Discurso errático

senhor ministro toffoli,
(em letras minúsculas mesmo, tal a forma apequenada e açodada com que vossa excelência se expressou quando sobretonou algumas de suas palavras no pronunciamento do resultado das eleições).

Vossa declaração foi uma clara afronta ao discurso feito por Jair Bolsonaro, o Presidente eleito do Brasil, quando este se dirigiu de maneira sóbria, claramente democrática, despida de preconceitos e repleta de palavras positivas a todos os brasileiros.

Nunca um dos três poderes da República Federativa do Brasil discursou de maneira tão inadequada e presunçosa, destilando ódio em seu modo de falar e demonstrando indisfarçável frustração ideológica.

A começar pelo fato de ter-se dirigido à pessoa errada, já que quem terminou essa eleição de forma melancólica, irracional e explicitamente divisionista foi o candidato derrotado. Ainda mais após a inadequada declaração de que permanecerá tratando os brasileiros como se vivessemos no eterno “nós contra eles” com que pretendem continuar se alimentando os partidos de esquerda.

Apenas para demonstrar as diferenças entre como se comportam grandes homens em situações semelhantes basta citar um deles, recentemente falecido, o senador americano John MaCain, que ao perder as eleições para Obama disse o seguinte:
– “Ontem ele era meu adversário, a partir de hoje ele é meu presidente”.

Um exemplo na política e na ética. Já Haddad, este foi incapaz de cumprimentar o adversário, portando-se como um verdadeiro zero a esquerda!

Não será tratando de forma tão desrespeitosa o futuro chefe do executivo que o STF irá preservar o necessário bom relacionamento entre os dois poderes.

VERGONHA ou MEDO

Entre os que pretendem votar no dublê do presidiário existem duas explicações.

VERGONHA de reconhecer, mas principalmente de ser reconhecido como pessoas que vêm sendo enganadas há muito tempo.

MEDO de serem atingidas pelas mudanças que estão por vir com a eleição de um postulante honesto e que não irá titubear na condução de políticas voltadas a:

1. combater a corrupção interna e externa do governo;

2. eliminar os privilégios dos poderes e dos que “estão” poderosos;

3. acabar com a apropriação indevida dos recursos públicos;

4. eliminar os desvios de função no funcionalismo público federal;

5. impedir os esquemas e direcionamento nos processos de contratação de obras e serviços pelo governo;

6. implantar políticas externas sem vieses políticos;

7. recuperar a educação pública em todos os níveis e eliminar as ideologias no ensino;

8. a reestruturação do sistema de saúde pública,

9. a revitalização das forças armadas;

10. a estruturação e melhoria da segurança pública;

11. a revitalização do judiciário;

12. o comprometimento do legislativo com o país;

13. a proteção da instituição família;

14. a liberdade de imprensa;

15. o direito à propriedade privada;

16. a implantação da meritocracia por competência;

17. a transformação do país em uma democracia liberal.
Que coincidência, deu dezessete!

Distratando a realidade. Alguém duvida?

Todos os que estão distratando a realidade e usando o passado para se alimentar das versões de alguns camaradas (que recebem injustificáveis indenizações) por terem ficado contra os governos de então deveriam merecer desprezo.

Mais que isso, os que utilizam da falta de informação dos mais humildes deveriam ser expostos ao escárnio, tal a desfaçatez com que agem ao fomentar o ódio entre nós brasileiros e ainda terem a descaramento de se fazerem de vítimas.

São as mesmas idéias revanchistas que continuam a ser usadas pelos admiradores dos terroristas daquela época para mascarar a verdade dos anos duros dos governos militares que nos fazem imaginar qual seria o tratamento receberido por eles (os militares) e seus apoiadores caso não tivessem impedido aquela intentona comunista.

Provavelmente o mesmo utilizado até hoje pela ditadura cubana no tratamento a prisioneiros de guerra ou seja, o pelotão de fuzilamento. Afinal, foram eles e a União Soviética os mentores, os apoiadores e os treinadores daqueles inimigos do país. Alguém tem dúvida disso?

Certamente não estaríamos agora vivendo uma democracia e participando de um pleito eleitoral com tantos partidos disputando a Presidência da República.
Alguém dúvida disso também?

Alguém dúvida que seríamos todos obrigados a substituir nossas crenças religiosas por um ateísmo imposto por aqueles que auto-proclamariam um governo revolucionário?

Vocês duvidam que as propriedades, sejam elas urbanas ou rurais, seriam transformadas em comunas como hoje está proposto no programa de governo da esquerda ao propor distribuir tudo aquilo que possuímos e que conseguimos construir com nosso trabalho? Vocês duvidam?

Alguém dúvida que nossa bandeira não seria mais verde, amarela, azul e branca, e que ela estaria substituida por outra, de cor vermelha com um martelo e uma foice em destaque?

Ainda têm dúvida? Então procurem outra explicação para a candidatura de uma comunista ao cargo de Vice-presidente da República e descobrirão que se trata de uma afronta ao país. Que a indicação de uma pessoa com essas credenciais ao segundo cargo mais importante do Executivo, na verdade, é um estratagema que pretende submeter através de um golpe eleitoral o país ao comunismo, quando do “eventual” afastamento do candidato do PT da Presidente da República.

Agora somem a isso o fato de alguns Ministros do STF
criticarem as palavras do Deputado Federal mais votado pelos eleitores e fazerem ouvidos moucos às explícitas ameaças de Jose Dirceu, um terrorista condenado e por eles solto, “de que tomarão o comando do país e tirarão todos os poderes do STF” ou mesmo as falas de Wadih Damous, um jurista declaradamente de esquerda, de que “tem que fechar o Supremo”.

Por últimas, mas não menos graves, temos a declaração feita a estudantes nordestinos pelo dublê de candidato (Haddad), de que seu alter ego (Lula) será libertado independentemente do que a justiça fizer” e mais essa de “chamar Jair Bolsonaro de anti-ser humano, e tudo que precisa é ser varrido da face da Terra

É preciso dizer mais alguma coisa?

O melancólico papel de desinformar.

O melancólico papel de desinformar chega agora ao ápice do ridículo.

Boa parte da imprensa, principalmente a televisiva, teve a oportunidade de entrevistar os candidatos e nada fez para deles extrair suas reais posições a respeito dos temas que mais afetam o presente e o futuro do país e por consequência o nosso.

Nada explica porque só agora, no segundo turno do pleito, seus articulistas políticos e econômicos buscarem temas qualitativos e propositivos aos dois candidatos que chegaram ao segundo turno.

A primeira vista pode haver certa lógica no fato deste tipo de questionamento ser feito somente agora, mas não. Não é nessa direção que a realidade aponta.

A questão é bem mais complexa, chega a ser desconexa da realidade e da necessidade de bem informar que, presume-se,
seja seu inexorável papel.

Reforça esta situação decepcionante constatar que as entrevistas e reportagens acontecidas até então com os candidatos buscaram explorar situações a que se expuseram quando de suas manifestações e ações passadas a respeito de temas sócio-culturais tais como preconceito, racismo, nepotismo, subserviência, corrupção e quase nada sobre o que realmente importaria aos eleitores quanto ao futuro ou seja, sobre suas propostas para enfrentar as questões sociais, econômicas, ambientais e de gestão que assolam o país.

Perdemos a oportunidade de saber o que todos os pretendentes a presidência da república estariam propondo sobre saúde, educação, emprego, segurança, economia e finanças públicas.

É nestas horas que vemos alguns “colaboradores” dos veículos de informação se apresentarem sectários, principalmente aqueles ligados aos grandes grupos de comunicação, pois mais parecem trabalhar “por” que “para” quem lhes paga. Isso sem falar da forma dissimulada com que alguns tentam mascarar suas próprias tendências políticas.

São tão inconseqüentes que mesmo após as tentativas frustradas de desconstrução dos candidatos não se preocupam em reparar o mal que possam ter feito.

É o que parece acontecer com os dados disseminados por alguns institutos de pesquisa que parecem ter sido contratados para mostrar os resultados da forma que interessa a quem os contrata e não de como deveriam ser divulgados na realidade.

Certos veículos de mídia parecem despreparados para se ajustar as novas formas de informar, demonstram não querer fazer a moderna e adequada leitura dos fatos nem dos atos, quanto menos de assim divulgá-los. Não aceitam que a informação não lhes pertença mais com a exclusividade do passado, tentam até criminalizar quem faz uso das novas formas e meios de comunicação que hoje estão nas mãos e mentes de todos, bastando para tanto um simples toque dos dedos.

A forma de se comunicar é agora, mais que nunca, uma decisão individual e àqueles que persistirem em lutar contra isso restará o melancólico papel de desinformar.