A Capelinha do Affonso.

Imagem retirada de pintura feita por Gloria Loureiro de Almeida Battilani, filha mais nova de Affonso e Maria Rita Loureiro de Almeida

Tanto Affonso quanto Maria Rita eram muito católicos e quando a família veio para a casa que construíram em Bela Vista viram a necessidade de uma igreja ou mesmo uma capela para as orações comunitárias e para as missas quando da visita de algum padre à cidade.

Maria Rita tanto insistiu para que seu marido fizesse alguma coisa que ele mandou construir a capela, essa mesma, localizada na Rua Antônio Maria Coelho em frente à Praça Álvaro Mascarenhas e que acabou por ser a primeira a ser usada pelos padres redentoristas quando lá chegaram alguns anos depois. Assim foi construída aquela que à época ficou conhecida como a Capelinha do Affonso.

Ela foi edificada com tijolo e revestimento de barro, provavelmente da mesma jazida da Fazenda Vaquilha de onde anos mais tarde seu filho Athanásio produziu os tijolos que usou para construir sua casa na cidade.

De acordo com Cazuza, nos primeiros tempos de sua existência a capela tinha o telhado coberto com palha também trazida de lá, isso para que tivessem o local disponibilizado para uso o mais rápido possível. Depois, com o passar do tempo foi sendo melhorada aos poucos até ser substituída pela Capela do Espírito Santo que foi construída em seu lugar.

A antiga capela existiu até quando os padres Redentoristas decidiram fincar raízes definitivas na cidade. Assim, os salesianos se desobrigaram de mandar seus padres em viagens de desobriga e concederam aos Redentoristas a pregação, o atendimento do culto católico e a educação em Bela Vista.

Cabe informar que os primeiros Redentoristas que chegaram ao sul de Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul, foram os norte-americanos Francis Mohr e Afonso Hild no ano de 1930. Inicialmente eles se estabeleceram em Aquidauana para só depois com a chegada de mais missionários expandirem sua atuação no estado sendo Bela Vista a segunda cidade que contou com a marcante presença da congregação.

Hoje a cidade conta com a Paróquia de Santo Afonso, igreja cujo nome é uma homenagem ao fundador da Congregação do Santíssimo Redentor, mais conhecida como dos Missionários Redentoristas e não a Affonso Loureiro de Almeida como alguém possa pensar. Mas sim, uma feliz coincidência, se bem que seria uma honra para a família e merecido reconhecimento por sua colaboração com os padres da congregação em seus primórdios na cidade.

O fundador dos Redentoristas foi Santo Afonso de Ligório (Alphonsus Liguori), ele iniciou seus trabalhos na comuna de Scala no antigo reino de Nápoles, hoje parte da Itália, em 1732 com o propósito de fornecer alimento espiritual aos camponeses daquela cidade-estado.

Os Redentoristas são especialmente dedicados à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro sendo a congregação reconhecida pelo Papa Bento XIV em 1749.

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