As pessoas do bem devem estar estarrecidas com as campanhas deliberadas contra as polícias de uma maneira geral e contra o exército em particular.
É realmente preocupante constatar os fracos resultados obtidos nas ações de repressão ao crime e na elucidação dos fatos que afligem a qualquer pessoa em particular e a todos nós no geral.
Cobrar resultados de quem sequer é dada a mínima condição para obtê-los deveria ser tão constrangedor quanto constatar que quem também deveria ser cobrado por isso não o é porque até neste sentido as notícias são seletivas, direcionadas mesmo, à destruição da imagem das instituições públicas que não estejam no portifólio de clientes de certas empresas de comunicação.
Raro ver essa poderosa imprensa, o quarto poder, elogiar ou apoiar a ação dos órgãos responsáveis pela área de segurança com o mesmo afinco com que a denigre, a menos que seja paga para fazer propaganda institucional e/ou política.
Nunca assistimos tamanho empenho dessa parte da mídia apoiar ou propor, desinteressada, soluções para este setor que vê sua capacidade de atuação ficar cada vez mais crítica com o passar do tempo.
Aliás, a verdade agora escancarada é que nunca cobraram nada dos verdadeiros responsáveis pela desestruturação do aparato de segurança.
No caso das forças armadas é pública e notória a campanha propositalmente desmoralizante. Já a montagem e o apoio às estruturas subversivas e paralelas ao governo são cada vez mais atendidas através de coberturas jornalísticas disfarçadas, onde tudo é possível mostrar para assim melhor disciminar.
No caso dos crimes ocorridos durante o combate a criminalidade tudo, a princípio, é culpa do aparato de segurança/policial, nunca do bandido/assassino.
De quem é a culpa do desmonte da segurança?
De quem é a culpa do aumento dos crimes?
De quem é a culpa da baixa incidência de ações de prevenção?
Pelo que a imprensa faz questão de destacar a culpa é da polícia e do exército, vez que são tratados como milicianos ou quadrilhas rivais que invadem as áreas controladas pelos bandidos sem avisar. Essa mesma imprensa que adora subir o morro para cobrir as visitas turísticas autorizadas pelos traficantes do pedaço.
Como não é politicamente correto não há críticas sobre as questões de cerceamento de liberdades nas comunidades controladas pela bandidagem, pelo contrário, parecem aceitar o fato como consumado.
É evidente que têm meios de contactar e saber onde estão os bandidos, mas não podem informar, é segredo de imprensa.
Quem é cúmplice do bandido, quem acoberta as chefes do crime, quem não mostra o esconderijo da quadrilha, os repórteres globais, os pesquisadores das estatísticas dissimuladas e encomendadas para serem divulgadas em período de eleição ou a polícia?
A parte da poderosa imprensa que age como abutre esperando a carniça feder quando deveria ajudar a impedir a chacina é a mesma que recebe a informação (dos bastidores como eles ridiculamente adoram falar) dos crimes de colarinho branco e esperam o conluio se consumar para valorizar a notícia, mesmo que ela atinja de forma catastrófica o país e sua população.


