AMIZ($)ADES

Somos levados a desenvolver certo tipo de AMI$ADE quando entramos na vida adulta.

Razão porque abduzidas pelo interesse desmedido e pela busca do sucesso financeiro certas pessoas passam a se importar cada vez mais com “quanto vão ganhar” e cada vez menos com as consequências (para si e para os outros) de “como vão fazer isso”.

Assim, aos poucos vão deixando as verdadeiras AMIZADES, aquelas cultivadas no companheirismo e conquistadas pelo coração em segundo plano na medida em que as substituem pelas AMI$ADES alimentadas por interesses mesquinhos na busca pelo sucesso social e econômico.

“O contrasenso de priorizar o lucro como principal resultado é que agindo dessa maneira sobem na escalada social, mas descem em relação a afeição e perdem os(as) verdadeiros(as) amigos (as)”.

Para aquelas pessoas com quem estiveram juntas na infância e na juventude os(as) interesseiros(as) reservam um sentimento parecido com a amizade, mas que não passa de saudade, já que é nostálgico como uma tristeza sem causa.

Esse tipo de AMI$ADE que muitos cultivam ao chegar a idade adulta só serve para alimentar a conta bancária e o ego, resultado dos relacionamentos profissionais administrados pelos negócios e pela política, restando muito pouco, quase nada, em relação àquele outro tipo de relacionamento a AMIZADE com “Z”.

Bolsos e bolsas passam a ter importância maior que argumentos ligados as conquistas sinceras de coração, contribuindo para que esse sentimento não mais remeta ao apreço das relações desinteressadas entre as pessoas, mas sim ao lucro que elas representam.

E ainda dizem que esse processo é tido e justificado como uma evolução nas relações humanas.

No que se refere a AMIZADE com “Z”, aquela do tempo em que um(a) amigo(a) representava segurança, carinho, compreensão, alegria e até tristeza quando solidária, essa continua a existir entre nós, basta querer, basta chamar.

O Estádio Presidente Dutra – É na dificuldade que surgem as oportunidades

O Estádio Eurico Gaspar Dutra, mais conhecido como Dutrinha, continua pouco utilizado enquanto as autoridades ignoram suas parcas necessidades alegando dificuldades financeiras.

Esta situação aparentemente sem solução de curto prazo,na verdade representa excelente oportunidade aos empresários aqui instalados ou mesmo àqueles de fora que tenham interesses na região, além, naturalmente, do próprio governo.

Tomadas as devidas precauções temos aqui uma daquelas situações onde fatores positivos passam despercebidos em um cenário desfavorável no qual poucos se dão conta devido à situação econômica do momento.

Vamos a alguns fatos:
1. Trata-se de uma histórica praça esportiva construída em 1952 e muito bem localizada no Centro-Sul de Cuiabá, tendo sido o principal campo de futebol de Mato Grosso desde aquela época até 1976, quando da inauguração do Estádio José Fragelli, o Verdão;

2. Tem vocação especial para abrigar os eventos do Rugby e Futebol Americano, duas novas modalidades de esporte por aqui com potencial extraordinário para utilizar suas instalações;

3. Recuperado, pode continuar a receber os jogos de futebol de campo das categorias menores tanto locais quanto regionais, no masculino e no feminino;

4. Devido sua localização e dimensões tem natural vocação para espaço cultural, esportes e shows ao ar livre;

5. Seu custo de manutenção é relativamente baixo comparado à Arena Pantanal;

6. Foi tombado pelo Patrimônio Histórico de Cuiabá em 1990 através de proposta do então Vereador e atual Prefeito Emanuel Pinheiro (Lei Municipal nº 2.671de 25/05/1990);

7. Em 2015 foi fechado para reformas. Sua recuperação e merecida incorporação ao espaço público municipal pode ser oferecida à iniciativa privada para que, em parceria formal com o município, passe a ser administrado e explorado neste formato (resguardas as exigências legais e os direitos de acesso e utilização da população através de Lei específica).

Teríamos então uma Arena Municipal com possibilidades viáveis de gestão e exploração comercial voltada a eventos e atividades esportivas como aquelas que não devem ser levadas à Arena Pantanal devido aos elevados custos.

Esta sugestão visa mostrar alternativa de solução à Prefeitura de Cuiabá para que possa atender ao clamor de seus munícipes sem prejudicar o erário público.

Em outubro de 2015 uma comissão formada pelo Ministério Público juntamente com a Polícia Militar, a Prefeitura de Cuiabá e a Federação Mato-grossense de Futebol chegaram a conclusão que a recuperação do Dutrinha estava estimada em aproximadamente R$ 400 mil.

Se levarmos em conta o volume de investimentos feitos em propaganda e marketing por grupos empresariais, pelo próprio Município e pelo Governo Estadual fica clara a oportunidade a que me refiro no título deste texto.

Se for para apresentar uma imagem ao público da capital visando resultados econômicos, financeiros, políticos e sociais de longo prazo esta é uma boa, rara e viável oportunidade que se apresenta.

Sou do Mato Grosso

Perguntaram a um cidadão qual sua origem e ele prontamente respondeu – Sou do Mato Grosso.

Que me perdoem os mais letrados, mas essa resposta também precisa ter aceitação.

Ela tem valia para muitos de nós matogrossenses, todos senão.

O amor por essa terra nos faz assim, os de “tchapa e cruz” e os “paus rodados”, como não.

Ser matogrossense é algo tão especial que supera qualquer sentimento, até a própria razão.

O motivo? Ah… esse vem do fundo mais profundo do coração.

Surge no amor nativo dos na terra nascidos e florece no peito migrante dos filhos por opção.

É um sentir especial em todos instalado, sem distinção.

Por isso mesmo merece e faz sentido aquela afirmação.

Alta e bom som, de qualquer forma, mesmo errado, já que pura paixão.

Não, não será a gramática quem nos dará definição.

Este é um sentimento sincero que nasceu e já está entranhado em nossa razão.

Pode até ser errado usar o artigo definido “do” naquela declaração.

Fato que pouco importa porque ela não necessita precisão.

falar sobre o que sentimos por ser “de” Mato Grosso é resposta dita com enorme paixão.

É algo que está em nossa alma e vive, como já dito, em nosso coração.

É um sentimento intenso, tão sublime que o teremos para sempre com sincera devoção.