Respeito é bom e o povo gosta.

Dissimulado, o Presidente de Câmara Federal já reconheceu que o sucesso das medidas saneadoras da economia, saúde, educação e segurança propostos pelo Governo Bolsonaro colocam em risco sua posição e a de seus pares. Dai dizer que a continuar assim teremos uma ditadura de direita, uma prova que o medo da perder a capacidade de barganhar age como alucinógeno, pois é revelador ao mostrar as fantasias criadas pela insegurança.

O que pretende agora essa pessoa que cada vez mais cai na avaliação dos eleitores por seus atos, palavras e omissões? Vai trabalhar contra o país? Só o fato de ter declarado que se afastará dos assuntos do governo em tramitação na casa que preside já é um claro indício de segundas intenções.

Reclama das posições de pessoas ligadas ao Executivo e que apoiam o Presidente quando estas reagem a suas pataquadas, mas se acha no direito de dizer o que bem quiser.  Deu início a essa crise institucional ao destratar publicamente um Ministro do Executivo e agora se faz de vítima.  Essa artimanha só tem colado junto a seus parceiros de trapalhadas e na imprensa interesseira, mas não vai colar junto a população e vão ser cobrados por isso uma hora ou outra.

É ele o responsável por todos os desgastes do Legislativo e se não for contido pelas pessoas conscientes que lá estão levará consigo todos os políticos coniventes com a crise instaurada juntamente com aqueles outros que lhe dão suporte.

As medidas urgentes e necessárias encaminhadas pelo Governo não são um produto destinado ao escambo político como ele e os que o incitam parecem entender. O cargo de dirigente do Legislativo não é um salvo conduto para o desrespeito ao povo que elege seus representantes, da mesma forma que sair a cata de apoio de outros políticos da mesma espécie e de membros do Judiciário não significa resguardar-se de autoridade suficiente para fazer o que quiser, quando quiser e para quem quiser.

Esperamos que a Câmara Federal não se comporte mais como a alcova onde acordos e negócios escusos afundaram o país e desmoralizaram políticos(as) que se renderam às regalias de seus cargos eletivos e que por isso mesmo foram derrotados nas últimas eleições.

Ou seus pares erraram ao reelege-lo pensando estar votando em uma pessoa modificada pela realidade que mudou o país e renovou as esperanças de um futuro melhor para todos ou acabaram se tornando farinha do mesmo saco.

O que se vê nas ações e reações dessas pessoas é um enorme esforço para manter abertas negociações e privilégios à moda dos antigos grupelhos que tentam se manter detentores do poder através da eterna troca de favores por votos. O pior de tudo é a cara de pau de cobrar do Executivo a solução de assuntos já instalados na alçada do Legislativo.

A verdade é que agindo assim o chefe daquela cada de leis tenta lavar as mãos como um Pôncio Pilatos tupiniquim ao perceber sua incapacidade de levar adiante seu papel no processo. Finge não entender que está ali para fazer o que precisa ser feito e não para estabelecer território próprio em sua sanha particular por mais espaço.

É melhor o Legislativo cumprir seu papel de fazer tudo bem feito para que seja reconhecido pelo que fez de bom e não por aquilo que faz de mal.

Ah sim, não se esqueçam que respeito é bom e o povo gosta.

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