Tenho me posicionado desde a eleições de 2018 de maneira clara e sincera sobre o que vejo acontecer em meu país. Melhor dizendo, em nosso país.
Venho expondo minha opinião com o rosto à mostra, sem medo, sem subterfúgios e sem mentiras. Nada do que escrevi foi inventado para tentar convencer alguém a mudar de opinião. Minha bandeira sempre foi e será verde e amarela e meu hino o brasileiro.
Hoje, após vencermos duras batalhas, uma tentativa de assassinato e várias orquestrações de descrédito ao grupo que se dispôs a trabalhar para a recuperação de minha pátria ouço com profundo desgosto o silêncio dos que sempre estão em cima do muro a esperar que outros vão à frente e resolvam tudo. Não podem sequer ser chamados de covardes porque os covardes fogem das batalhas e esses sequer tiveram coragem de se manifestar, são participes do mutismo que é próprio dos desclassificados.
É inadmissível ver grupos que se aproveitaram dos momentos de luta nas eleições agora tirarem o corpo fora alegando não comungar com o que pretendem aqueles que como eu irão às ruas dia 26 de maio para apoiar o governo. Só canalhas agem assim.
É ridículo ver os abutres da imprensa salivarem sobre o que pretendem seja a carniça sobre a qual querem banquetear. A esta altura não lhes interessa quem será o difunto, contanto que possam escrever o obituário.
Tudo o que vivemos agora é devido ao comodismo que assola o país a mais de 30 anos, desde que a tal da Assembleia Nacional Constituinte promulgou o que os mesmos mal-intencionados de sempre enchem a boca para chamar de Constituição Cidadã, mas que não passa da maior enganação engendrada pelo Legislativo para proveito próprio.
Ela não foi escrita para que o povo continuasse senhor único e absoluto do poder, mas sim para dele (o povo) receberem uma procuração em branco de modo que pudessem ir impondo suas condicionantes sem qualquer possibilidade de impedimento, vilipendiando assim a boa fé e destruindo as esperanças de seus eleitores por um país sério e justo para todos.
Através de suas manobras e interpretações obliquas foram regulamentando benefícios e constitucionalizando direitos a ponto de afrontar até o mais manso dos crentes em um país sem desigualdades.
Hoje se eriçam despudoradamente os pelos dos que querem ver o desabamento das propostas que pretendem mudar o rumo do Brasil. Querem manter o garrote apertado para que um novo rumo não lhes tire os privilégios e benefícios autoconcedidos que trataram de garantir definitivamente através dos termos do documento que poucas linhas atrás citei como enganação.
Nele se fiam para impor condições e impedir as boas práticas de gestão que tanto precisamos para sair do atoleiro em que nos metemos ao entregar o país a tanta gente sem escrúpulos, sem moral, sem civismo e sem vergonha.
Dele usam e abusam quando querem mostrar sua força mesmo que esse menosprezo implique em prejuízos ao país e descarada afronta aos desejos de maioria da população. Aliás, população que se tornou carcerária porque perdeu seus direitos, restando-lhe apenas deveres, salários baixos e impostos se comparados com o que têm deputados, senadores, procuradores, desembargadores, juízes, a casta superior do funcionalismo público e todas as demais classes de dirigentes do legislativo e do judiciário, principalmente os que perambulam pelas mais altas e bem alimentadas cortes do que deveríamos chamar de justiça, mas que não é.
Não desistirei da luta por um Brasil educado, justo seguro e promissor para todos.
Marcelo Augusto Portocarrero – Cuiabá/MT, 17/05/2019
