Tintim por tintim.

Quando mentiras são descobertas só existem dois caminhos a seguir, continuar mentindo indefinidamente ou entregar a verdade expondo-se à vergonha.

Poucos(as) têm coragem suficiente para encarar a segunda opção na esperança de que o tempo se encarregue de fazer com que suas mentiras sejam esquecidas. Enganam-se, foi-se o tempo em que a memória residia apenas na massa cinzenta do cérebro humano e com ela se extinguia.

Hoje, além daquela memória tudo que se fala e faz é guardado em variados sistemas de armazenamento o que permite sejam vistas e revistas de tal forma que a “pecha” de mentiroso(a) fará parte da história de cada um(a) para sempre, incorporando definitivamente esse “predicado” a seus conhecidos e deploráveis currículos.

É por causa dessas memórias que cada um dos atuais e futuros candidatos ao legislativo, ao executivo e aquelas pessoas que ocupam ou serão indicadas a cargos públicos desde o servente ao ministro do STF estão passíveis de verem seus históricos expostos, sem exceções.

As boas informações são o antídoto para as constantes declarações de desconhecimento dos atos e fatos cometidos por pessoas públicas, seus asseclas e até mesmo por aqueles que ainda não enveredaram por essa seara de mentirosos compulsivos. Nada como uma boa pesquisa em arquivos e bancos de dados para encontrar as mentiras de cada um(a) ou mesmo suas inconvenientes verdades.

O melhor de tudo é que não precisa ser um hacker a serviço de interesses escusos para pesquisar o passivo ignóbil dessa gente ruim que infesta nossa história. Pelo contrário, com o avanço da tecnologia de comunicação basta um celular para escarafunchar a vida de qualquer um(a) porque ela agora está a apenas alguns cliques das pessoas comuns.

Se serve de aviso, informo aos navegantes que o povo está de olhos abertos sobre tudo o que acontece e prontos para escancarar o que souberem, tintim por tintim.

Verdades e mentiras jamais serão esquecidas.

O que temos aqui?

Afinal o que temos aqui, um Executivo sem proposta, um Legislativo sem resposta ou um judiciário sem juízo?

É complicado fazer esta pergunta quando 47 senadores acabam de votar contra o desejo da maioria da população do país expresso em plebiscito, até porque isso vem confirmar que os egos daqueles senhores e senhoras são maiores que a importância que dão às pessoas que os elegeram.

Sim, porque assim demonstraram não se importar se todos(as), exceto eles(as) próprios(as) e seus familiares, poderão ser vítimas dos deficientes sistemas de segurança ao continuarem expostas a sofrer as consequências de políticos que de um lado dificultam a melhoria da eficiência das polícias e do outro eliminam a possibilidade de autoproteção dos indivíduos. Esquecem que mesmo seus caríssimos aparatos de segurança parlamentar não conseguirão estar em todos os lugares ao mesmo tempo.

A verdade é que o Executivo está sim disposto a trabalhar, já do Legislativo e do Judiciário não podemos dizer a mesma coisa porque estão ocupados a procura de formas para impedir o governo de avançar sem que sejam responsabilizados por isso.

No fundo estão demonstrando receio de um Executivo cada vez mais forte caso consiga implementar suas propostas nos prazos a que se dispôs. É por isso que fazem de tudo para colocar barreiras na intenção de frear ou mesmo impedir a tramitação das propostas enviadas para exame e aprovação.

Fica impossível, até ridículo tentar justificar tal postura uma vez que desde o início do ano estão “analisando” propostas do governo ao mesmo tempo em que insistem no discurso de que é o governo quem não tem propostas. Lá estão a reforma da previdência, o decreto de ampliação do porte de armas (este que senadores acabam de votar contrariando o plebiscito de 2005), a reforma da educação, a tributária, as propostas de mudanças na área de saúde, de segurança e todos os demais projetos e medidas provisórias apresentadas pelo Executivo.

Quer um exemplo? Basta lembrar que a equipe de governo trabalhou meses, talvez anos, para estudar e propor um novo sistema previdenciário aí os ilustres deputados reúnem meia dúzia de “experts” a seus serviços e em poucos dias transformam a proposta do governo em um substitutivo com a única e exclusiva intenção de dizer que a proposta aprovada será a sua. Como se isso fosse a coisa mais importante para a solução da crisa na previdência, razão porque não se importam se ao afinal serão parte do problema ou de sua solução.

Assim, como visto anteriormente, quando permitem o lento caminhar dos assuntos o fazem através de substitutivos. É o que é um substitutivo senão o resultado da desconstrução e reconstrução com outras digitais de uma mesma proposta, só que desta vez com as inserções dos penduricalhos de sempre e para beneficiar alguém ou alguns dos seus interesses.

O povo está ficando sem respostas do Executivo porque os outros dois pés do tripé estão tentando colocá-lo de joelhos. Parecem não saber que o desequilíbrio poderá derrubar o país e não só o governo.

A aceitação da ignorância

Sabe aquele quadrado enorme com bordas amarelas e interior vermelho que o Corpo de Bombeiros exige sejam pintados/colados sob caixas/extintores de incêndio de parede e que a gente encontra em prédio públicos, comerciais e residenciais?

Pois é, todas as vezes que me deparo com uma daquelas coisas horríveis me vem à cabeça o descalabro intelectual em que nos metemos ao aceitar passivamente sermos tratados como incapazes funcionais a título de proteção contra nós mesmos.

Algo parecido aconteceu dias atrás em relação à polêmica das cadeirinhas para o transporte de crianças em veículos quando da aprovação de resolução do Conselho Nacional de Trânsito – Contran, sobre a utilização dos dispositivos de retenção (cadeirinha) para crianças de até 7 anos e meio. Olhando pelo prisma das responsabilidades individuais vem em minha mente a seguinte questão: Se somos cientes de que cabe a nós cuidar para que nossas crianças e nós mesmos estejamos em segurança porque propor e regulamentar leis que nos submetem ao que é nossa obrigação?

Se os gestores públicos e políticos chegaram a conclusão de que somos incapazes ou inconsequentes não será uma lei, muito menos uma multa que irá modificar nosso comportamento em relação a isso, mas certamente procedimentos dessa natureza são a confirmação de que estamos nos dando atestados de ignorância. Caso não tenham percebido, é assim que estamos sendo qualificados ou seja, como pessoas que não têm conhecimento, cultura, estudo, experiência ou prática. (como descrito nos dicionários em relação ao adjetivo ignorante).

É preciso saber diferenciar as situações em que se age “por” ignorância daquela em que se age “na” ignorância. Assim, se incorremos em erro de forma involuntária estamos agindo por ignorância devido à falta de conhecimento. Mas se o erro for cometido por falta de civilidade e de forma voluntária ele será cometido deliberadamente na ignorância.

Tanto na primeira como na segunda situação a ignorância pode ser eliminada através da oferta de conhecimento e pelo exemplo, o que se obtêm desde cedo na relação familiar entre pais e filhos, passando depois através de aulas teóricas e práticas de cidadania nas escolas e universidades.

O exemplo de que devemos respeitar o espaço e a opinião dos outros vem primeiro através da convivência com pais no dia a dia, onde se aprende que obter vantagem deve ser ensinado como uma ação que vem do mérito de dizer a verdade, fazer a coisa certa, de forma legal e respeitosa, mas nunca como resultado da safadeza, da falcatrua e da mentira.

As escolas precisam mostrar a importância do conhecimento como um dos fatores que levarão a redução das diferenças, a eliminação dos preconceitos, o alcance dos objetivos e principalmente na relevância do comportamento pacífico e construtivo que o ambiente de estudos precisa ter para levar adiante a missão de ensinar, de transmitir corretas noções de respeito ao próximo, de cidadania e de civismo.

Será que estamos perdendo o senso de responsabilidade ou sendo levados a submeter nossas vidas a uma espécie de síndrome de dependência punitiva para o ente público?

A ignorância não se combate com leis e decretos, muito menos com multas, ela é resultado da falta de informação e só poderá ser vencida pelo conhecimento. A adoção de politicas punitivas para substituir a ignorância ao contrário de reduzi-la acaba por confirma-la através da substituição de valores morais por regramentos legais que nada transmitem senão o conceito de que a punição bastará para a regularização do cotidiano, das relações humanas, da vida enfim.

Bertold Brecht, dramaturgo alemão, disse que a ignorância política é que gera o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio da empresas e multinacionais. Eu complementaria dizendo que a ignorância é a estratégia utilizada pelos políticos para manter a população desinformada e controlada através de leis e decretos que regulam a vida de modo a impedir que o conhecimento lhes remova os cabrestos.

O futuro a Deus pertence

O Congresso Nacional está a ponto de conseguir o que deseja, ou seja, exatamente o que nós cidadãos comuns não queremos.

Afinal, foram eleitos para cuidar do que? De seus currais eleitorais, de seus grupos funcionais e sindicatos sanguessugas, das benesses com que vivem ou do futuro onde viverão nossos filhos e descendentes?

Não é possível continuarmos submissos a um colegiado de indivíduos de tão baixa categoria em um lugar onde deveriam estar somente homens e mulheres decentes, honestos, com caráter íntegro e honrados. Mas não, nada disso lhes interessa senão o prazer sórdido de poder mostrar ao Executivo sua força em um momento tão significante para nosso futuro. Acontece que junto à sua força acabam por expor ainda mais sua reles insensatez.

Fato é que estão condenando o pais a um futuro parecido com esse horrível presente que hoje tanto faz sofrer os desempregados, que aumenta a desigualdade, que causa insegurança, que marginaliza a juventude e que submete nossa nação à ignorância.

O que esperar do futuro? Duvido que tenham respostas consistentes para essa pergunta, pois não têm capacidade para entender o presente, quanto mais para explicar o que estão fazendo em relação ao nosso futuro. Resta-lhes envernizar suas caras de pau, submergir seus raciocínios covardes ao inusitado e responder dizendo que o futuro a Deus pertence. Até porque, deles(as) nada receberemos a não ser a certeza de que daqui para a frente tudo será incerto.

Acham que assim, ao corroer as necessárias mudanças em nosso sistema previdenciário e abalar ainda mais nossa combalida economia, estarão defendendo o social. A ignomínia desse Legislativo não tem limites porque é fruto de uma nação corrompida pelas espúrias maquinações de congressistas que ainda se movem embalados pela usurpação do poder do povo desde a Constituinte de 1988.

Estes que ai estão aprenderam tudo muito bem com aqueles outros maniqueístas que modificaram a antiga Constituição e depois mentiram dizendo que assim a tornaram “cidadã”. Fomos enganados tanto naquela ocasião como estamos sendo agora.

MENTIRAM, MENTIRAM, MENTIRAM E CONTINUARÃO A MENTIR como cafajestes políticos travestidos de falsa nobreza em atos indecentes contra o povo que os elegeu e neles confiou.

Alegam aos desinformados que estão lutando pelos direitos de todos, quando na verdade estão é acabando com eles ao fazerem de tudo para primeiro preservar direitos por eles e para eles mesmo constitucionalizados ano após ano, bem como de cúmplices e apadrinhados que como eles se locupletam do dinheiro público.

Se aquele Deus a quem submetem nosso futuro for o mesmo que nos protegeu até agora ainda restam esperanças de que possamos reverter o que de ruim aconteceu nesses anos todos, mesmo que para isso tenhamos que ir a luta.

O que é a verdade?

Esta foi a última pergunta de Pilatos a Jesus quando o interrogou a pedido de Caifás e seu Sinédrio.

A verdade de Jesus não se restringe àquilo que Ele disse, vai além, a verdade Dele está no que Ele fez desde seu nascimento, culmina com sua morte, persiste até hoje e permanecerá eternamente.

Por outro lado, para Pilatos não houve resposta, o silêncio de Jesus ficou em sua mente e o atormentou até o suicídio.

Naquele ocasião Pilatos era juiz e júri. O que fez sendo a única instância foi deliberar consigo mesmo, condenar Jesus à morte e lavar as mãos.

Será a trama sinistra engendrada pela esquerda inconsequente capaz de colocar a verdade da Operação Lava-Jato em dúvida?

Teria a tentativa de desconstrução das condenações provadas, comprovadas e julgadas sobre o maior mentiroso de nossa história origem no Sinédrio de Brasília?

Sim, as perguntas são pertinentes porque eles sabem que se agirem como naquele julgamento público e perguntarem à multidão quem deve ser condenado o povo ou o corrupto a resposta será a mesma ou ainda mais retumbante que a dada nas eleições de 2018.

Terão os dois Caifás do Legislativo coragem de afrontar a multidão e condenar o país à crucificação com o apoio do Pilatos do Judiciário?

Resta aos conspiradores a escolha entre arrepender-se ou cumprirem juntos a sina do sinistro fim de Pilatos, neste caso o fim na vida política.

“E conhecereis a verdade, é a verdade vos libertará”. João 8:32

Professores e alunos

Em meio a toda essa discussão sobre a tão necessária reforma na educação, contingenciamentos, passeatas e carreatas encontrei no final da tarde um dos homens com quem tive a oportunidade de aprender.

Batemos um breve papo sobre o passado e o presente, recordamos amigos comuns e nos despedimos, afinal estávamos comprando o pão do fim de tarde para nossas famílias e havia pessoas a nossa espera. Espero um dia poder estar com ele, juntamente com outros amigos e colegas, para termos a oportunidade de extrair daquele ilustre mestre um pouco mais de sua sabedoria.

Pessoa discreta é dedicada ao seu trabalho e profissão, levava a seus alunos desde os tempos da Escola Técnica Federal de Mato Grosso, a saudosa ETFMT, até seu brilhante período de aulas na UFMT, o conhecimento como quem leva alimento a quem tem fome.

Seu profissionalismo e personalidade foram tão importantes que vários de seus alunos nele se inspiraram para seguir com brilhantismo a carreira de professor e se puseram a ensinar tornando-se, como ele, ilustres engenheiros e respeitáveis mestres.

Assim eram naqueles tempos os relacionamentos entre professores e alunos. De um lado o saber e do outro o aprender, em uma simbiose simples e direta como deveria ser e era, porque existiam inquestionáveis interesses comuns entre as partes, tais como a ética, o conhecimento e a dedicação à profissão de engenheiro(a).

Havia sim os movimentos estudantis, que desde aquele tempo se diziam apartidários como, aliás, está no próprio estatuto da UNE, mas já era perceptível sua contaminação pelas ideologias que persistem até os dias de hoje. Aliás, foi onde conseguiram sobreviver a ponto de se tornarem o principal instrumento da infiltração intelectual, difusão de ideias e instrumento de subversão das escolas e universidades públicas no país.

Mas vamos lá, o motivo do texto é dar um exemplo do professor e sua missão e não dos que negam tudo peremptoriamente, inclusive a aprender, parafraseando seu principal mentor frente a acusação de corrupção na CPI do Mensalão.

Dedicado ao Engenheiro Civil, Professor e amigo Reniel Pouso Filgueira.

Como um qualquer

As constantes e reincidentes falhas na interpretação e manipulação dos fatos estão tornando a incapacidade dos analistas políticos e econômicos cada vez mais evidente porque não conseguem se adaptar à evolução dos meios de comunicação e por não perceberem que as pessoas irão checar suas “notícias” com esse aparelhinho chamado celular que está ao alcance de todos.

Estão como que acometidos de uma doença crônica que além de tudo está se tornando incurável no ponto de vista do cidadão comum que “ainda” os lê ou assiste. As maquinações do mundo político passam por uma exposição dos fatos mais do que evidente e interpretá-los passou a ser uma atividade individual e não mais coletiva como teimam em tentar fazer prevalecer.

Hoje qualquer um pode expor seu ponto de vista sobre determinado assunto antes mesmo deste se tornar notícia ao ser publicado, basta um celular na mão.

Quem sou eu para estar falando sobre isso? Este é o âmago da questão a que me referi a pouco, sou “um qualquer” que tem celular e acompanha os fatos e não mais as notícias.

Essa realidade também coloca em estado de estupefação catatônica economistas, sociólogos e políticos, desorientados pela forma isenta, honesta e conservadora de fazer política que passou a vigorar . Não acreditam no que estão vendo e por isso mesmo não aceitaram o óbvio e ululante sucesso de um ex-governo que apenas e tão somente fez o que disse que iria fazer e por isso foi eleito.

As notícias, como continuam a ser transmitidas, estão sendo construídas a partir de interpretações de articulistas e analistas que em grande parte se submetem à linha editorial adotada pela empresa que lhes paga o salário, razão pela qual estão distantes da realidade, aquela mesma que as pessoas vivem em seu dia a dia.

Chega a ser ridículo assistir as projeções dos fatos sob a visão de profissionais que deveriam estar a repassa-los como o são e não como acham que deveriam ser. Erram em quase todas as interpretações do que entendem vai acontecer e são incapazes de reconhecer a verdade quando esta se estabelece.

Tudo cabe no celular, tudo é passado e repassado para amigos, parentes e até para os que não concordam com o que pensamos porque tudo, absolutamente tudo, está sendo visto e gravado por “um qualquer” que presencie o fato.

Como disse certo jornalista: – Vamos aos fatos, mas por favor parem de interpretar o futuro como cartomantes.