
É lamentável ver pessoas falando desbragadamente do que não entendem e agindo como se fossem juízes a decidir de forma parcial quando sequer ouviram as alegações finais das partes.
Estão falando de atos do governo como se deles fossem experts quando não sabem da missa a metade, não têm noção do que é administrar relação política com inimigos permanentes, muito menos do que está em jogo a cada decisão que se toma.
Não creio que haja a mínima dúvida a respeito da competência do Ministro Moro em sua área de atuação, como também não deveria haver a respeito da competência política do Presidente Bolsonaro. Afinal, cada um sabe muito bem o que faz, prova disso é que estamos onde chegamos apesar dos constantes empecilhos promovidos pelo Senado, na Câmara dos Deputados, no STF e até no STJ. Isso tudo sem falar da permanente campanha difamatória de jornalistas, artistas e políticos inconformados com o sucesso desse governo em seu primeiro ano de gestão.
Se Bolsonaro fosse o sonso que gostariam que fosse o governo, melhor dizendo, o país não teria chegado a este final de ano integro e realizador como chegou. E olha que desde antes de seu início a extrema-imprensa vem chafurnando na “m” procurando formas de criar atritos entre o Presidente da República e seu Ministério o que cada vez mais mostra de onde vêm e para onde vão suas intenções. A solução é exatamente esta que o governo está pondo em prática ao tampar a privada antes de dar descarga. É uma questão de tempo para o mau cheiro passar.
Alguém aí sabe dizer desde quando o Presidente da República é obrigado a seguir a “opinião” de uma só área do governo sem ouvir os argumentos de todos os setores que estão relacionados aos assuntos?
Quem disse que as recomendações de ministros e assessores são definitivas e inquestionáveis?
Quem pode afirmar que há uma traição ou mesmo uma derrota de qualquer ministro ao não ter acatada sua manifestação a respeito de qualquer assunto do governo?
Sim, as perguntas são pertinentes porque de outra forma não estaríamos falando em recomendações, mas de ordens.
Existem outros aspectos técnicos e políticos a serem levados em conta dentro do contexto em todas as decisões e atos do chefe do poder executivo que palpiteiros de plantão não percebem, então o melhor que podem fazer é observar e aprender.
Afinal, estamos falando em posições de governo e de suas relações com o Legislativo sobre questões que vão muito além da pretensão (ou seria arrogância) do palpitar sobre as razões que levam um chefe de estado a tomar suas decisões.
A pouco tempo cobravam do Presidente da República por sua “incapacidade” de lidar com o Congresso Nacional e agora que ele coloca em prática sua competência no trato político é criticado.
Quem não é capaz de acompanhar os movimentos estratégicos do jogo de xadrez que se afaste do tabuleiro e se abstenha porque nesse jogo como em política a vitória se consegue no lance que o adversário menos espera.
Assuntos dessa natureza não são de simples solução, são tão importantes que todas as opiniões e recomendações devem ser pesadas e repesadas por isso é preciso ir com calma, devagar e sempre.
A missão do Ministro Moro assim como a dos demais é tocar seu Ministério e assessorar o Presidente, o que convenhamos está muito distante das exigências irrevogáveis com que alguns torpedeiros tentam fazer parecer. Moro faz questão de deixar isso muito claro todas as vezes em que é provocado. O Ministro é muito maior que seus detratores imaginam e sua fidelidade está acima das mesquinharias plantadas diariamente por seus inimigos.
Quanto as decisões do Presidente é preciso entender a óbvia aplicação para o caso da máxima que diz “vão-se os anéis ficam os dedos”. De que adianta cortar um dedo, não o mindinho inútil, mas o polegar da mão boa de quem hoje dirige o país vez que isso poderá fazê-lo perder capacidade quando mais precisamos de uma pessoa integra para nos fazer chegar a um destino melhor mesmo a estrada sendo longa, cheia de percalços e precisar ser percorrida em toda sua extensão. Cortar caminho por desvios tenebrosos como alguns inconsequentes insistem em exigir pode destruir a condução ou matar o condutor e este não tem como escolher sobre quais buracos vai passar.
Temos mais é que seguir em frente mesmo que aos trancos e barrancos até chegarmos ao destino que escolhemos quando elegemos o condutor que nos levará até lá.
