Vem vovô, vem, vem…como resistir a esse chamado!
As vezes as crianças têm formas sutis de acender em nós emoções que superam em muito as que vivenciamos com os filhos.
Não precisam mais que um olhar ou um sorriso, mesmo um gesto, quando não de uma palavra para ocupar de uma vez os corações dos avós.
Túlio, meu segundo neto, como todos, tem essa capacidade e sabe usar todos os sentidos para fazer valer seu domínio, principalmente quando segura minha mão e fala suas palavras mágicas – Vem vovô, vem, vem – e com isso me leva para onde quer.
Théo, o mais velho deles também sabe exercer esse poder sobre nós, eu em especial, até pelo celular, quando estamos em videochamada. Então, quando percebe a possibilidade de perda do controle da situação sapeca um “eu te amo vovô” e logo recupera o domínio. É impressionante como eles aprendem rápido essa competência sobre os avós.
Agora chegou uma neta, meu Deus, se os meninos já nos controlam fico imaginando o que vai ser de nós com ela no comando. Sim, porque uma característica de nossa família é de uma superioridade esmagadora de ascendência e descendência masculina. Somos quatro irmãos e nenhuma irmã, tenho dois filhos e nenhuma filha e já tive dois netos antes da chegada da Lívia.
Vai ser um arraso essa menina.
