Palulum vitae

O ar que respiramos, já diziam nossos ancestrais, é de onde retiramos as ideias. Empíricos, eles acreditavam e hoje existem razões suficientes para voltar a crer, que as informações estão aí passeando pela atmosfera, não nascem no cérebro – palulum vitae – respira-se no ar.

Razão mais que suficiente para acreditar ser ele, o ar que respiramos, a atmosfera, quem define e da suporte à vida.

E como está poluído de venenos e vírus esse ambiente que construímos para dar suporte às nossas vidas.

Acho até que o nosso caso com o planeta terra está mais para destruir que construir. Afinal, da natureza que constituía o planeta pouco resta, inclusive de ar puro.

Quando mais evoluímos em um sentido mais recuamos no outro. Essa é a ambiguidade da vida ou o paradigma que estabelecemos como modelo.

Assim, enquanto desenvolvemos meios científicos e tecnológicos também regredimos como seres humanos porque quanto menor a partícula pesquisada a mais riscos estamos expondo a vida; quanto mais rápida a informação viaja, mais manejada ela vai sendo; quanto mais desenvolvida a pesquisa atômica, mais potente é a bomba e finalmente, quanto mais se manipula um vírus mais letal ele se torna.

Palulum vitae, esclarecendo, o ar é o princípio pelo qual se da forma e suporte à vida. Então, quando esse elemento passa a ser o ambiente pelo qual transita a possível causa de nossa destruição é preciso agir com o princípio e não com o meio pelo qual estamos causando nosso próprio fim (princípio, meio e fim).

Não podemos deixar como herança um mundo destruído por um mal que é fruto de nossa ignorância e pelo egoísmo latente de nossa origem beligerante. Não podemos permitir que a disputa pela propriedade da solução seja causadora de mais desgraça que o problema.

“Se tudo o que está acontecendo não for o principio do fim que ao menos nos mostre como recomeçar”.

A existência de todos dependerá de nossa saúde no sentido de salvação; sabedoria para reforçar nosso juízo, a retidão de nossos atos e crença na justiça divina; e segurança, através da qual reforçaremos nossa capacidade de reação ao que estamos passando e a força mental que precisamos para recuperarmos nossa estabilidade emocional ao final de tudo (Saúde, Sabedoria e Segurança).

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