


Não, não é um lugar da Europa, é uma praça em Belém/PA, a Praça Batista Campos. Ela fica no bairro de mesmo nome, sendo um exemplo de preservação que infelizmente muitas cidades não adotaram, entre as quais está a nossa Cuiabá.
Desde muito tempo atrás, a preocupação com a preservação das praças e outros bens públicos de nossa cidade deixou de existir, em seu lugar a necessidade de construir algo moderno aos olhos desavisados das novas gerações, principalmente nos anos de eleições municipais, levou à prática corriqueira de apresentar as obras nesses locais como reformas, mas que, ao final, não passam de verdadeiras transformações, melhor dizendo, deformações que mostram o desrespeito às memórias paisagística e arquitetônica dos locais onde aconteceram.
Daquele vasto patrimônio público restam relativamente preservados apenas a Praça da República e o Palácio da Instrução, certamente os últimos representantes do que fomos no passado, até porque a Igreja Matriz do Bom Jesus de Cuiabá, patrimônio que complementava o sítio histórico do centro da capital até meados da década de 60, já não existe mais.
Foi uma das primeiras vítimas da insensatez que impunemente substituiu o antigo santuário pela nova, bela e deslocada Catedral Metropolitana. Uma construção sem qualquer vínculo com o passado da cidade, tal qual acontece com as novas praças que substituem as antigas, verdadeiros jardins históricos, na continua e incontrolável ação de descaracterizá-las sob pretexto de adequação às novas demandas urbanas.
Quem age assim, não reconhece o passado do próprio país, quanto mais o do velho mundo com suas cidades milenares que mesmo tendo enfrentado duas guerras mundiais e inúmeras catástrofes ambientais, tudo, mas tudo mesmo, foi minuciosamente restaurado.
