Que os dias difíceis não sejam em vão.

Como é diferente a compreensão dos fatos. Se por um lado as vicissitudes da vida são interpretadas como provações pelos que as veem como sendo parte integrante do caminhar no aperfeiçoamento do espírito, outros a entendem sendo injustiças, principalmente os ateus, aqueles que só invocam a presença divina em ocasiões trágicas, como na proximidade da morte.

É assim que também acontece no espectro político dos anos difíceis que todos vivemos desde que parte das pessoas passaram a dedicar seus esforços a combater ideais e não ideias. Aliás, ideal e ideia são palavras quase idênticas mas com significados muito diferentes.

Enquanto ideal é um adjetivo, podendo ser entendido como a meta de um projeto e se ajusta perfeitamente a um modelo, a uma lei; ideia é um substantivo preso ao conceito e na dependência do conhecimento.

Seria mais ou menos como comparar visão periférica e visão central. Nesse caso, a visão periférica possibilita alcançar com os cantos do olhos muito mais do que está somente à frente sem que, para tanto, seja necessário virar a cabeça ou movê-los. Já a visão central, apesar de ser mais detalhada, é restrita quanto à sua abrangência.

Feitas essas divagações conceituais, ao trazê-las para o campo socioeconômico na intenção de interpretar os dias difíceis por que passamos, não há como fugir da dura realidade que nos trouxe até eles através da luta insana dos projetistas de um mundo com menos habitantes, mesmo que para isso defendam processos de redução populacional dos mais frágeis, dos menos favorecidos e daqueles que não comungam de seus objetivos.

Certamente há que se ter preocupação com o futuro da humanidade e buscar soluções para evitar os conflitos que poderiam advir dessa questão, mas não assim, não partindo de pressupostos catastróficos que os defensores da Nova Ordem Mundial buscam impor a um mundo desigual por culpa dos mesmos poderosos e egocêntricos países, conglomerados empresariais e pessoas que nos trouxeram aos quase caos em que nos encontramos.

Ao mesmo tempo, explodem em todos os cantos de planeta as exacerbações das diferenças e não a procura de equaliza-las; os que se viram oprimidos no passado buscando algo muito parecido com revanche vingativa que a eliminação de suas causas: vemos desses se aproveitarem os que buscam nas animosidades sociais, étnicas e ideológicas campo fértil para a plantação da desordem da qual eles precisam para concluir seus planos.

Que os dias difíceis não sejam em vão e nos permitam reagir a tempo.

Bom exemplo

Essa história diz respeito a pessoas conscientes de suas responsabilidades sobre o futuro e não somente a aquela situação incondicional que implica em criar os filhos, educá-los e prepará-los para a vida como ela é. Disso eles cuidaram enquanto tiveram forças e condições durante o período em que seus filhos cresciam e se tornavam pessoas de bem.

Zelosos quanto a mostrar o caminho correto, foram pródigos ao falar sobre os perigos escondidos nos atalhos que aparentemente diminuem a necessidade de empenho no trabalho, desvios enganosos que em nosso caminhar chamam a atenção sobre as possíveis perdas que a fatalidade impõe a quem se dispõe a percorre-los por puro oportunismo.

O passar do tempo e a benção da longevidade concedida por Deus ao possibilitar que chegassem longe em suas jornadas fez com que observassem as reações das pessoas em momentos cruciais da vida, como o da própria morte, e decidiram não deixar nada de material de maneira a evitar fosse o eventual motivo de disputa entre seus filhos e familiares. Assim, se desfizeram dos bens materiais de que dispunham e, em vida, distribuíram o valor obtido igualitariamente, reservando a eles próprios o suficiente para continuarem com tranquilidade suas vidas. E assim foi.

Não que isso seja uma receita certa e determinante para usar como referência, mas há que se considerar a importância de ter em mente que a riqueza material costuma deixar para trás um pavio sensível aos desatinos oriundos da ganância, dando oportunidade para que o bom senso deixe de existir.

Passamos por essas lições sobre a vida ao sermos criados dentro dos princípios religiosos mostrados por nossos pais. Foi dessa forma que tomamos conhecimento do que Deus propôs, nos foi mostrado por Jesus Cristo, colocado em prática pelos que Nele creem e deve ser observado por todos posto que, segundo o que Ele nos disse através de um de seus profetas – “Podes escolher segundo a tua vontade, porque te é dado” (Moisés 3:17).