Vou chamar de insensatez o que está acontecendo para não utilizar outro substantivo ou mesmo um predicado que seja mais contundente para transmitir a imagem correta dos fatos.
A insensatez a que me refiro está na possibilidade de os representantes eleitos para o Congresso Nacional não estarem lá para defender os interesses dos brasileiros. Esta afirmação está fundamentada na forma inadequada pela qual nossos congressistas tratam os assuntos de interesse daqueles que os elegeram quando aprovam ou desaprovam a seu bel-prazer medidas que envolvem a economia, a segurança, a saúde e a educação, os principais e verdadeiros problemas brasileiros.
Essa constatação está calçada na situação de penúria por que continuamos a passar a cada ano, a cada assunto e a cada situação que envolva a decisão dos “nossos representantes eleitos” a respeito de qualquer um desses assuntos de interesse nacional.
A título de exemplo vemos hoje o que está acontecendo com os produtos e serviços expostos à influência dos impostos federais, estaduais e municipais. Ainda agora estamos vivendo a procura de mecanismos legais para reduzir as variações dos preços dos combustíveis, a necessidade e o inexplicável monopólio do DPVAT, assim como a taxação da energia solar auto-produzida, entre outros, nas intenções do Executivo de administrá-los a favor do contribuinte. No caso dos combustíveis, estudos sobre medidas que reduzam os custos existentes entre as refinarias/usinas e os consumidores; no que se refere ao DPVAT na possibilidade de que os seguros sejam efetivamente disponibilizados aos segurados a preços justos e definidos pelo mercado; já quanto a produção de energias alternativas os esforços vão no sentido de que possamos consumir nossa própria geração sem custos adicionais que não aqueles relacionados ao eventual uso de linhas de transmissão.
A insensatez reside na percepção de que nos momentos em que senadores e deputados parecem estar dispostos a trabalhar em conjunto com o Governo para que a população receba os justos benefícios das reduções de suas despesas ainda existirem iniciativas político-partidárias e “Vozes Supremas” que defendam a permanência de impostos que em todas e quaisquer circunstancias incidem direta e exclusivamente no bolso do consumidor.
Alguns insensatos contumazes persistem na procura de especialistas que possam encontrar argumentos para impedir ações voltadas a reduzir as despesas que incidem sobre o produção, o processo de industrialização ou refino, o transporte, o armazenamento e a revenda final. Impostos, taxas, demais custos e lucros nunca são considerados por aqueles que procuram atrasar quando não impedir as medidas necessárias à complementação das reformas que tanto esperamos a muito tempo. Afinal o que pretendem os que assim agem?
A resposta está no fato de que a insensatez a que estamos expostos não se restringe aos problemas de produção e consumo, ela também se encontra nos ignóbeis argumentos politicos, ainda mais em um ano eleitoral. Prova disso é que a poucos dias vimos a exdrúxula manipulação do encontro do Presidente da República com Governadores e Secretários de Segurança na tentativa de montar mais uma arapuca contra a governabilidade. Obra de políticos e jornalistas inconformados com os bons resultados obtidos em 2919 os quais certamente serão repetidos em 2020 mantidas a capacidade executiva e a coesão do governo.
Certo é que vivenciamos mais uma montagem, uma encenação tramada por congressistas, governadores e parte da imprensa para criar um ambiente favorável àquela situação em que se dá apenas duas opções para negociar, no caso o desmembramento do MJSP e o outro motivo por detrás da cortina de fumaça, a manutenção do ICMS cobrado nas (bi)tributações que acontecem nas bombas de gasolina, nas contas de luz e em outras mercadorias e serviços. Como não deu certo o que tentaram no primeiro ato da comédia bufa a outra opção pode vir a ser exigida ou mesmo usada como uma espécie de compensação através de negociação/retaliação política pela não obtenção da primeira. Resta esperar para ver.
“Político insensato é aquele que estende as duas mãos e quando alguém se nega a pegar em uma recolhe a outra”.
