Nessa seara da desinformações propositais em relação ao Brasil da qual se utilizam pessoas e mídias que trabalham contra o governo algumas das mais esdrúxulas são aquelas relativas a alguns países que importam nossa produção.
Vá a qualquer país europeu, veja com seus próprios olhos e sinta em seu bolso. Sim, porque você precisará estar preparado para gastar absurdamente para comer qualquer coisa que seja oriunda ou não de países produtores de matérias primas como nós.
Me refiro primeiro as coisas simples como banana, abacaxi ou melancia, imaginem então o que seria da jabuticaba tão exótica e particularmente nossa que sequer ouviram falar, para citar apenas algumas frutas tropicais. Agora pense em outros alimentos básicos de qualquer dieta tais como verduras, legumes, carne e massas, aí então a coisa pega mesmo. Digo isso porque nada que se refira a essa necessidade fundamental à vida que se chama alimentação é barato naquela parte do mundo.
Pode até ser fácil achar um restaurante ou lanchonete, mas prepare-se para se conformar com um sanduba básico de pão, queijo e presunto porque esse aí sozinho custa 5,5€ (algo em torno de R$ 25,00), se quiser uma latinha de coca-cola vais precisar de mais 4,0€, mais R$ 18,00 ou seja, R$ 43,00 para comer mal.
Uma refeição com arroz, feijão, batata frita, um bife (pequeno) e uma bebida (só uma) não sairá por menos do que 40,0€ ou algo em torno de R$ 185,00.
Daí a pergunta: O que importa a quem se importa com nossa produção?
Bem, para responder a isso é fundamental começarmos o raciocínio por verificar alguns dos produtos de quem importa para saber a razão pela qual tanto desqualificam quem produz o que importam.
Confuso não é mesmo? Mas é isso mesmo, melhor dizendo, a intenção deles é essa, confundir.
Veja a beleza e a perfeição das frutas e legumes europeus admire o enorme e suculento pêssego, a maçã, o tomate, a abobrinha e as verduras em geral. Lindos, parecem ter tido uma pessoa em particular cuidando de cada um, principalmente em sua defesa contra pragas e a falta de nutrientes não é mesmo?
Então, lá eles utilizam os chamados adubos químicos e defensivos agrícolas. Toneladas desses produtos são usados por agricultores europeus, eles estão entre os que mais os utilizam no mundo e perdem somente para os de países do Oriente, mas quando se referem aos alimentos produzidos no Brasil a coisa fica diferente, neste caso aqueles mesmos defensivos agrícolas e adubos químicos passam a ser chamados de agrotóxicos e a fazer mal à saúde, argumentos pelos quais tentam impedir sua entrada na Europa.
Se a mesma estratégia aplicam às commodities agropecuárias que produzimos imaginem então o que farão para impedir a entrada de alimentos processados e produtos industrializados oriundos das terras tupiniquins.
Por agora e uma vez vencidas as primeiras barreiras com o encaminhamento do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia surge então a floresta amazônica brasileira como o grande argumento europeu contra o Brasil. Essa mesma floresta que lá já não existe mais, destruída que foi por suas guerras e pela ganância dos povos que lá habitam.
O mais desconcertante é que são grupo e empresas majoritariamente europeias que estão a explorar a Amazônia até agora, até porque em seus países não existem mais as matérias primas para suas demandas. Agem da mesma forma na Ásia e na África, mas o concorrente potencial está aqui e já deu mostras que vai ocupar e controlar o espaço que era exclusividade de ONGs e “outras instituições estrangeiras”, então…
E tem gente no Brasil que acredita e defende essa grande mentira ou, em outras palavras, não aceita a verdade só porque ela é brasileira e contemporânea.
Até o Papa entrou nessa, imaginem…será porque além de argentino o Banco Vaticano tem lá seus interesses e também defende os de seus clientes especiais.
Pois é!
