Pessoas, personagens e personalidades inominadas

Pessoa é a palavra que sob ponto de vista moral irá designar a criatura humana consciente, seja homem ou uma mulher, que com capacidade própria e dotada de inteligência, seja responsável por seus atos.

Personagem é uma pessoa que chama a atenção por sua atuação e que, dependendo das circunstâncias, seja motivo de consideração especial. Geralmente a personagem representa um papel fictício, criado pela mente de alguém ou pela sua própria imaginação.

Personalidade é o conjunto de aspectos regidos por normas individuais que irão definir uma pessoa sob os pontos de vista ético e moral.

São três substantivos que dependendo do ponto de vista podem ser considerados sinônimos. Entretanto, podem seguir caminhos diferentes quando observados pelas óticas das disciplinas políticas e jornalísticas.

Infelizmente, os últimos acontecimentos nos intestinos de parte da política e da imprensa nacionais acabam por diferenciar de forma definitiva a aplicação dessas belas palavras e seus significados. Digo intestinos porque a porcaria que nos é mostrada todos os dias por esses dois pilares da democracia e da cidadania ficam cada vez mais expostos, trincados que estão, rachados mesmos, e com as ferragens ou seja, suas estruturas internas à mostra, como que prestes a ruir.

Isto se dá porque as pessoas que nelas labutam perderam a ética e a moral humanas, estão se movendo exatamente pela falta de consciência, como se não fossem responsáveis por seus atos. Da mesma forma passaram a atuar como personagens de uma ópera bufa, onde se apresentam em cenas curtas de um só ato e interpretam um enredo desatinado a promover uma catástrofe, tal qual a sequencia de uma erupção vulcânica onde mesmo sabendo dos resultados desastrosos do tsunami que fatalmente virá estão pouco se lixando. Querem vender apoios e notícias, mesmo que pereçam vítimas de suas próprias faltas de escrúpulos.

Quanto às eventuais personalidades que poderiam restar desse enredo tragicômico, elas nunca serão formalmente reconhecidas pelo público, carecem de postura, não se constroem pessoas ou personagens sem que essas contenham os ingredientes básicos para tanto. Falta-lhes a necessária rigidez ética e moral.

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