Há quem prefira que o Presidente Bolsonaro lave sua roupa suja em casa. Gosto não se discute! No entanto, os que estão criticando a forma direta como ele age em relação aos acontecimentos envolvendo o uso inadequado do Fundo Eleitoral de seu partido demonstram que não o conhecem. Ainda estão desnorteados com a natural franqueza com que trata os assuntos que a seu ver podem atingir a governabilidade.
Agindo assim o Presidente da República consegue ser ao mesmo tempo a realização personificada de quem o elegeu e o protótipo da ruptura para a parte do eleitorado que votou contra. Indubitavelmente ele é exatamente isso, coisa de mito, posto que encarna aspectos imprevisíveis e por isso mesmo inovadores para uma nação que havia se acostumado ao dirigismo demagógico, ao profissionalismo político, ao proselitismo ideológico e aos obscuros objetivos das negociatas entre governantes e membros do Congresso Nacional.
Toda essa desavergonhada mescla de coisas ruins gerou e ainda produz seus efeitos danosos nas atuais condições humanas do país. Já ele é direto, sem meias palavras nem meias medidas. Nós é que estamos mal acostumados com políticos que só sabem fazer de conta que nos entendem, que fingem trabalhar pelo país, que sonegam a verdade e que vilipendiam a nobreza de suas vitórias nas urnas enquanto se acomodam nas acolchoadas poltronas do plenário onde deveriam estar nos representando, mas que só fazem agir em seus próprios proveitos.
Já estão mostrando suas garras e a que vieram, afinal tiveram ótimos professores, alguns ainda estão por lá. Um deles, bem o disse quando percebeu que seria vencido pelo sagacidade de um de seus melhores alunos e por sua própria empáfia. Foi o que vociferou em seu último pronunciamento quando renunciou a disputa.
Aqueles que estão colocando a liderança de Bolsonaro em jogo apostam que conseguirão diminuir sua capacidade de gerenciar crises e vão tentar criar dificuldades a medida em que a equipe de governo for colocando em prática seus planos. Agora começam a se expor os políticos que se transvestiram de apoiadores só para se eleger e reeleger. Sem as máscaras da falsidade e já empossados aproveitarão qualquer oportunidade para atingi-lo. Caso do Presidente da Câmara dos Deputados que não poupou chumbo grosso para atacá-lo imediata e diretamente neste último episódio. Nem procurou ouvir sua versão, como deveria ter feito antes de se manifestar de maneira tão desastrosa.
Daquela outra parte da imprensa então, nem é preciso citar as maledicências que foram imediatamente noticiadas para forçar que o evento se transformasse em uma hecatombe política, o que não conseguiram até agora.
