No Brasil a democracia não vai morrer.

O livro Como as democracias morrem escrito por Steven Levitsky e Daniel Ziblat é uma crítica dos democratas (na verdade os socialistas, a esquerda de lá) sobre a situação política nos Estados Unidos após a eleição de Donald Trump.

A meu ver não se aplica ao Brasil como muitos defensores do socialismo, FHC por exemplo, tentaram fazer crer em relação a Jair Bolsonaro durante as eleições de 2018 no Brasil.

Primeiro porque uma vez Presidente, Bolsonaro colocou por terra alguns dos argumentos do livro ao compor um governo sem a tradicional negociação com os partidos políticos. Aliás, esse é uma da mais fortes alegações do livro desconstruida por ele.

Depois, todos os que nele votaram por convicção não o têm como político de estimação, esse tipo de relacionamento com a classe política foi o que nos trouxe até aqui e, por incrível que pareça, atua como vacina preventiva contra o que aconteceu em nosso passado pós Constituição de 1988.

A convicção de que ele deveria ser eleito veio da reação quase que alérgica aos estratagemas que vinham aos poucos sendo entranhados na sociedade brasileira através da politização de escolas, universidades, grupos minoritários, excluídos sociais, meios de comunicação e assim por diante, tudo com reflexos negativos junto à célula mater da democracia como a vemos ou seja, a família.

Se prestarmos atenção nos detalhes sórdidos dos objetivos finais das campanhas voltadas a disciminar a descrença no que é moral, na desobediência do que é legal e na desconsideração da ética desde que o socialismo voltado ao comunismo assumiu o poder em 2003 veremos que suas estratégias se resumiram basicamente em ir aos poucos incutindo nas cabeças dos cidadãos que tudo o que tem de errado no país tem origem na família.

Daí colocarem em prática uma doutrinação educacional “politicamente correta” que vinha sendo aplicada em crianças desde a mais tenra idade indo até os adultos em formação profissional. Segundo ela, só na escola se aprende democracia.

E o que se aprendeu nessa escola sobre educação, moral e civismo nesses anos todos? Nada ou em português castiço, bosta nenhuma, a não ser desrespeitar, inclusive professores, mas principalmente os pais na tentativa de diminuir sua importância na formação do caráter do indivíduo.

Talvez uma disfarçada tentativa de se contrapor à Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que aconteceu em 1964 e caracterizou o apoio popular contra a implantação de um governo comunista no Brasil.

Aquele mesmo sentimento de patriotismo foi, novamente, a raiz da revolução democrática iniciada em 2013 pelo levante das famílias brasileiras contra a permanência dos partidos de esquerda no governo, como diz um de seus mais esquizofrênicos defensores (José Dirceu) ao se referir à retomada do poder pela força, desautorizando os demais poderes constituídos assim que assumissem o governo, caso fossem eleitos.

Esta sim, foi a proposta promovida e implementada por sucessivos governos doutrinadores da regionalização de um socialismo ditatorial à semelhança do balão de ensaios chamado Venezuela com uma única e exclusiva intenção, a de transformar a América Latina em uma conglomerado de republiquetas socialistas nos moldes da União Soviética dos anos anteriores à derrubada do muro de Berlim. Todas com um único partido, inspiradas naquele que governa Cuba com mão de ferro até hoje. Ou seja, uma ditadura imposta e mantida pela escravidão dissimulada através do controle social total característico dos regimes comunistas.

Por último, as propostas de Bolsonaro são todas baseadas em um governo voltado para a reconquista da democracia a partir do que dela restou de mais representativo após anos e anos de sua lenta delapidação, sua célula mater, a família.

Reforça esse pensamento a distribuição dos esforços do Governo Bolsonaro em linhas de ação, todas voltadas a estimular a abertura comercial com o mundo, recuperar a economia e com isso gerar empregos,  reduzir as deficiências na educação, saúde e segurança pública e excluir o viés ideológico de todas as ações de governo.

Como se vê, a democracia não vai morrer, pelo contrário, ela está sendo ressussitada no Brasil.

Os cães ladram e a caravana passa.

“Os cães ladram e a caravana passa”.

Esse provérbio árabe procura expressar uma das características do comportamento humano onde de um lado permanecem os que estão presos a seu delimitado espaço racional e do outro seguem os que passam ao largo, livres, rumo a seu destino. Vão atrás de um futuro melhor para todos, inclusive para aqueles que conseguirem se livrar das coleiras que os mantém presos aos limites impostos por sua própria ignorância.

Ladrar representa a manifestação desesperada dos que tentam impedir a passagem da caravana mesmo sabendo que de nada adiantará produzir ruído já que são incapazes de pará-la, até porque seus espaços vão ficando cada vez mais reduzidos na medida em que que permanecem andando em círculos, contornando os postes onde estão amarrados. Permanecem prisioneiros do passado retrógrado que os estacionou no vácuo da cegueira ideológica adquirida.

E a caravana segue adiante. Nela estão os que aprenderam com seus erros e acertos, os que buscam o melhor sem se incomodar com as manifestações daqueles que optaram por ficar estagnados no limbo do ostracismo partidário.

O desconforto promovido pelo latidos incomoda, porém a caravana passa. Sabe qual caminho percorrer e segue em frente célere em sua jornada.

Já os que persistem em permanecer presos às suas próprias coleiras assistem a passagem transformadora rumo ao progresso, posto que só lhes resta torcer contra. A esses a história já respondeu, pois representam um passado corrupto e amoral ao qual não se pretende voltar.

Assim, concluída a analogia, fica claro o que diferencia um grupo do outro. Ela reside no fato de um permanecer parado no tempo de uma política ultrapassada, enquanto que o outro segue em frente na busca de um destino livre de amarras ideológicas.

Os meios jamais justificarão os fins.

“…em Direito, o meio justifica o fim, e não o inverso. Desejo sorte para o Brasil. Amém.” (Marco Aurélio Mello)

Ao proferir a frase onde as palavras acima fazem parte do contexto o ministro do STF pretendeu justificar o caos em que quase nos jogou. 

Para circunstanciar será necessário explicar seus efeitos e significado, até porque a frase original – Os fins justificam os meios, foi erroneamente atribuída  a Maquiavel.

Vejamos o que está acontecendo nos estados do nordeste com especial destaque para o Ceará. Agora imaginemos a situação que estaríamos vivendo no Brasil com a libertação de milhares de pessoas condenadas em segunda instância juntando-se aos marginais que lá estão a executar ações tipicas de guerrilha urbana com ataques a órgãos públicos, dinamitando pontes, viadutos e torres de transmissão de energia.

Certamente uma tragédia avassaladora, vez que aqueles atos mais parecem parte de um plano para desestabilizar o país do que frutos da retaliação das associações criminosas que se apoderaram dos presídios administrados pelos governos estaduais ou pretexto para o início de ações à semelhança do que aconteceu em 1964 pelos comunistas que se viram frustrados com a descoberta e fim do golpe à democracia que haviam tramado. Seria isso tudo mera coincidência?

“Os fins justificam os meios” significa que para se obter, manter ou mesmo aumentar o poder a ética não é considerada. Assim sendo, quem comunga dessa afirmação mostra-se propenso a fazer qualquer coisa para conseguir o que almeja.

Quanto ao equívoco referente a sua autoria, sabe-se que o no início do século XVI, também conhecido como a era do colonialismo, aconteceu o advento do mercantilismo, doutrina econômica executada pelos estados absolutistas europeus na qual quem sempre saía ganhando eram exclusivamente a burguesia e a nobreza. Nesse período também tiveram início as principais guerras expansionistas europeias, as quais acabaram por instituir o imperialismo, argumentos estes que podem ter contribuído para que Maquiavel escrevesse em 1513 “O Príncipe”, tratado teórico no qual ele inseriu aquela expressão com o intuito de fazer ver os meios injustos utilizados pelos governantes para se manter no poder, mas não sua autoria.

Desde então, os procedimentos sugeridos naquela frase vêm sendo empregados em outras atividades, aquelas em que pessoas de má índole se utilizam de meios sub-reptícios para vencer e/ou chegar ao poder.

Certamente que aquela maneira de agir foi e continua a ser fruto dos maus exemplos de governantes, legisladores e até dos que deveriam julga com isenção.

Fato é que para se fazer boa justiça os fins jamais justificarão os meios, tão pouco os meios justificarão os fins, principalmente quando seu uso for determinado por motivo torpe ou fútil, vez que apesar de legal ( fumus boni iuris” ou “Fumaça de um bom direito”) o ministro aparentemente se equivocou.

A exaltação da mentira e o desprezo à verdade

A cada dia ficam mais evidentes as manipulações dos fatos para mascarar a realidade de quase tudo que acontece e se noticia na política nacional.

As eleições já acabaram, o presidente eleito já tomou posse, mas o paradigma da notícia manipulada permanece inalterado.

Como é impossível saber quando teve início essa forma canhestra de divulgar um fato ou evento, a qual serviu e ainda serve de modelo para a exaltação da mentira e o desprezo à verdade nós meios de comunicação, sua origem permanece desconhecida.

Exemplo disso foi a forma como um dos jornais de maior circulação no país noticiou a questão da utilização das mídias alternativas pela campanha de apenas um dos candidatos como se aquela forma de se comunicar com os eleitores não tivesse sido utilizada por todos, sem exceção. E o pior, o assunto foi imediatamente replicado por todas as empresas e sites de comunicação sem que ninguém tivesse checado os fatos. Alegaram após o fiasco nacional que a culpa foi da jornalista que plantou a notícia e assim acreditaram ter lavado as mãos. Foi realmente um furo, mas um furo n’água. Um típico caso de exaltação à mentira.

Com o mesmo intuito foi editado um trailer digno do prêmio de ficção político-científica sobre o episódio da tentativa de assassinato ( até agora comentam o assunto como “atentado”) daquele mesmo candidato onde ele, a vítima, passou a ser tratado como articulador de uma trama quixotesca, um esquema montado pelos liberais de direita com a participação de um executor por eles contratado, dois hospitais, suas equipes médicas, a Polícia Federal e as pessoas comuns que lá estavam foram cúmplices, como se aquilo não tivesse acontecido ao vivo e a cores.

Ainda agora, após a posse do Presidente fazem especulação sobre tudo que a ele diz respeito. Basta haver uma reunião de trabalho onde naturalmente assuntos e planos serão debatidos à exaustão antes de serem colocados em prática que já noticiam o fato como se desavenças incontornáveis existissem entre os participantes. Alguém em sã consciência ainda não percebeu que as reuniões das equipes do governo são para isso, para trabalharem as propostas e planos de governabilidade? Se não sabiam ou fingem não saber fiquem então cientes que elas vão acontecer durante todo essa gestão exatamente como aconteceram naquelas que a sucederam.

Parte de imprensa e dos analistas políticos, em especial aqueles que o confrontaram desde o início já cobra do Presidente que desça do palanque. Mas que palanque? Ele sequer teve tempo de usar palanque porque desde o início da campanha eleitoral esse acesso lhe foi constantemente dificultado por essa mesma imprensa e seus articulistas até que foi definitivamente impedido de fazê-lo pela ferida física da tentativa de assassinato que, aliás, ainda o prejudica. Vale ressaltar que nem dos debates o então candidato pode participar porque tinha e ainda tem restrições médicas para algumas atividades. Mesmo assim, aquela parcela dos meios de comunicação que lutaram contra sua eleição permanece em campanha usando dos mesmos artifícios para atacá-lo. A esses parece valer mais investir em uma meia mentira que em uma verdade inteira.

Quais governantes desceram de seus palanques em algum momento de seus mandatos? Os do PSDB, aqueles dos governos PTistas ou o MDBista de plantão? É fácil responder: – Nenhum deles. Aliás, sequer foram cobrados. Muito pelo contrário, a eles foram dados todos os palanques disponíveis por essa mesma gente que hoje faz as críticas.

Ora, todos sabem que muitos dos membros do novo governo se conheceram a pouco tempo e sequer refinaram , muito menos concluíram a maioria dos planos de ação, quanto mais a formatação daquelas propostas que de uma forma ou de outra causarão impacto. E mais, a maioria das propostas ainda precisará ser apresentada ao Poder Legislativo para discussão, eventuais ajustes e aprovação antes de serem colocadas em prática.

Vejamos o caso da divulgação das idades mínimas para a aposentadoria de homens e mulheres ainda em discussão para serem incluídas na reforma da previdência. O assunto é tratado como se fosse uma decisão do Presidente sendo contestada por sua equipe econômica. Na verdade suas palavras sobre o assunto mostram claramente ser sua intenção propor idades e prazos de transição diferentes daqueles que sua equipe entende serem mais adequados. Mas não, não foi assim que o tema foi colocado a público pela imprensa.

É esse o tipo de manipulação dos fatos que pode ser entendido como uma proposital forma de causar dúvidas na população e não o de promover sua correta informação que se entende como desprezo à verdade.

A contradição da tradição continuará?

Você sabia que o (P)MDB foi um dos dois únicos partidos beneficiados por um Ato Institucional, o AI n° 2 em 1966? (Entre 1966 e 1979, o Brasil viveu o bipartidarismo onde apenas  a Aliança Renovadora Nacional, mais conhecida como ARENA, de apoio ao governo militar e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de oposição consentida, eram considerados partidos políticos legais. O MDB surgiu informalmente em 1965 e oficialmente no ano seguinte.) (Google)

Que o agora MDB, em seus 53 anos de existência, jamais dirigiu o Brasil através de um Presidente da República eleito diretamente?

Pois é, os três políticos desse partido que chegaram a presidência foram José Sarney, devido à morte de Tancredo Neves, também (P)MDbista, que venceu a eleição indireta em janeiro daquele ano, mas adoeceu e morreu antes mesmo de tomar posse.

Alguém pode até dizer que Sarney acabou sendo eleito presidente, mesmo que indiretamente, pelo (P)MDB. Bem, nesse caso é importante lembrar que até 1984, ano anterior as eleições de 1985 Sarney era um dos mais influentes políticos da ARENA, partido que foi criado para apoiar a ditadura militar como descrito anteriormente então,…melhor parar por aqui. Certo é que o governo Sarney foi tão rejeitado que nos deixou Fernando Collor de Mello como seu sucessor e cujo governo, todos sabem, acabou em impeachment.

Que o segundo presidente (P)MDBbista se filiou em cima da hora? pois é, Itamar Franco assinou ficha em maio de 1992, quando o governo Collor já enfrentava uma grave crise de popularidade. Então, Itamar foi eleito pelo PRN junto com Collor, mas deixou o partido após uma reforma ministerial feita em abril daquele ano. Em 2 de outubro, assumiu como presidente interino após abertura de processo de impeachment que viria a ser aprovado em dezembro.

Que tal o Presidente Temer vice de Dilma Roussef, esse MDBista que tomou posse em função do outro impeachment? Ele também veio a reboque, e sabemos muito bem de qual partido. É, do PT mesmo, aquele que dirigiu o país por mais de 14 anos, que afundou nosso barco em uma “marolinha” tisunâmica decantada pela molusco que presidiu o país com seus nove tentáculos. O curioso é que a lula dos moluscos cefalópodes originais tem dez tentáculos, oito para capturar e dois com a função de reprodução. A outra curiosidade sobre esse molusco vem bem a calhar, cefalópode é uma palavra que vem do grego e quer dizer “pés na cabeça”, o que pode explicar tudo.

E o mais estarrecedor, desde 15 de março de 1985, exceto em três ocasiões, uma com Antônio Carlos Magalhães do PFL (entre fevereiro de 1997 e fevereiro de 2001 – por quatro anos), Edson Lobão, também pelo PFL (interinamente durante quatro meses de setembro a dezembro de 2001) e Tião Viana do PT (também interinamente por três meses entre outubro e dezembro de 2007) todos os presidentes do Senado foram do (P)MDB.

Depois disso tudo ainda tem gente querendo recolocar um deles, o mais polêmico sobrevivente da já despejada velha política novamente na Presidência do Senado com dois argumentos, sua “experiência” e para  manter a tradição. Não podemos permitir que uma sandice dessas possa persistir em um momento tão importante para o futuro do nosso país.

“Nada, absolutamente nada, justifica a continuidade dessa contraditória tradição e mais, não podemos manter o Senado da República presidido por um político comprometido com tudo que o país está buscando afastar.”

Precisamos acabar com o domínio hegemônico de um grupo que desde 1985, o primeiro governo civil, vêm presidindo o Senado Federal em uma permanência no mínimo condenável, vez que esta pode ser uma das causas da decadência moral das instituições do país, inclusive dos outros poderes que juntamente com o Legislativo deveriam estar cumprindo seus papéis constitucionais de forma transparente, ética e com a necessária alternância.

Que a chegada do Novo Ano inspire os Senadores da República e Deputados Federais a continuar a faxina moral, ética e política que ansiamos, da qual tanto necessitamos e pela qual continuaremos a lutar.