Aquelas nossas tradições,
De fazer os apetrechos,
Das lidas nas fazendas,
Se foram com os antigos.
Nosso ancestrais esquecidos,
Pioneiros da jornada,
Homens e mulheres,
Velhos peões.
Ninguém se interessou,
Ou quis saber,
Poucos guardaram suas lições.
Restaram histórias do que foram,
Do que fizeram,
Traços do que deixaram.
Da cultura de fazer com as mãos,
De apreciar com os olhos,
De sentir com o coração.
A maior parte sumiu,
Entregue ao tempo,
Levada pelo vento,
Que passa ao largo,
E se vai na imensidão.
Como a água da chuva
Que cai sobre nossa cabeça,
Escorre pelo corpo
E some pelo chão.
