Pois é, estamos assistindo a um jogo de xadrez como a muito não acontecia. Faz tempo, não havia adversário capaz de fazer frente ao jogo da velha política como agora.
De um lado do tabuleiro temos a oposição com seus peões, bispos, cavalos e torres. Opa, não podemos esquecer da rainha e do rei vermelhos.
Esse grupo, com sua tática agressiva já havia conseguido avançar sobre o inimigo infiltrando em seu território uma de suas principais peças a ponto de armar um ataque direto, no seu entender, um cheque-mate.
A estratégia havia chegado a um estágio em que qualquer ação da mais valiosa peça do adversário a faria tombar.
O movimento esperado era o desmoronamento da torre ardilosamente posicionada ao seu lado como um de seus ministro. Aliás, todas as vezes que ouço pronunciar o nome, Mandetta, escuto um eco difuso…vendeta, vendeta, vendeta…. porquê será?
Do outro lado está o governo, uno e solidamente solidário. A despeito de todas as trapaças, tramoias e armadilhas do jogo ele está lá, firme.
Principiante? Inexperiente? Despreparado? O governo a muito tempo vem dando mostras de sua qualidade e astúcia ao aceitar participar do jogo conforme as regras que a situação requer.
A certeza era tanta que se precipitaram mais uma vez ao anunciar através de suas mídias a demissão do ministro como certa, o que não aconteceu.
Resultado: A queda do adversário não se deu e a oportunidade de tomar o poder não vingou. Expuseram a trama toda antes da hora, ainda mais com o desastrado Maia indo todo serelepe à televisão tripudiar sobre o Presidente da Republica. Pensou que seria seu momento de gloria, mas só conseguiu piorar sua situação e ver o plano ser transformado em mais um grande fiasco.
É meu caro, o jogo é bruto. Por enquanto, o vírus e seu enfrentamento não passam de armas sendo usadas pela oposição na guerra aberta pela recuperação do poder.
