O perigo das carências

As carências são os combustíveis das ideologias, sejam elas de qualquer tendência política ou social, razão pela qual pessoas carentes de recursos financeiros, de informação, alimentação, estudos, saúde, segurança, respeito, carinho e esperança são os principais integrantes das massas de manobra dos ideólogos.

A mudança acorrida na estratégia de luta pelo poder, agora através de ações menos agressivas e mais furtivas em relação ao que faziam no passado são a comprovação de que aquela forma de luta não estava mais dando resultado. Assim, a solução definitiva para as carências das pessoas que conseguem cooptar nas chamadas classes oprimidas pelo capitalismo “não” faz parte da nova tática adotada, mas sim sua perenização. Por isso defendem a institucionalização de programas assistencialistas.

O socialismo democrático que pregam é baseado em um assistencialismo intermitente que “não” tem por meta libertar o indivíduo, mas sim torná-lo dependente do sistema. Defendem que tudo e todos façam parte daquela mesma massa de manobra citada anteriormente e que alcançado seu intento os manterá no poder.

Exemplificando, parece que esse sistema não resolveu os problemas econômicos de Cuba, tanto que aquele país permanece dependente de ajuda externa para sobreviver, muito embora tenha obtido relativo sucesso na exportação de seu modelo revolucionário para países latino-americanos e africanos cujas populações, coincidentemente, sofrem das mesmas carências.

É possível observar o comportamento de manada que introduziram nas mentes dos intelectuais que os apoiam nas alegadas campanhas em defesa das minorias oprimidas (leia-se carentes). Basta observar que ao discutir os princípios de sua ideologia sequer aceitam ouvir opiniões que contradigam seus ideais, inclusive quando partem de grupos alinhados com sua própria doutrina. Estas sim, atitudes excrudentes e por consequência discriminatórias.

Seus líderes são tidos como infalíveis e seus atos são justificados pelos objetivos, mesmo que para alcançá-los sejam levados a perverter comportamentos, hábitos e até tomar medidas drásticas como “eliminar sumariamente seus inimigos”, resquícios das doutrinas adotadas por países autoritários do passado e atualmente em prática na Venezuela. Em suma, para eles os fins sempre vão justificar os meios.

Recentemente vimos lideres político simpáticos ao modelo cubano afirmarem que medidas semelhantes àquelas por ele adotadas, tais como tomar e controlar os Poderes da República pela força seriam adotadas caso seu candidato vencesse as eleições no Brasil.

Derrotados, não medem consequências para tentar obstruir o trabalho dos vitoriosos, para isso sempre estarão dispostos a solapar as instituições a partir dos elos mais suscetíveis às suas truculências. Por isso mesmo não têm qualquer dúvida em atacar princípios democráticos liberais tais como o direito a propriedade, o repeito as leis e a justiça, mas principalmente aqueles que dão substância à tradicional familiar brasileira.

Infiltrados nas escolas e universidades, nos meios culturais e de comunicação, nos sindicatos e outras associações de classe atacam o pensamento liberal através da doutrinação via seu aparelhamento por indivíduos treinandos em países que apoiam e pelos quais têm sido sistematicamente apoiados.

Como que corroborando com a constatação de que as carências são partes do mecanismo que sustentam esse tipo de estratégia de natureza política a vinda de cubanos em 2013 através do programa Mais Médicos é, no mínimo, questionável.

Da mesma forma, qual a verdadeira razão pela qual os cubanos estão sendo retirados do Brasil de forma tão açodada sem que para isso o convênio firmado com o brasil com a interveniência da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) tivesse sido formalmente encerrado?

Fuga ou abandono? Fica a dúvida.

Ignomínia a brasileira

A renovação acima das espectativas do Senado e Câmara Federal, dos Governos estaduais, das Assembleias Legislativas e das Câmaras de Veradores nas eleições deste ano expôs a ignomínia ou a grande desonra infligida pelo julgamento público daqueles que foram derrotados. Entretanto, contrariando o bom senso que tomou conta das urnas alguns daqueles que desrespeitaram seus cargos foram reeleitos ou mesmo eleitos para continuar atuando em outras instâncias.

Para decepção de muitos de nós a fórmula pela qual conseguiram infelizmente ainda funciona e vai continuar a eleger essa gente desprezível por mais que saibamos que em algum momento eles também serão afastados, quer seja pela justiça, quer seja pelo voto conciente e honesto da maioria.

É por essas e outras razões que precisamos permanecer atentos para que o destino dos que sobreviveram politicamente seja o mesmo dos que agora foram afastados pelas urnas. Temos que continuar lutando para que as nefastas influências que ainda detêm junto a seus currais eleitorais sejam eliminadas através da permanente exposição de seus atos e esquemas de corrupção. Será difícil, mas quando esse momento chegar as migalhas que oferecem em troca dos votos de cabresto de nada servirão.

Por enquanto estamos obrigados a aturar as sabotagens daqueles derrotados que beneficiados pelas circunstâncias do tempo ainda detêm mandatos eletivos. São políticos que se mostram cada vez mais despreziveis a medida em que põem à mostra suas verdadeiras índoles, seus malcaratismos, suas reais intenções em relação ao país e o claro desrespeito aos cidadãos que os elegeram. Eles agiram e ainda agem como sanguessugas beneficiados que são pelas estruturas coniventes e corruptas que construiram ano após ano através de seus ignóbeis mandatos.

Em fevereiro esse virus maléfico que nos infectou desde a promulgação da Constituição de 1988 passará pelo segunda fase do tratamento de seu expurgo eleitoral com a eliminação definitiva de boa parte dessa praga que se apossou do país.

Foi naquela Assembleia Constituinte que diversos políticos sociopatas tiveram a primeira oportunidade de explorar a boa fé dos brasileiros, quando então começaram a solapar nossa cultura pacifista, nossa educação, nossa saúde, nossa economia, nossa segurança e principalmente a família como instituição basilar da nação brasileira.

Parte da devastação que causaram e ainda causam está dentro da estrutura do ensino público superior. Foi através do aparelhamento gradual dos corpos docentes das universidade, do questionável preparo de boa parte daqueles que nelas ingressam por concurso vestibular e das cotas destinadas a corrigir injustiças sociais que atuaram para solapar os princípios básicos de nossa educação social, técnica e científica.

O mesmo pode ser percebido em relação aos meios culturais e de comunicação. Nestes, através da mesma estratégia de aparelhamento foram aos poucos inserindo em novelas, programas, filmes, séries, demais evento televisivos e impressos situações onde os locais de estudo, trabalho, lazer, esporte e diversão, mas principalmente o ambiente familiar passaram a ser apresentados como locais propícios a que situações de discriminação, preconceito, ódio, crime, além de outras atrocidades aparecessem como regra e não excessão.

O que mais será preciso dizer desses políticos corruptos que no âmbito de suas respectivas instâncias somente agora estamos conseguindo afastar?

Sim, porque grande parte deles também participou ou foi conivente com o danoso processo de degradação das estruturas dos três poderes que determinam o destino do país. Esses mesmos três poderes que em suas essências constitucionais deveriam estar cumprindo honestamente as resoluções públicas, produzindo leis justas e julgando com isenção nossos cidadãos.

Alijá-los da política será pouco!

Ordem e Progresso

As ideias de Auguste Comte, o criador do positivismo, influenciaram grandemente a formação da república no Brasil. Tanto, que o lema da bandeira brasileira, “Ordem e Progresso“, foi inspirado na doutrina desse filósofo francês.

No Brasil a influência do positivismo de Comte traduziu-se não só no ideário de nossos republicanos, mas nas ações políticas que acompanharam a Proclamação da República.

Entre elas, a separação entre Igreja e Estado, o estabelecimento do casamento civil, o fim do anonimato na imprensa e a reforma educacional proposta por Benjamin Constant, um dos mais influentes positivistas brasileiros.

A expressão é o lema político do positivismo, forma abreviada do lema religioso positivista formulado por Comte: “O Amor por princípio, a Ordem por base e o Progresso por fim”, em francês, L’amour pour principe et l’ordre pour base; le progrès pour but.

Me lembro de quando entendi o significado destas duas palavras. Viviamos um momento em que o país passava por governos militares onde os dois principais símbolos nacionais, a Bandeira e o Hino, eram efetivamente valorizados. Os outros dois símbolos, o Brasão e o Selo eram utilizados e difundidos em documentos e situações protocolares de gestão, por isso mesmo pouco acessíveis a um jovem estudante. Naqueles bons tempos cantávamos o Hino Nacional nas escolas, nos eventos, nas datas comemorativas e aprendemos a respeitar nossa Bandeira que invariavelmente estava hasteada nos prédios e espaços públicos.

Quem como eu foi aluno da Escola Técnica Federal de Mato Grosso lembra da emoção sentida quando do hasteamento da Bandeira Nacional, honra dada ao melhor aluno de certo período ou aquele que de alguma maneira havia se destacado nos eventos em que a ETFMT participava.

Individualmente as duas palavras, ordem e progresso, têm referèncias gramaticais distintas, mas quando juntas ganham em significado e importância, posto que passam a ser a razão de nossas lutas por um país justo e ético. Pela Ordem conservamos o que temos de bom, belo e positivo, pelo Progresso conseguimos o desenvolvimento e o aperfeiçoamento dessa ordem. Assim, sociologicamente uma depende da outra para justificar a razão pela qual sempre estarão unidas em nossa Bandeira.

Estamos perto de comemorar nossa independência e mais do que nunca a data precisa ser lembrada.

CALEIDOSCÓPIO POLÍTICO

Há algo de novo na política de nosso país.

Talvez por isso seja adequado dizer que estavamos presos em um caleidoscópio politico onde os partidos pareciam se renovar a cada sacudida, mas que ao final quando olhavamos para a nova imagem que se formava descobriamos que a figura continuava a mesma. A única mudança estava nas cores de suas composições já que os políticos continuavam os mesmos, todos juntos e misturados.

Indiferente a isso o grupo que governou o país desde 2003 navegou em mar de tranquilidade até 2008 quando começou o sacolejo.

O Grande Comandante de então tranquilizou os passageiros da nau com uma de suas pérolas dialéticas afirmando que “tudo não passava de uma marolinha”.

A partir de 2010 seguimos em frente, já com uma presidenta comandando a nau e seu Imediato (vice), desta vez em mares não tão serenos.

Pois bem, “a marolinha virou tsunami” e agora estamos com o vice espúrio no timão da canoa furada em que nos metemos ao eleger essa gente incapaz de olhar para outro coisa que não seus próprios interesses.

Também pudera, os eleitores quando em frente às urnas eleitorais continuavam incapazes de escolher representantes por outro motivo que não suas próprias conveniências ou seja, “com os olhos voltavados para os próprios umbigos“.

Em 2018 finalmente quebramos o caleidoscópio.

Tudo indica que neste ano começaremos a modificar o “status quo” que permaneceu inalterado em nosso universo político devido ao processo de conscientização que tomou conta do país a partir do cerne das famílias brasileiras no momento em que tivemos coragem de enfrentar a degradação moral e civica por que estamos passando desde 1988, quando da promulgação daquela que deveria ser a Constituição Cidadã.

Nossa delapidada Constituição foi mais que manipulada durante seus 30 anos de existência, ela foi agredida por interesses mesquinhos próprios da doutrinação socialista utópica e mais, vinha sendo paulatinamente degradada em sua essencia republicana por radicais comunistas que se instalaram no governo através do PT, seu principal partido de esquerda.

Este, por sua vez, colocou em prática seu projeto particular de perpetuação no poder associando-se ao contumazes e velhacos partidos de esquemas, comprados que foram através da corrupção, tanto que “institucionalizaram o suborno” nos quinze anos em que permaneceram dirigindo nossos destinos.

Faltou muito pouco para que sucumbissemos definitivamente ao desajuste ético nos três poderes, ao aparelhamento no sistema educacional e da imprensa, à desestruturação sistêmica dos mecanismos de segurança e ao abandono injustificável, senão proposital, da saúde pública que já se assenhoravam de nosso país.

Bem vindo seja!

Bolsonaro, leia-se o futuro governo, parece não precisar da tutela da imprensa.

Ele usa forma direta para se comunicar com a nação e por isso mesmo não precisa dos meios tradicionais. Prova disso é a perceptível redução de entrevistas coletivas para a grande imprensa.

Ao se dirigir diretamente aos brasileiros assim como uma pessoa fala com seus amigos, ele o faz sem firulas e sem meias palavras, o que minimiza os efeitos das interpretações tendenciosas que costumam ser feitas pelos analistas políticos antes mesmo da divulgação de suas declarações propriamente ditas.

Bolsonaro informa assim o que fez, o que faz e o que pretende fazer a cada um dos que o seguem em particular e a todos em geral, utilizando-se das mídias digitais individuais o que permite seja transparente, uma das razões de não depender das empresas de comunicação.

Para buscar notícias sobre ele os repórteres e analistas têm que fazer como todos nós e ler seus comunicados pelo Twitter (vão ter que segui-lo). Até mesmo seus adversários, para estarem a par de seu cotidiano vão ter que acessar sua conta no Twitter ou recebê-las via WhatsApp.

Nosso futuro Presidente é uma pessoa que fala a todos, mas não como aqueles que o antecederam. Seus antecessores primeiro procuravam dar satisfação a seu cordão de puxa-sacos e aos grandes conglomerados da comunicação para só depois mostrar a nós o que pretendiam fazer.

Que em seu governo Deus esteja acima de tudo e que o Brasil fique acima de todos.

Bem vindo seja!