A principal diferença entre ficção e realidade é a verdade.

Esta parece uma frase piegas, mas não é. A palavra verdade é o substantivo mais usado pelo atual governo para firmar sua principal característica. Em outras palavras, a mentira não é mais um instrumento empregado para cooptar o povo brasileiro e enganar outros países.

Os governantes que faziam de conta que respeitavam, faziam de conta que educavam, faziam de conta que protegiam, faziam de conta que cuidavam da saúde foram afastados pelo voto do povo dando lugar a uma nação que acordou do pesadelo torturante que a atormentou por anos a fio e que ainda deixa atordoadas as pessoas que não aceitam que a verdade passou a prevalecer sobre a mentira.

O campo minado que se atravessa a cada passo que se dá sobre as áreas devastadas pelos governos anteriores tem dificultado o esforço do governo, mas nada que possa impedir seu avanço nos setores prioritários de seu Plano. É isso mesmo, seu Plano de Governo existe sim e está em pleno curso e vigor apesar das inúmeras tentativa de boicote interno e externo para desacredita-lo.

Exemplos disso são o Senado, a Câmara dos Deputados e alguns Ministros de tribunais superiores que fazem cena para a mídia quando cobram a existência desse Plano. Tivessem eles a intenção de fazer algo em favor da harmonia entre os Poderes da Republica bastaria assumirem que têm conhecimento do documento, o qual com certeza todos leram, mesmo que só para criticar.

Não os elegemos para isso, mas tudo indica que entre seus objetivos desgastar o Executivo é consenso e prioridade (alguns até já assumiram isso). Os porquês dessas atitudes estão cada vez mais claros para todos os brasileiros.

O resultado dessa forma dissimulada de combater o governo quando deveria ajudar muito contribui para que o país permaneça dividido, tanto que alguns brasileiros têm a desfaçatez de declarar apoio à intervenção internacional na Amazônia Brasileira e querem que Bolsonaro saia, em atos tão hipócritas quanto contraditórios vez que é exatamente para defender nossa soberania sobre a região que o Executivo continua lutando sozinho contra tudo e contra todos sem que o Legislativo e o Judiciário se manifestem formalmente contra os ataques à soberania nacional, covardes que são por puro medo de mais desgastes perante a opinião pública.

O fato esclarecedor sobre as manifestações encenadas no Brasil e exterior sobre as queimadas anuais que assolam a região Amazônica é a confirmação de que entre os que incitaram a pequenez dos desajustados que assim se manifestam estão aqueles e aquelas de sempre ou seja, a troupe da esquerda festiva que fugiu do caos que o PT implantou no país enquanto corrompia pessoas, instituições e desgraçava o país.

Quando a esmola é grande desconfie da “bondade”.

As legislações ambiental e de defesa animal brasileiras são das mais conservacionistas, exigentes e duras do mundo. Aqui o percentual de área de reserva em propriedades rurais é maior que em qualquer um dos países que nos criticam, não existem temporadas de caça a animais e aves, nem pesca de espécimes em risco de extinção.

Pois bem, alguém consegue explicar porque esses países não fazem o mesmo, tão pouco se interessam em aprender conosco vez que nossas legislações são mundialmente reconhecidas como das mais avançadas?

Então, já que a vegetação e os animais estão legalmente protegidos parece ter restado a eles a duvidosa intenção de proteger a derrubada das árvores e fiscalizar garimpos, ambas atividades financiadas pelo interesse de grupos estrangeiros. Por outro lado, nossos índios são cidadãos brasileiros e como tutelados estão legalmente protegidos, razão pela qual todos, mas todos mesmo, estão impedidos de qualquer ingerência sobre eles e sobre as áreas de reserva onde vivem sem que para isso tenha autorização legal, imaginem então no que se refere a eventual atuação de estrangeiros.

O que sobra para ser “vigiado” por ONGS travestidas de atividades humanitárias e institutos de monitoramento são áreas propícias à exploração mineral e para a abertura autorizadas pelo Incra, além daquelas outras cedidas ao MST/associados, coisa que parece não lhes interessar mostrar.

Sobre sermos rigorosos demais com a interferência estrangeira em assuntos internos vir a prejudicar nossas relações internacionais, basta fazer cumprir as leis sobre atividades estrangeiras no país para “colocar os pingos nos is” e assim calar as campanhas contra a autoridade brasileira, principalmente aquelas articuladas por inimigos internos.

Todos nós sabemos quais são as intenções por detrás de tanto colaboração e subvenção gratuitas. Tanto que algumas já estão sendo desvendadas como é o caso da mineradora Hydro Cred, empresa norueguesa que lançava rejeitos nas nascentes amazônicas ou a também norueguesa Norwegian Norsk, a qual tem o governo da Noruega como principal acionista e que refina matéria-prima para produção de alumínio, cuja ganância poluiu com seus rejeitos as águas do Rio Pará e os mananciais que abastecem Barcarena, cidade onde está instalada.

Pois bem, ao que tudo indica as novas circunstâncias de controle ambiental fizeram com que a Norwegian Norsk Hydresta decidisse suspender suas atividades na região. Estranho, muito estranho não é mesmo? Faz parecer que as doações tinham objetivos nada conservacionistas.

Outra preocupante situação é a denúncia que circula nas redes sociais de autoria de uma bióloga da USP sobre interferências diretas de ONGs não brasileiras em uma reserva indígena Waimiri-Atroari localizada no norte do estado do Amazonas. Segundo ela, a Funai não tem controle de acesso vez que este é controlado por ONGs americanas em parceria com as de outros países fazendo com que os índios dessa reserva falem inglês, francês e outras línguas além da nativa, menos o português.

Será verdade ou é mais uma tentativa de atrapalhar as ações do governo federal na Amazônia Brasileira e ao mesmo tempo estimular o antiamericanismo de esquerda. De qualquer forma, se for verdade confirma-se assim a necessidade de colocá-los pra fora do Brasil.

Está ficando cada vez mais claro que o que querem mesmo são os frutos, substâncias e o subsolo da Amazônia. Com a floresta pouco se importam, tanto que as suas já não existem mais e não demonstram o menor interesse em recupera-las. Alguém já ouviu falar em planos de reflorestamento nas áreas ocupadas pela agricultura, vinhedos e outras atividades econômicas na Europa e nos Estados Unidos?

Quando a esmola é grande desconfie da “bondade”.

Afinal é medo ou falta de coragem?

Existem situações em que oponentes e adversários políticos parecem não aceitar a derrota e não se contentam apenas com atitudes que visem confrontar quem lhes venceu, querem sua destruição a qualquer custo.

Pois saiba que o que está escrito acima descreve algo que está acontecendo em meio a esse monte de bobagens a que somos obrigados a assistir diariamente se quisermos saber como andam as coisas em Brasília. Esta é a realidade que estamos vivendo através das contendas político-ideológicas que acontecem na Capital Federal desde a última eleição presidencial.

Ela passou a existir a partir do momento em que pessoas com medo de que um futuro diferente seja melhor que aquele que querem para o país continuaram a mostrar que não vão aceitar que estão erradas por absoluta falta de coragem de contrariar seus líderes ou pior, pelo fanatismo inconsequente.

Parece não existir nada mais difícil de aceitar que a própria incapacidade de se submeter a verdade por mais benéfica que ela seja para todos, principalmente quando esta se refere a temas político-ideológicos. Ai está a razão pela qual há medo nos derrotados e falta de coragem nos derrotistas de plantão que orbitam nas diversas esferas públicas. Certo é que continuam lutando, derrotados e derrotistas, para que o que está sendo corajosamente proposto para mudar o futuro do país não dê certo.

É ai que reside a principal falta de coragem, é isso que lhes falta para apoiar as prementes mudanças que se apresentam como necessárias e que só serão possíveis se deixarem de lado a extensa lista de armadilhas que plantam diuturnamente contra as medidas encaminhadas para aprovação.

Vejam bem, estamos falando de medidas enviadas para análise do legislativo, bem como à consideração do judiciário, mas não no intuito de submetê-los a resignadas aprovações e sim de dar-lhes a oportunidade constitucional e necessária para as competentes adequações.

Oportunidades estas que na maioria das vezes são convertidas em momentos de regozijo e deslumbre pela oposição destrutiva e por negociantes de ocasião pelas brechas para oferecer apoios condicionais. São nessas indigestas ocasiões que somos obrigados a dividir ainda mais nossas eventuais audiências entre as porno-novelas e programas alternativos com as chanchadas políticas apresentadas nos plenários e côrtes de Brasília.

Nessas ocasiões destinadas as teatrais encenações de sempre reúnem-se “nossos representantes” nas comissões, nas turmas e nos plenários para vociferar, xingar, maldizer, tripudiar e desconstruir tudo que se lhes apresentar o governo nas tentativas de melhorar sua condição de trabalho. Lá começam os cortes, recortes, remendos, inserções individuais e demandas corporativas que nada mais são que a transformação das propostas originais em ridículas peças substitutivas e sentenças condenatórias produzidas sob encomenda por assessorias subalternas a fim de massagear egos e mentes de eleitos e nomeados com medidas em desfavor do governo e consequentemente dos brasileiros.

Dai voltarmos a pergunta título deste artigo: É medo ou falta de coragem?

Todo dia é dia dos pais.

Quando temos a graça divina de vê-las nascer,

Quando estamos com elas nas manhas das manhãs,

Quando esperamos pacientes ou impacientes se arrumarem para ir a escola,

Quando as repreendemos pelo que aprontaram e temos que segurar o riso para bancar os durões,

Quando nos emocionamos nas milhares de vezes que as abraçamos seja para rir, chorar, lamentar ou comemorar as derrotas e vitórias,

Quando saem de casa para começar suas vidas ao lado de alguém ou simplesmente porque já são independentes,

Quando temos a bênção de vê-las criar suas crianças como nós as criamos, então temos a certeza de que todo dia é dia dos pais.

Marcelo – 12/08/2019

É preciso republicar nossa democracia

Passados sete meses das eleições ainda persistem dúvidas entre eleitores e eleitos sobre quais são seus papéis na vida do país.

Eleitores não conseguem se fazer ouvir por seus eleitos e eleitos não querem ouvir seus eleitores. Esta é a triste realidade que vivemos eleição após eleição quando se pretende que representantes e representados deveriam ter respeito uns com os outros.

Talvez seja por isso que desde o início da história do Brasil democrático e até agora continuemos a confundir sistema político com forma de governo. Aliás, essa confusão é típica em pessoas que não sabem a diferença entre as duas coisas a começar por seu mal uso graças aos abusos na mídia por pretensos “experts” em política e nos discursos dos “espertos” em politicagem.

Democracia é o sistema político em que os cidadãos elegem os seus dirigentes por meio de eleições periódicas. A palavra democracia tem origem no grego “demokratía” que é composta por “demos” que significa povo e “kratos” que significa poder.

República é a forma de governo na qual o povo é soberano, governando o Estado por meio de representantes investidos nas suas funções em poderes distintos. A palavra república vem do latimres públicaque significa coisa do povo ou coisa pública.

São sistemas que se complementam, mas que por si só não subsistem. Assim, para se configurar uma democracia não basta haver eleições justas, periódicas e transparentes se estas não forem a garantia de que os eleitos serão governos honestos, moralmente sóbrios e principalmente republicanos. Por essas razões nem toda república é democrática e nem toda democracia é republicana. Isto se deve ao fato de que aqueles são requisitos próprios de governos que respeitam a soberania de seu povo, que buscam a preservação da boa moral e onde os poderes constituídos sejam independentes e proativos.

Basta olhar para países como a República Democrática do Congo, para a República da Nicarágua ou mesmo para República Bolivariana da Venezuela para perceber a diferença entre estas e outras repúblicas verdadeiramente democráticas, dentre as quais podemos citar alguns países reconhecidamente neutros como a Suíça e a Dinamarca, onde respeitar os direitos de seus cidadãos, a existência de pluralidade política e valores humanos intrínsecos como a dignidade e a liberdade de expressão são preservados.

Embora existam outras formas de governo, desde a Proclamação da República nossa vocação sempre foi buscar a composição justa e perfeita desses dois sistemas, o que nos obrigou a passar por diversas experiências de governo, as quais muito pouco nos ajudaram a evoluir politicamente.

A realidade mostra que nosso atual sistema político se ancora em uma pretensa constituição cidadã onde os constituintes elegeram a si mesmos ou seja, a classe política, como a detentora dos maiores e mais seletivos direitos tornando-se por meio dos subterfúgios que constituíram os principais beneficiários do erário público.

Como não seria possível manter-se como a única estratificação do tecido social beneficiada trataram de trazer para perto de suas condições especiais os responsáveis pelo julgamento de seus atos, razão pela qual desfrutam com o judiciário os mesmos direitos e benefícios.

Não é difícil entender, mas esta parece ter sido a maneira com a qual nossos políticos garantiram a legalidade e a continuidade dos atos que continuam a praticar em benefício próprio.

Para nossa decepção cargos eletivos como vereador, deputado e senador tornaram-se profissões tão extraordinárias que se dão ao desplante de auto-conceder cada vez mais direitos, dentre os quais destacamos salários exorbitantes, altas aposentadorias, planos médicos e odontológicos, passagens, estadias e alimentação (inclusive para familiares) só para citar algumas das ilegalidades que passaram a usufruir após a benemérita (para eles) Constituição Cidadã.

Para republicar nossa democracia não bastará a consciência dos eleitores, será preciso que políticos eleitos e juristas revisem nossas leis e processo judiciais cortando os excessos que nos impuseram subsidiar.

Em uma nova tentativa de praticar a democracia de forma republicana reside a importância de recuperar a prioridade dos deveres de todos em relação a tudo, afinal o fato de sermos uma república deve significar que o Brasil é nosso, do seu povo.

É de um povo que coloque os deveres na frente dos direitos que o país prescinde, um povo que exija e promova o afastamento dos que deturpam suas funções e obrigações públicas. Só assim conseguiremos impedir que tão poucos continuem a ter muito e que tantos tenham tão pouco.