Carta a fernando

fernando,

Não há como deixar de reconhecer os benefícios que seu governo trouxe ao país. Por outro lado, eu o considero um dos patrocinadores do caos em que nos encontramos pela forma apática e tolerante, quando não apoiadora, com que se portou frente às políticas erráticas implementadas por seus sucessores.

Agora me vem você com essa proposta ridícula de unir forças contra aquilo que ajudou a criar pelo seu descaso com o país.

Você pouco se lixou com o que aconteceu aos brasileiros, viu a educação do país degradar através dos rumos escalafobéticos tomados pelas diretrizes desse que hoje se coloca como candidato estepe furado daquele outro que está preso; ficou calado enquanto a saúde da população afundava melancolicamente nas mãos despreparadas de um socialismo assistencialista e esquisofrênico; aplaudiu e apoiou o desmantelamento das forças armadas e de segurança pública para dar espaço ao trabalho de desconstrução da nossa pátria e sociedade;

Isso tudo sem falar da situação calamitosa que levou ao desemprego treze milhões de brasileiros que como muitos foram enganados durante dezesseis anos falaciosos por uma política de crédito farto e barato em uma economia desestruturada e alimentada por programas de incentivos e benesses fiscais a empresas, grupos econômicos e esquemas com seus comparsas políticos.

Agora todos sabemos que foram mentiras sociais, educacionais, de segurança e principalmente econômicas, quem deram sustentação política aos governantes deste nefasto período de nossa história.

Pois bem, ao meu modo de ver você é participe, sócio e colaborador disso tudo que nos aconteceu no passado e que nos conduziu a essa desgraça que governa o país desde sua saída. Ou vai negar que apoiou a TEMERridade que foi eleita na coligação do esquema de camaradas que se apossou da presidência da república?

Sabe fernando, você perdeu o direito de falar com os brasileiros e deveria voltar a academia para descobrir onde foi que errou. Você nem deveria dar uma de salvador da pátria propondo a união de partidos corrompidos e políticos corruptos e pior, tentar cooptar para dentro do seu esquema partidos e pessoas que de boa fé estão lutando para colocar você e seus comparsas pra fora.

A candidatura BOLSONARO é a única que percebeu tudo isso e se propôs a lutar pelas saúde das famílias brasileiras; pela educação tradicional e de qualidade que tanto nos fez e faz falta; pela segurança em nossos lares, em nossas escolas e creches, inclusive em nossos empregos. BOLSONARO se candidata por uma economia voltada ao mundo (todo o mundo) e por trazer infraestrutura adequada a todos os rincões de país indistintamente. Resumindo é o ÚNICO E VERDADEIRO CANDIDATO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL PELA PAZ.

Saiba fernando que não estou sozinho nas afirmações que lhe faço agora, tenho certeza que comigo estão milhões de brasileiros cansados dessa balela que você e os seus seguidores estão tentando impor desde a muito tempo.

Sou um daqueles que voluntariamente apoiam JAIR BOLSONARO PARA PRESIDIR O BRASIL

Marcelo Augusto Portocarrero

PS – Escrevo seu nome em letra minúsculas de propósito, você fez por merecer.

Sem título

Esta poesia não tem a pretenção de ser entendida, seu pressuposto foi a falta de inspiração.

Escrita livre de intenção, interesse ou objetivo, foi como voar ao sabor da emoção.

Lembrou do acordar com o bater do coração e da esperança sentida a cada nascer do sol.

Fez notar a vida se revelar indefinida, como quando se redescobre um novo dia a cada manhã.

Tal qual página em branco na frente do escritor ou o fundo embaçado do espelho sem refletor.

Foi como ver a luz na escuridão, foi ouvir no silêncio profundo a sonoridade de uma canção.

O que provocou minha alma foi o improvável e fez da solidão uma amiga no tumulto da multidão.

Para que um título se ele não a traduz nem da sentido ao que me propus.

Esta é a razão do aqui escrito, mas também pode não ser, por isso esta sem título.

Quando éramos livres

As gerações anteriores, aquelas do século passado, talvez tenham sido as que passaram pelas mais rápidas e permanentes mudanças dos últimos tempos.

Desde aquelas referentes aos direitos individuais e por conseqüência aos comportamentos sociais, passando pelos avanços tecnológicos, chegando até as de cunho político.

No entanto, é fácil perceber que uma razoável parcela da população tem pouco ou mesmo nenhum interesse em se envolver com assuntos que tratam das causas e efeitos dessas mudanças.

Boa parte prefere passar ao largo desses temas como se nada tivesse a ver com isso ou pior, como se os efeitos dessas mudanças não trouxessem consigo reflexos capazes de atingi-la e a todos nós, cedo ou tarde, sem exceção.

A maior preocupação com esse modo de ver e agir é de que ao nos abstermos de participar e nos comportarmos como meros espectadores, seja por receios de tornarmos públicos nossos pontos de vista, seja por considerarmos que de alguma forma poderemos ganhar algo com isso, estamos aceitando pacificamente certas mudanças sem a correta avaliação de seus efeitos.

Não há como não deixar de considerar que já é tempo de rever muitas das mudanças que ocorreram desde aqueles tempos em que as liberdades eram mais presentes que agora.

Basta lembrar de quando éramos livres para andar pelas ruas a qualquer hora e de quando podíamos ficar nas calçadas em frente as nossas casas sem a preocupação de sermos agredidos ou assaltados pelos “filhos dos excessos de direitos” que, em boa medida, trouxeram muito mais tensão, medo e prejuízo que benefícios às pessoas.

Àqueles a àquelas que procuram inconsequentemente mostrar-se como paladinos defensores dessas libertinagens (abusos de liberdade) a qualquer custo sem se preocupar com os reflexos que elas trazem junto, só nos resta esperar que em algum momento olhem para trás com os olhos libertos dos dogmas impostos pelas doutrinas pseudo-liberárias e reconheçam que o mundo realmente mudou, mas que em muitos aspectos essas mudanças não foram para melhor, muito pelo contrário.

Os mais jovens não sentem os malefícios de boa parte dos “avanços ocorridos” porque não viveram o outro tipo de vida que vigorou naquele passado não tão distante.

Parece não terem recebido todas as informações sobre o que havia de bom ou ruim e, talvez por isso, sejam incapazes de reconhecer o quão mal alguns desses abusos de liberdade vêm causando a tudo e a todos.