que enfim se realizem.

Depois permanecem esperando,
Que elas encontrem alguém,
Que construam um lar,
Que crianças nasçam e
Que tragam consigo novas esperanças.

Quem somos?

– Ser ou não ser? Essa pergunta Shakespeareana procura resposta a séculos e parece estar cada dia mais obscura sua solução.

Sob o ponto de vista do personagem Hamlet, lá pelos idos de 1600, a dúvida era se uma vez ciente que a vida é cheia de tormentos e sofrimentos seria melhor aceitar a existência com sua dor inerente ou acabar com ela.

Desde então, a dúvida sobre nossa existência só fez aumentar com o tempo na medida em que ela se aprofundou com a exacerbação das diferenças que fomos estabelecendo a respeito de quase tudo que se refere ao ser humano, principalmente no que deveria ser comum a todos.

No caso do príncipe Hamlet o pior de tudo não foi descobrir a verdade dos fatos, mas sim saber que não havia percebido tudo o que antes estava acontecendo ao seu redor.

Hoje esta secular questão também se aplica à compreensão das indagações sobre a natureza íntima das pessoas, a consciência de si e suas existências como criaturas de Deus.

O PCCF existe e mostrar sua cara.

Está sendo instalado em Brasília o PCCF (Primeiro Comando da Capital Federal) associação de parlamentares criada para investigar a parte do Judiciário que luta contra a ação dos corruptos do Legislativo e do Executivo.

O Brasil não pode nem irá ficar imóvel com tamanho desfaçatez.

A saber, este Comando é formado pelos 19 partidos que compõem o desde já famigerado PCCF e o número de parlamentares que assinaram a solicitação de criação de uma CPI destinada a inquerir a LAVA JATO:

PT – 57, PP – 35, MDB – 34, PCdoB – 9, PSB – 9, PSD – 7, PR – 6, PDT – 6, PSOL – 5, PRB – 5, DEM – 4, Solidariedade – 3, PPS – 2, Avante – 2, PTB – 2, PROS – 2, Podemos – 1, PSC – 1, PSDB – 1, em um total de 190 assinaturas.

Até onde vai o descaramento dessa gente que só olha por seus próprios interesses em um claro desrespeito ao clamor do povo que os elegeu.

O que pretendem agora?

– Destruir o trabalho dedicado e incansável de um grupo de funcionários públicos voltado a moralizar o país ao expor a corrupção endêmica existente nos três poderes?

– Salvar seus mandatos do risco de não eleição com essa demonstração desesperada de corporativismo?

– Jogar o país de volta ao poço da desesperança de onde saímos graças ao duro e demorado trabalho de investigação desse grupo de corajosos brasileiros?

Não, não dá para acreditar que tenham forças nem coragem para fazer retroceder os avanços alcançados contra a corrupção.

Brasília não é tão longe de nossos passos a ponto de estar fora do alcance de uma caminhada cívica que possa impedi-los de tamanho golpe sujo contra a justiça.

Sorrateiramente o requerimento para a instalação da CPI da LAVA JATO foi apresentado no dia 30 de maio.

Alguns deputados já retiraram sua assinatura do documento alegando terem sido enganados.

Como se vê, nossos parlamentares continuam os mesmos.

A questão que se apresenta em outubro é se vamos reelege-los ou não.

Vocês vão?

– Eu não!

O governo faz tudo.

Nos últimos anos nosso país foi administrado por governos ligados a partidos socialistas mais a esquerda. O resultado foi essa bagunça generalizada em nossa economia, educação, saúde, segurança e por ai vai…

Enganaram-se os que neles acreditaram, e olha que foram muitos.

Para entender o que aconteceu basta olhar mais detidamente para alguns dos programas de abrangência social daquele período. Eles foram iniciados primando pela verticalização de suas ações, posto que os últimos quatro governos eleitos acreditavam ser capazes de prover todas as necessidades da população por meio de programas sociais, sem que para isso sequer tenham feito suficiente planejamento.

Por princípio colocaram em prática o conceito de que “o governo faz tudo” proposto pelos partidos com suas matizes e acreditavam que agindo daquela maneira (e com o apoio do proletariado abstrato que tentaram implantar) teriam o controle do país.

Este foi um de seus erros mais drásticos vez que investiram seus esforços somente no aspecto quantitativo ou seja, pensaram somente na abrangência, tentando atingir politicamente o maior numero de pessoas possível, quando também deveriam considerar o aspecto qualitativo no bojo de seus programas.

Mais uma vez ficou claro que é da conjugação destes dois fatores que se colhem os verdadeiros e duradouros resultados socioeconômicos, coisas da democracia com as quais nunca souberam lidar, e olha que tiveram tempo para isso, afinal foram mais de três governos em sequência no poder.

Seus programas com este perfil só passaram a atuar horizontalmente tempos depois de iniciados e após a implementação de ações voltadas a integrá-los às cadeias produtivas vinculadas ao desenvolvimento de mercados específicos e sustentáveis, outra característica da democracia com as quais não conseguem conviver.

Exemplo clássico disto foi o programa Luz Para Todos que levou energia aos pequenos sitiantes e participantes de projetos de assentamento aproveitando corretamente da existência dos programas de interiorização de energia elétrica auto sustentados vindos de governos anteriores, mas erraram ao se apressar em fornecer energia elétrica aos beneficiados sem com isso possibilitar as condições necessárias à sua utilização na produção, armazenamento e comercialização dos resultados para, entre outras coisas, pagar por seu consumo.

Este e os outros propalados benefícios para a população menos favorecida têm outras explicações, as quais ficaram nas coxias de seus programas de governo e por isso mesmo desapercebidas.

Como fizeram isso?

Foi fácil, foi através dos incentivos (financiamentos a perder de vista) ao consumo dos produtos de baixo custo como os da chamada linha branca (eletrodomésticos) de veículos e conjuntos habitacionais, entre outros, para aqueles que chamaram de nova classe média.

Assim, pôs em prática uma série de ações combinadas de desonerações (pontuais) para devolver com juros e correção monetária tudo e mais alguns milhares de milhões de reais aos empresários que o opoiaram.

Não é possível precisar exatamente em que momento as coisas começaram a dar errado, mas é certo que esse tipo de politica social por eles implementada estabeleceu um novo paradigma, onde boa parte dos mais carentes passou a desconsiderar a importância de serem produtivos para se tornarem dependentes dos programas de governo, vez que passaram a subesistir deles exigindo cada vez mais esforços dos que realmente produzem e sustentam a economia do país. E pior, induzidos por estremistas passaram a tomar para sí, de assalto, o que consideram ser seu por dívida social.

Erraram de novo os que estimularam e defenderam essas ações, posto que a parcela produtiva da nação está esgotada, cansada mesmo, de sustentar este tipo de política pública que, em última instância, estimula a malversação de seu dinheiro. O que nos remete novamente ao programa Luz para Todos.

Vocês sabem quem pagou e provavelmente ainda deve estar pagando pela energia consumida por boa parte das pessoas atendidas por aquele programa?

Adivinhou! Nós mesmos, os brasileiros alcançados pelos equipamentos de medição.

Como disse antes, ficou fácil para aqueles governos pagarem seus programas sociais, pois foi com o dinheiro dos outros, o nosso.

Uma das justificativas foi de que seria difícil medir os consumos e fazer as contas chegarem às distantes e pequenas propriedades rurais, razão pela qual somos nós quem pagamos parcela importante daquelas despesas. A gente não percebe porque está tudo devidamente diluído nas nossas contas de energia.

A degradante realidade é que esses programas foram tão prejudicados pela exploração política e prováveis desvios de recursos financeiros a eles destinados que acabaram por perverter seus justos objetivos, desvirtuados que foram por sussessivos desgovernos.

O QUE IMPORTA AOS ATUAIS POLÍTICOS É O PODER.

Nossos políticos de carreira continuam usando das mesmas estratégias para sobreviver.

Tanto governam como fazem oposição apenas para desempenhar seu papel demagógico, não importando se as propostas são boas ou ruins, de onde quer que venham.

Em raríssimas ocasiões observamos políticos conscientes do seu papel de zelar pelo bem comum apoiar boas iniciativas desenvolvidas por outra orientação partidaria.

Chega desse tipo de político, precisamos acabar com esse mesmismo.

Nós, eleitores, somos vítimas das disputas pelo poder e infelizmente continuamos passivos, servindo de massa de manobra e munição para os confrotos ideológicos.

Por seu lado eles, os políticos, então pouco se lixando, pois não vêm o bem estar dos brasileiros como a finalida de seu trabalho, mas sim como um meio para escamotear seus versadeiros objetivos de permanecer no poder e obter benefícios para si e sua camarilha.

Se não “receberem vantagem” nas proposições para seu esquema ou para o grupo a que pertecem é ponto pacífico, não apoiarão.

Agora a pouco, em 2016, tivemos uma boa oportunidade de começar a mudar essa situação, mas não fomos capazes de eleger pessoas decentes para os cargos em disputa e mais uma vez reelegemos vereadores e prefeitos que estavam comprometidos em manter o “status quo”.

Deveríamos ter elegido candidados que nos dessem esperanças concretas ou pessoas sem um passado que as condenasse. Como nada disso foi feito daquela vez, sejamos nós agora os primeiros juízes a condenar os políticos corruptos e profissionais, aqueles que nada querem senão a continuidade dessa estrutura podre que assumiu o poder desde a promulgação da Constituição de 1988.

DEUS NOS ILUMINE NESSA HORA!

(VALE A PENA REPUBLICAR) – O DESCALABRO INSTITUCIONALIZADO.

Em nenhum momento, nos anos pós promulgação da Constituição Federal de 1988, a chamada “Constituição cidadã”, vimos o Senado, a Câmara Federal, tampouco as Assembleias Estaduais, muito menos as Câmaras Municipais proporem, quanto mais aprovarem, medidas de redução e saneamento de suas despesas e penduricalhos.

Fossem capazes de fazer um mea culpa sobre o DESCALABRO INSTITUCIONALIZADO que vêm impondo à população com os beneplácitos a sí próprios, ao Executivo e ao Judiciário a cada nova adição de despesas ao Erário Público visando unicamente obter benefícios corporativistas e votos, certamente estaríamos vivendo outra realidade.

Mancomunados a Sindicatos e Associações Espúrias renovam seus infames mandatos com as migalhas que oferecem a seus desinformados eleitores.

Manobram com a ignorância do povo como quem maneja gado encurralado.

Ai de quem, dentre seus pares, ousar desafiar o “status quo” propondo mudanças nesta sangria desatinada de gastos com suas verbas, mordomias insustentáveis. Tudo o que é proposto e aprovado por eles só aumenta nossa quota de sacrifício em prol de suas próprias benesses.

Ao povo oferecem sacrifícios, enquanto que para si somente demandam benefícios.

A verdadeira reforma para a salvação do Brasil começará quando formos capazes de demovê-los de seus, por enquanto, inexpugnáveis púlpitos e obrigá-los a descer ao mundo real no qual estamos sobrevivendo “todos nós, os outros”.

PELO FIM DOS SALÁRIOS AVILTANTES, AS MORDOMIAS ESDRÚXULAS, AS VERBAS INDECENTES E OS INJUSTIFICÁVEIS DIREITOS AUTO-ADQUIRIDOS POR TÃO POUCOS EM DETRIMENTO DE TODOS NÓS , DE NOSSAS REAIS NECESSIDADES E DIREITOS CONSTITUCIONAIS.

PS – Publicado originalmente em janeiro/2018