Provérbios e prenúncios

Sempre que assisto a um desses desagradáveis momentos a que nos têm sujeitado políticos, supremos ministros, outras pessoas públicas, empresários, representantes classistas e até mesmo a CNBB me deparo comigo mesmo procurando encontrar nos mais longínquos cafundós do passado razões para que tenhamos chegado a esse estado de degradação cívica e moral.

Quando digo degradação me refiro a toda e qualquer forma que queiram usar para qualificar os atos sem classificação dos indivíduos que hoje nos representam no legislativo, de alguns supremos do judiciário e, logicamente, seus bajuladores.

A geração a que pertenço não viveu ambiente tão degradado, aético, amoral e desrespeitoso como a situação que estamos passando de um bom tempo para cá. É como se aquele provérbio que foi ensinado por pais e mestres para filhos e alunos, “UM ERRO NÃO JUSTIFICA OUTRO”, tivesse perdido a razão de existir. Por sua influência percorremos o caminho mais próximo que pudemos da honestidade, da honra, da verdade e por sua razão conseguimos chegar bem até aqui. Fosse para quem fosse, aquela frase era dita como o prenúncio de uma consequência proporcional à gravidade do ato errado que ousássemos cometer, agora não mais.

“ERRAR É HUMANO”, é como começam praticamente todas as atuais frases e mensagens. Essa, por mais que traduza sentimentos não possui tanto escopo quanto aquela outra posto que costuma ser usada para minimizar ou mesmo tentar justificar delitos inconcebíveis a quem tem bom senso. Naqueles tempos invariavelmente ouvíamos em alto e bom som, “ISSO EXPLICA MAS NÃO JUSTIFICA”, mas agora tudo virou coisa do passado.

Qual será a explicação a ser dada por deputados, senadores e supremos ministros para os brasileiros que virão daqui para a frente? Que “O FUTURO A DEUS PERTENCE”? Será esse outro provérbio nosso vaticínio?

Se ao menos eles acreditassem sim, mas não acreditam, melhor dizendo, nunca acreditaram porque vivem somente o agora e desse seu “presente” não pretendem abrir mão. Esta é a razão pela qual nem a eles, muito menos a nós, nossos filhos, netos e aos mais necessitados o futuro que almejam deverá persistir. Certo é que se não houver resistência, se perdermos a esperança, se não tivermos fé e se nós mesmos não construirmos nosso futuro isso nos afetará de tal forma que o déjà-vu, aquele sentimento ruim já experimentado por todos nós conseguirá voltar a se tornar realidade.

“PELO ANDAR DA CARRUAGEM”, talvez alguns sociólogos progressistas se juntem aos ideólogos e governantes do passado recente, aqueles que nos trouxeram o caos, para tentarem convencer a todos que darão seu conhecido jeitinho para saldar as contas dos governos federal, estaduais, municipais e, é claro, nossas aposentadorias. Dirão que vão conseguir pagar tudo rigorosamente em dia e ainda controlar a inflação, arrumar emprego para quem quiser e fazer o PIB crescer rapidamente sem maiores sacrifícios. Sim, porque para eles tudo o que se fala sobre a crise de gestão herdada de seus governos não passa de balela, “CONVERSA PARA BOI DORMIR”, pura jactância de liberais e conservadores.

E a pandemia heim? Essa então, segundo o ex-presidente, ex-presidiário e o mais proeminente líder da socialdemocracia, portanto, chefe da camarilha, o que hoje passamos é um merecido castigo por termos eleito um governo sério, crente em Deus, que respeita a família e é, sobretudo, sem corrupção. E tem mais, se ele ou qualquer um de seus postes for eleito em 2022 tudo será resolvido com o controle das redes sociais e da internet. Isso feito, acreditem, para o energúmeno em questão até a economia voltará a crescer.

Quem sabe o pessoal que já providenciou lugar próprio para morar no exterior acredita nele e volta. Perguntem isso aos FHC’s, Caetanos, Chicos, Fernandas, Jeans, Gilmares e Pedros da esquerda caviar. Ah sim, não se esqueçam de fazer a mesma pergunta àqueles que já estão com os passaportes nas mãos e as malas prontas.

“QUEM VIVER VERÁ!”

Estamos prontos para entender o último aviso?

Estamos prontos para entender a mensagem única e definitiva sobre o nosso destino?

Alguns acham que não, certo é que tudo leva a crer estejamos quase lá e não será ninguém entre nós quem decidirá quando nem como, mas sim as circunstâncias.

Essa mensagem não versará sobre o dia do juízo final, será um aviso de que ele não tardará a acontecer se continuarmos trilhando o atalho que estamos construindo em sua direção. Por certo não será uma sentença, mas um último alerta.

Os sinais estão cada vez mais claros em contraponto aos dias cada vez mais escuros que se apresentam a nossa frente. Escuridão que não é causada pela fumaça das queimadas que a própria natureza gera, tão pouco por aquelas que produzimos, será pela falta de consciência que a tudo turva e a todos atinge.

Não virão de explosões das bombas atômicas que a pretexto de defesa atulham os arsenais das potências hegemônicas mundiais e que mesmo assim continuam a ser insanamente buscadas por aquelas que ainda não as possuem. Nós mesmos, para não deixar ninguém fora do contexto, posto que estamos associados a essa inquestionável realidade e a razão pela qual usamos o pretexto de que esses artefatos funcionarão como salva-vidas em um oceano de calmarias artificialmente produzidas.

Uma tolice insana para quem já viu e viveu as agruras dos tsunamis causados pelos arroubos da própria natureza através de erupções vulcânicas e dos movimentos tectônicos nas entranhas de um planeta em permanente mutação.

Essas convulsões naturais a que estamos sujeitos são quase sempre ignoradas por aqueles que desconsideram o destino traçado ao nosso mundo em seu lento vagar pelo universo até sua extinção em um futuro distante se assim permitirmos.

Para piorar, existem indivíduos que disso se aproveitam na ânsia de se fazerem ver como paladinos da salvação quando na verdade não passam de aproveitadores tão ou mais responsáveis pela aceleração dos processos naturais a que estamos sujeitos quanto aqueles que acusam de assim proceder.

A questão que se apresenta de forma clara e permanente reside na imponderabilidade da aplicação de uma teoria que a muito, mas muito tempo mesmo, a Terceira Lei de Newton, nos mostra que para toda ação existe uma reação contrária e de mesma intensidade. O problema é que em relação a nós ela não se aplica porque em nosso caso a reação não é igual e contraria, mas sim maior e definitivamente atuando no mesmo sentido.

Não há como impedir seu avanço nem como mudar nosso destino enquanto não houver equilíbrio entre as forças inconseqüentes que nos movem uns contra os outros e assim sendo carregam todos para o mesmo destino.

Exemplo disso está na constatação de que enquanto uns trabalham na produção de mais alimentos para dar de comer a todos outros a eles se opõem alegando que agindo assim promovem a aceleração do processo de destruição.

Aí está, nessa discussão reside um dos nossos problemas, talvez o principal deles, a ganância. Sim, a ganância, porque os que dessa forma procedem o fazem bancados por aqueles que já destruíram ou estão a ponto de esgotar suas reservas naturais bem como de produção e agora procuram se apropriar das áreas remanescentes em proveito próprio.

Voltando a questão inicial, de quem virá o último aviso?

Será de um ser supremo, aquele que projetou o universo ou de alguma outra civilização que nos observa desde o início dos tempos?

Certo é que vira, não demora, e partirá de quem colocou entre nós Jesus, Alá, Maomé, Buda, não importando os nomes como são conhecidos, e tantas outras personagens anônimas que foram espalhadas pelo mundo na tentativa de fazer com que aqui reinasse a paz que nunca tivemos.

A viagem ao Rio de janeiro para o tratamento de Vovô Affonso

Affonso Loureiro de Almeida vinha sofrendo a perda de sua visão desde a muito tempo e esse problema estava se agravando de forma muito rápida, motivo pelo qual foi ajudado pelo genro Martinho Portocarrero a buscar uma forma de evitar que o problema o levasse à cegueira total. A provável solução estava em irem ao Rio de Janeiro à procura de um clínico que tivesse formação no tratamento do que parecia ser catarata, razão pela qual partiram para a capital do país.

O primeiro trecho da longa e dispendiosa viagem percorreu as quase 40 léguas de distância entre Bela Vista e Miranda e demorou aproximadamente duas semanas.  Para essa etapa inicial e depois final da viagem, ambas feitas em dois carros de boi, há que se considerar que sem carga esses veículos conseguem percorrer até uma légua por hora e que carregados com carga média a distância percorrida fica reduzida em pelo menos ¼ levando a concluir que esse foi o tempo que demoraram para chega a Miranda para enfim pegar o trem e seguir viagem.

No caso específico desse trecho há ainda a ser considerado que a carga transportada era humana, portanto frágil, uma vez que a comitiva de viajantes era composta por Affonso, sua esposa Maria Rita, suas filhas Dona, Brandina e Sinhara, essa última esposa de Martinho, e respectivas bagagens.

Conforme foi contado a meu pai e dele para mim as paradas para pernoite ocorreram preferencialmente nas fazendas de parentes e amigos que ficavam no caminho e depois nos pontos costumeiramente utilizados por viajantes tais como o Curé, a localidade hoje conhecida como a cidade de Bonito e assim por diante, logicamente também foram parando para as refeições e eventualmente, há pedidos, para as necessidades que se fizeram necessárias em uma viagem com pelo menos quatro mulheres.

Em Miranda aguardaram a passagem do trem da ferrovia Itapura-Corumbá que desde 1914 passava por aquela cidade em seu percurso até Porto Esperança no município de Corumbá. Essa ferrovia era interligada por balsa quando da travessia do rio Paraná ao trecho da ferrovia Noroeste do Brasil que vinha de Bauru até a então divisa dos estados de Mato Grosso e São Paulo.

Esperaram por alguns dias em Miranda e depois seguiram para Campo Grande onde precisaram parar para que fossem tomadas algumas providências necessárias ao prosseguimento da viagem.

De acordo com o que ouviu de sua mãe Cazuza se lembra dela ter dito quão providencial havia sido aquela parada. A espera da conclusão das providências e de uma nova composição de trem com vagões para passageiros fez com que fossem se hospedar em um hotel, o Hotel Globo, que possibilitou acabassem por conhecer um médico alemão que lá também estava hospedado. Vendo a dificuldade enfrentada pelo senhor que estava com o grupo ele tomou a liberdade de falar com o genro Martinho para saber do que se tratava, isso feito se ofereceu para examina-lo.

Dia seguinte, ao confirmar que se tratava de catarata o que coincidia com a suspeita a que o farmacêutico havia chegado indicou que no Rio de Janeiro procurassem o Dr. Moura Brasil, médico que havia retornado a pouco tempo da França onde tinha desenvolvido capacidade de tratar desse problema através de cirurgia, procedimento no qual estava conseguindo obter resultados reconhecidamente confiáveis.

A viagem prosseguiu com mais uma parada em Bauru, estação final da ferrovia, depois seguiram em outra estrada de ferro até a cidade de São Paulo de onde também de trem partiram no último trecho rumo ao Rio de Janeiro.

Durante o tratamento e recuperação das duas operações todos ficaram hospedados no solar da família Portocarrero em Realengo, região da cidade onde morava a maioria das famílias de militares do exército, de onde aproveitaram para conhecer as belezas da cidade que um dia seria reconhecida como maravilhosa.

Essa viagem custou ao todo aproximadamente 30 Contos de Reis, valor correspondente a mil vacas. O dinheiro foi emprestado por seu amigo Caporossi posto que naquele tempo não havia banco e empréstimos em moeda eram feitos junto aos capitalistas como eram chamados aqueles que ricos financeiramente emprestavam dinheiro a juros. Como garantia para o negócio foi acertada a quantidade de vacas acima citada.

A conclusão do pagamento desse empréstimo só aconteceu anos depois da morte de Affonso Loureiro de Almeida tendo o mesmo sido feito em parcelas que acabaram com a última já sendo paga por Maria Rita através do filho Athanásio que naquela ocasião já administrava a Fazenda Vaquilha.

Isso se deu pouco antes dela compra a casa da Rua Coronel Camisão que pertencia a Margarida, filha de Cândido Pinheiro, prima de seu amado Affonso. Lá Maria Rita, nossa Vó Rita, a matriarca da família, viveu o resto de sua vida.

Questão de oportunidade ou de ocasião?

Segundo todos os dicionários que tratam da língua portuguesa os substantivos ocasião e oportunidade são sinônimo, entretanto, algumas personalidades políticas e seres supremos da justiça estão nos mostrando que nem sempre é assim.

Traduzindo: se a oportunidade enseja uma realização a ocasião faz o ladrão.

É óbvio que vendo por esse lado são antônimos não é mesmo?

Pois é, dependendo do ponto de vista, ou talvez, quem sabe, quiçá do que foi oferecido em troca acabamos de assistir uma situação em que a ocasião se transformou em antônimo de oportunidade.

A frase que melhor explica essa diferença foi recentemente dita de outra forma – ELEIÇÃO NÃO SE VENCE, SE TOMA – por um dos seres supremos de nossa justiça para descrever o processo que acabou por gerar somente perdedores, inclusive ele.

Coincidentemente esta mesma expressão foi usada pela figura que melhor representa os derrotados nas eleições passadas. Aquele que “peremptoriamente” negou ter organizado, dirigido e executado o mensalão, mas que acabou sendo processado, condenado e preso por tudo aquilo que alegava não ter feito. É o risco que corre quem faz o que fez e diz o que disse, não é mesmo?

– Mas ele foi solto, dirão seus camaradas.

Sim, é verdade, entretanto, estar solto não significa ser inocente da mesma forma que ocasião não tem o mesmo significado de oportunidade quando aproveitada por quem é ladrão.

Para bom entendedor meia palavra basta diz outro ditado popular.

Esse costuma ser usado para mostrar que nem sempre é necessário um grande discurso para transmitir uma mensagem ou para fazer com que as pessoas entendam o que está acontecendo.

Relativizando, serve para explicar a situação da “des”aprovação da minoria da câmara dos deputados na questão do voto democrático auditável.

Um claro recado dado pelos que usam as armas da inconsequência para justificar suas repentinas mudanças de posição em relação a atos pretéritos quando relacionados ao que diziam no passado e o que acabaram de fazer no presente.

Agindo assim, deixam claro que nada fazem pensando no Brasil e sim em seus próprios futuros políticos, se é que terão algum.

Comunismo e comuni$mo

Todos procuram saber qual é a diferença entre ganhar e tomar. Essa questão precisa ser observada, analisada e definitivamente entendida.

Sim, porque só dessa maneira será possível ver claramente qual será o futuro do Brasil após as eleições de 2022 e saber a razão que sustenta a posição defendida por aqueles que não querem o voto auditável publicamente, portanto, democrático em sua melhor concepção.

Os estridentes defensores da permanência do voto como está acontecendo até hoje usam como parte de seus argumentos afirmações que são verdadeiras afrontas à inteligência e aos processos eleitorais vigentes na quase totalidade dos países do mundo.

Insistem que o método meramente eletrônico de apuração dos votos é mais seguro que a proposta de seu aperfeiçoamento com a aferição física logo após o encerramento de cada seção para só depois serem encaminhados para a totalização.

Ficam sem respostas quando questionados do porquê da pressa na totalização quando todos sabem que as eleições não precisam acontecer da forma açodada como apregoam os mensageiros do caos no intuito de impedir seu aperfeiçoamento alegando já haver experiência suficiente acumulada com os erros e acertos cometidos eleição após eleição desde sua implementação; insistem em permanecer usando tecnologia de 1ª geração, portanto, sujeita a interferências comprovadamente passiveis de acontecer; persistem em não reconhecer e aceitar as evidencias e provas acumuladas nos porões do STE quando não produzidas pelo próprio; desconsideram as observações do atual presidente daquele tribunal que em ato falho declarou que para avaliar o processo eleitoral dos Estados Unidos esteve pessoalmente acompanhando as últimas eleições presidenciais daquele país e não viu irregularidade alguma.

Também pudera, ele só foi aos estados americanos que utilizaram urnas semelhantes às nossas, portanto, irrelevantes para quem deveria buscar o aperfeiçoamento do processo, procedimento que vem sendo proposto a muito tempo, foi aprovado a muito tempo e vem sendo desconsiderado desde a muito tempo.

Uma das possíveis explicações para o que está acontecendo reside na percepção das diferenças cada vez mais aparentes entre a prática da ideologia comunista apregoada por Cuba e aquela outra praticada pelo comuni$mo oriental.

Para entender, basta observar que enquanto Cuba vende sua ideologia para se sustentar e tentar sobreviver a China usa seu poder de compra para subjugar países e assim se abastecer de alimentos e outras commodities estratégicas no intuito de levar adiante sua pretensão hegemônica. Não há dúvidas sobre isso para os que combatem aquela organização socioeconômica baseada na suposta propriedade coletiva dos meios de produção, tão pouco elas existem para quem a apoia.

Essa constatação fica evidente na razão direta pela qual certos países europeus, africanos e sul-americanos estão sendo subsidiados financeiramente em lamentável processo de subjugação que tem como premissa não existir preço para quem pretende tomar o poder.

A Capelinha do Affonso.

Imagem retirada de pintura feita por Gloria Loureiro de Almeida Battilani, filha mais nova de Affonso e Maria Rita Loureiro de Almeida

Tanto Affonso quanto Maria Rita eram muito católicos e quando a família veio para a casa que construíram em Bela Vista viram a necessidade de uma igreja ou mesmo uma capela para as orações comunitárias e para as missas quando da visita de algum padre à cidade.

Maria Rita tanto insistiu para que seu marido fizesse alguma coisa que ele mandou construir a capela, essa mesma, localizada na Rua Antônio Maria Coelho em frente à Praça Álvaro Mascarenhas e que acabou por ser a primeira a ser usada pelos padres redentoristas quando lá chegaram alguns anos depois. Assim foi construída aquela que à época ficou conhecida como a Capelinha do Affonso.

Ela foi edificada com tijolo e revestimento de barro, provavelmente da mesma jazida da Fazenda Vaquilha de onde anos mais tarde seu filho Athanásio produziu os tijolos que usou para construir sua casa na cidade.

De acordo com Cazuza, nos primeiros tempos de sua existência a capela tinha o telhado coberto com palha também trazida de lá, isso para que tivessem o local disponibilizado para uso o mais rápido possível. Depois, com o passar do tempo foi sendo melhorada aos poucos até ser substituída pela Capela do Espírito Santo que foi construída em seu lugar.

A antiga capela existiu até quando os padres Redentoristas decidiram fincar raízes definitivas na cidade. Assim, os salesianos se desobrigaram de mandar seus padres em viagens de desobriga e concederam aos Redentoristas a pregação, o atendimento do culto católico e a educação em Bela Vista.

Cabe informar que os primeiros Redentoristas que chegaram ao sul de Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul, foram os norte-americanos Francis Mohr e Afonso Hild no ano de 1930. Inicialmente eles se estabeleceram em Aquidauana para só depois com a chegada de mais missionários expandirem sua atuação no estado sendo Bela Vista a segunda cidade que contou com a marcante presença da congregação.

Hoje a cidade conta com a Paróquia de Santo Afonso, igreja cujo nome é uma homenagem ao fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, mais conhecida como dos Missionários Redentoristas e não a Affonso Loureiro de Almeida como alguém possa pensar. Mas sim, uma feliz coincidência, se bem que seria uma honra para a família e merecido reconhecimento por sua colaboração com os padres da congregação em seus primórdios na cidade.

O fundador dos Redentoristas foi Santo Afonso de Ligório (Alphonsus Liguori), ele iniciou seus trabalhos na comuna de Scala no antigo reino de Nápoles, hoje parte da Itália, em 1732 com o propósito de fornecer alimento espiritual aos camponeses daquela cidade-estado.

Os Redentoristas são especialmente dedicados à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro sendo a congregação reconhecida pelo Papa Bento XIV em 1749.

Letras mortas

Ao longo dos séculos, sociedades foram movidas pelo primado das leis ou seguiram inexoravelmente para a barbárie, o vale-tudo. É tênue o fio que separa a democracia da anarquia. E para não rompê-lo, a obediência a Carta Magna impõe-se como prerrogativa fundamental. Não há no episódio do fatiamento do mais importante julgamento realizado pelo Congresso nos últimos tempos qualquer dúvida de que esse princípio foi quebrado. De maneira sumária e monocrática. A regra descrita no artigo 52 da Constituição é clara e cristalina como água. A perda de mandato e a cassação dos direitos políticos estão descritas como punições indissolúveis. Para a presidente deposta Dilma Rousseff coube o beneplácito da elegibilidade, concedido pelos parlamentares em afronta aberta ao estabelecido na lei. Com isso, a ex-presidente pode não apenas concorrer a cargos eletivos como também abrigar-se em postos públicos para ganhar foro privilegiado e escapar de investigações em primeira instância. O capítulo que rege o assunto não permite interpretações fora do que delimita como penas. Independente das conveniências e injunções políticas, se montou ali uma aberração legal. O atropelo regimental atentou contra a cidadania. A partir daí é de se imaginar, passível de aceitação como algo natural, que outros dispositivos constitucionais possam virar letra morta, sendo jogados da mesma maneira na lata do lixo. (Compilado do artigo Escrito por Carlos José Marques em seu trecho inicial publicado na revista IstoÉ no dia 09/set/2016 com o título: A letra morta da constituição)

Quão sábias e ao mesmo tempo frustrantes as palavras do editorialista no raciocínio lógico de quem assistia estupefato, assim como todos os cidadãos de bem desse país, partes da constituição serem tratadas como letras mortas por membros do Judiciário em sua mais alta representação, o STF.

Antes de mais nada é bom esclarecer que o defunto em questão, a Constituição de 1988, aquela mesma apelidada de Constituição Cidadã pelos que mais a desrespeitaram durante esses anos todos é resultado da desconsideração proposital da atual maioria do STF no trato do conjunto de leis que deveriam nos reger sem rabiscos extraordinários ou mesmo interpretações deletérias.

Isso posto e por mais inacreditável que possa parecer estamos presenciando novamente o Poder Legislativo, a outra perna do tripé que deveria sustentar o pais se postar de joelhos, submisso e por isso mesmo conivente com o contínuo assassinato das letras da nossa carcomida Carta Magna. Aliás, coisa que se tornou rotina entre aqueles dois poderes que se imiscuem em reuniões nada republicanas para tramar contra quem querem subjugar, ou seja, o chefe do Poder Executivo representado por quem foi eleito democraticamente contra todas as forças de esquerda que governaram o pais desde 1988 até 2018.

E nós, vamos permitir a continuação dos assassinatos constitucionais que agora são praticados a luz do dia em clara demonstração de que estão dispostos a tudo para trazer da volta a corrupção desenfreada, a mentira deslavada e a malversação do erário público que poderão por consequência nos levar à condição degradante dos países vizinhos que fazem parte do esquema de supremacia comunista continental proposto pelo Foro de São Paulo?

Vamos assistir apenas com posturas de desagrado à forma explicitamente intervencionista do STF no Legislativo e no Executivo cujos estragos ao país já ultrapassaram o limite do aceitável levando a crer que medidas urgentes precisam ser tomadas pelas forças democráticas desse país para evitar o pior, ou seja, a ruptura definitiva da harmonia entre os três poderes, esta sim com consequências inimagináveis?

As respostas a essas duas questões estão mais do que claras, basta ouvir as constantes manifestações da maioria da população brasileira já traduzidas em sonoros NÃOS!

Só não ouve quem é surdo ou mal intencionado.