É falso dizer que o Papa Francisco negou a existência de Deus em vídeo.

Depende.

A informação passada por uma dessas infalíveis agencias de analise de verdades e mentiras não acrescenta nada ao vazio cultural cristão existente sobre o que disse Bergoglio.

Pois bem, toda a prosopopeia dita na pretenciosa análise da fala de Jorge Bergoglio, esse que está Papa, é mera conjectura e abstracionismo sobre o tal parágrafo 234 do livro sobre a doutrina da religião católica. Lendo o texto com outros olhos e ouvindo toda a homilia fica claro que Deus se revelou a nós através de seu Filho falando d’Ele próprio, de seu Pai e do Espírito Santo. Daí, devemos concluir que Deus está entre nós representado pela Santíssima Trindade, posto que são suas três principais revelações, isso porque Ele, Deus, não tem como ser definido e sim revelado. Foi isso que Deus disse através de Jesus Cristo, seu Filho.

234. O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. É o mistério de Deus em si mesmo. E, portanto, a fonte de todos os outros mistérios da fé e a luz que os ilumina. É o ensinamento mais fundamental e essencial na «hierarquia das verdades da fé» (35). «Toda a história da salvação não é senão a história do caminho e dos meios pelos quais o Deus verdadeiro e único, Pai, Filho e Espírito Santo, Se revela, reconcilia consigo e Se une aos homens que se afastam do pecado»(36).

A Trindade é una – diz o Dogma da Santíssima Trindade, parágrafo 253 do Catecismo da Igreja Católica.

253. A Trindade é una. Nós não confessamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: «a Trindade consubstancial» (64). As pessoas divinas não dividem entre Si a divindade única: cada uma delas é Deus por inteiro: «O Pai é aquilo mesmo que o Filho, o Filho aquilo mesmo que o Pai, o Pai e o Filho aquilo mesmo que o Espírito Santo, ou seja, um único Deus por natureza» (65). «Cada uma das três pessoas é esta realidade, quer dizer, a substância, a essência ou a natureza divina» (66).

Portanto, a informação analisada por pretensos donos da verdade e censores da mentira não deve ser considerada falsa vez que pode sim ser interpretada como uma negação por Bergoglio à existência de Deus, quando disse a herética frase – “Ma Dio non esiste”,  em sua homilia do dia 9 de outubro de 2014. Aliás, mais uma de suas falas progressistas aos neófitos, aqueles que de acordo com a única vez em que aparecem na Bíblia, em Timóteo 3:6 –“Não neófito, para que, ensoberbecendo-se, não caia na condenação do diabo“, foi para tratar a respeito das qualificações dos obreiros para o ministério de liderança cristã. Na Bíblia, neófito é aquele que tem pouco conhecimento da religião por ser novato ou pouco esclarecido.

Errado é transferir a divindade do Deus uno para a Trindade, pois ela existe para ser sua revelação aos que Nele creem e não seus substitutos, o próprio Dogma da Santíssima Trindade é revelador e definitivo em relação a isso. No caso, Bergoglio procura criar esse preceito em mais um estratagema rumo ao socialismo por parte da igreja progressista que o elegeu.

Enfim, o Dogma da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) até poderia substituir a palavra Deus nas orações e outros momentos de profissão da fé como sugeriu Bergoglio naquela longínqua homilia, no entanto, essa proposta uma vez posta em prática certamente geraria ainda mais confusão aos fiéis pouco instruídos nas letras da doutrina cristã. Para explicar isso não basta apenas citar o parágrafo 234 do Catecismo da Igreja Católica a quem não tem acesso, tampouco ensinamentos a respeito daquele documento de 944 páginas e mesmo que os tenha, provavelmente seu entendimento será difícil.

A título de melhor explicação, vejamos então o que dizem quatro outros parágrafos, estes anteriores ao 234 no próprio Catecismo da Igreja Católica:

228. «Escuta, Israel! O Senhor; nosso Deus, é o único Senhor…» (Dt 6, 4; Mc 12, 29). «O ser supremo tem necessariamente de ser único, isto é, sem igual. […] Se Deus não for único, não é Deus» (31).

229. A fé em Deus leva-nos a voltarmo-nos só para Ele, como a nossa primeira origem e o nosso último fim, e a nada Lhe preferir ou por nada O substituir:

230. Deus, ao revelar-Se, continua mistério inefável: «Se O compreendesses, não seria Deus» (32).

231. O Deus da nossa fé revelou-Se como Aquele que é: deu-Se a conhecer como «cheio de misericórdia e fidelidade» (Ex 34, 6). O seu próprio Ser é verdade e amor.

Parece confuso para você? Imagina então para os outros que também professam o Cristianismo, o Espiritismo, Islamismo, Judaísmo, Budismo, Hinduísmo, Xintoísmo, Candomblé, Umbanda, Taoísmo e tantas outras crenças. Ah sim, inclua nessa lista os ateus, aqueles que não têm religião.  

Última batalha

A luta é ferrenha
O propósito imutável
Meu esforço só aumenta
Na peleja permaneço.

A disputa sempre é dura,
Mas na vida o que não é
Se luto com afinco
Em Deus permaneço na fé.

Até quando for preciso
Carrego minha bandeira
Ela é verde e amarela
As cores de nossa fileira.

Vou leva-la pelo mundo
Muita gente assim se talha
Sendo todos brasileiros
Seguimos juntos na batalha.

Malabaristas ambulantes 





Conheço pessoas que identifico como redondas, mas não pela aparência e sim pelo comportamento. Sim, porque nunca mostram ter ao menos um lado, principalmente quando inquiridas e dizem não ter opinião formada sobre isso nem sobre aquilo, agem como a antítese do que diz Raul Seixas nos versos da música Metamorfose Ambulante e assumem não ter opinião formada sobre nada. Se, como dizem os filósofos do dane-se o mundo que eu quero passar, o cantor se referia em sua letra à mesmice e a estagnação conservadora em interpretação típica dos seguidores da filosofia Paulofreiriana, certamente também nela se baseiam os “redondos”.

Estes sim, verdadeiros malabaristas ambulantes, aquelas pessoas que só depois dos acontecimentos findarem se manifestam e assumem um lado. É quando se deixam rolar conforme desce a ladeira.

São como bolas de gude, as bolitas que lançávamos na direção que queríamos em nossos jogos de crianças. Os que agem assim são perfeitas expressões do que definimos como aproveitadores, aqueles que são levados pelas ondas das marés da vida e dançam conforme a música.

Estão sempre de bem com os poderosos, pois é deles que tiram seu sustento. Por princípios, melhor dizendo, na falta deles, havendo lucro e por aí que vão. Gravitam no entorno de seus mandantes enquanto deles podem tirar proveito, daí não se importarem em girar como peões nas mãos de quem tem a corda, tanto que nelas permanecem até caírem ou serem descartados. Enquanto isso, vão acumulando “dinheiros” sem se importar com a origem nem com os malefícios que isso possa causar.

São os que agora e em outros momentos de decisão não se manifestam. É quando voltam a assumir aquele formato que não tem lado nem personalidade, razão pela qual não medem as consequências de seus atos, apenas torcem para que tudo de certo…para eles.

Uma das justificativas é que assim o fazem por não saberem considerar o futuro e, como todos os egocêntricos, nessas ocasiões olham apenas para os próprios umbigos. Outra delas, é a de que “o futuro a Deus pertence”. Essa então, ao contrário do sentido divino da frase, não passa de uma desculpa esfarrapada para justificar sua covardia intelectual e, por consequência, a própria falta de humanidade.

Que Deus, Aquele que arquiteta nossa existência, nos receba conforme forem os meus, os seus, os nossos atos.