Jornalismo ou Casuísmo

Ao que parece estamos assistido uma demonstração de casuísmo acontecendo com parte da imprensa frente a possibilidade da velha política municipal continuar a seguir no mesmo rumo errático e conveniente com o qual se acostumou.

Percebe-se de uma indisfarçável tentativa de evitar que aconteça nas cidades o mesmo que aconteceu nos estados e a nível federal quando das eleições de 2018. Pelo visto querem mesmo é permanecer no velho e rentável toma-lá-dá-cá que no caso de alguns noticiosos soa mais como um dá-cá-toma-lá onde a imparcialidade nunca está presente.

Um contrassenso, afinal cobertura eleitoral tem que ser equilibrada e equidistante. Será bom daqui por diante prestarem bastante atenção porque não se trata do uso de fundo partidário e fundo eleitoral, mas sim de reportagens imparciais.

Nessas alturas dos acontecimentos é impossível esquecer que a informação está cada vez mais veloz e serve de landmark ou marco histórico da acessibilidade, seja ela portadora de verdades ou mentiras, fatos ou boatos. E sim, caso não tenham percebido, boa parte da população já tem discernimento suficiente para saber diferenciar “quem confere o ferro de quem com ferro fere”.

É preciso partir do princípio que editores e jornalistas não são cabos eleitorais e que os veículos onde trabalham não devem ser direcionados somente a resultados financeiros e objetivos político-partidários. Nessas ocasiões seus espaços precisam ser destinados a todos os candidatos sem que haja prioridades muito menos preferências. A não ser que façam parte de esquemas e o que divulgam seja casuísmo, não jornalismo.

Aos que ainda não perceberam basta prestarem bastante atenção no que está acontecendo com os telejornais das grandes redes para constatarem as rejeições que estão sofrendo ao divulgarem notícias políticas compradas, falsas e aquelas nas quais adulteram os registros dos acontecimentos.

As reações a esses “equívocos” têm sido instantâneas e contundentes a ponto de abalarem seus índices de audiência. A continuar assim estarão afetando várias senão todas as atividades desenvolvidas pelos grupos empresariais aos quais pertençam, mesmo as que nada têm a ver com jornalismo.

Está cada vez mais evidente que o público sabe diferenciar reportagem de panfletagem. Enganam-se os que pensam que pessoas sem formação na área, leigos ou neófitos, como queiram, não sabem a diferença entre o que é bom e real do que é ruim e manipulado.

Saibam que da pandemia de desinformação estamos todos protegidos porque nos tornamos autoimunes pela fé em Deus, pelo menos a maioria, prova disso é o resultado das eleições de 2018.

Assim foi e assim será daqui por diante. Quem quiser sobreviver que se aprume.

Um comentário sobre “Jornalismo ou Casuísmo

  1. Marcelo !
    Até uns tempos atrás, a imprensa cumpria o seu papel de nos informar. Desempenhavam o seu papel de quarto poder.
    Mas hoje, acho que estamos mais atentos, ié o que percebemos que o papel de informar a verdadeira nota, não acontece e sim temos informações manipuladas, de acordo com interesses de grupos e isso faz com que não damos mais 100% de credibilidade aos noticiários .
    Em consequência disso estamos mudando de canal e com isso a diminuição de audiência deles.
    Porém, fora do jornalismo, mas se aproveitando dele, estão os políticos, que parece não perceberem que houve está mudança na percepção do eleitor e continuam insistindo nas velhas práticas, considerando o povo como gado.

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