A tática da desinformação

A fleugma, característica dos que não deveriam se perturbar, dos que precisam permanecer impassíveis e firmes na defesa e divulgação da verdade parece estar a caminho do abandono.

Principalmente por parte daqueles que tiveram expostos os meios pelos quais obtinham acesso aos assuntos tratados dentro do Gabinete da Presidência da República.

Pelo jeito vão continuar a colocar em prática suas estratégias de guerrilha, tática de desinformação, voltadas a combater o governo na pessoa de seu Presidente em um momento tão difícil para o país sem se importar com a falta de ética.

Os veículos de comunicação que adotaram essa postura podem até tentar explicar, mas não conseguirão justificar as reportagens que distorcem os fatos de maneira tão desastrosa. Estão mais para encruzilhadas de despachos. Sabe aquele lugar onde colocam alimentos misturados a flores e perfumes baratos para ficar com aparência bonita e enganar os incautos? Pois é, o objetivo maior dos autores desses despachos é causar o mal não se importando com quem possa ser a vítima. Dizem os entendidos que basta acreditar que algo de ruim pode acontecer com quem mexe neles para que os outros sofram por isso.

Vejam que como consequência os mesmos partidos e políticos oportunistas de sempre já começaram a dar sinais de que vão abandonar o navio da mesma forma com que os ratos se caracterizam nessas ocasiões. Aliás, o governo já deu mostrar que nunca contou com eles. Portanto, não farão falta, trata-se do natural expurgo do lixo que sempre fica mesmo após a limpeza.

Um desses jornalecos oportunistas já lançou dúvidas sobre a forma como o governo vai levar suas propostas ao congresso. Sugere, visto lhe faltar estofo para identificar a fonte, um provável acerto com os presidentes das duas casas, o qual autorizaria a volta das negociações por apoio em troca de acordos com garantias ilimitadas. É muita degeneração.

Se bem que essa qualidade que deveria ser intrínseca não existe nos grupos que detém o monopólio dos meios de comunicação, na pressa inerente ao jornalismo, na briga acirrada e diária pela notícia exclusiva ou da guerra pela audiência, o fato é que tais jornalistas e seus patrões muitas vezes se afastam da conduta ética e oferecem ao público uma informação de má qualidade (*). Essa constatação é do jornalista Eugênio Bucci que se debruçou sobre o tema em seu livro intitulado “SOBRE ÉTICA E IMPRENSA”, destinado ao público em geral e aos profissionais da área que se preocupam com a degradação da forma com que está sendo tratada a notícia no país.

(*) – baseado nas referências ao texto do livro SOBRE ÉTICA E IMPRENSA – autor Eugênio Bucci – Companhia das Letras.

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