Um Congresso submisso, um Executivo comprometido e um Judiciário intrometido.

A votação que permite o regime de urgência à PL-2630, a da legalização da censura só serve para confirmar o que todos sabem, mas poucos têm coragem de comentar. Me refiro ao verdadeiro papel do político eleito quando assume seu lugar no Congresso Nacional, seja como deputado ou senador.

A maioria das pessoas permanece sob uma espécie de torpor intelectual quanto às respostas a seus anseios quando elegem alguém para representa-las junto ao Poder Legislativo ao serem informadas do que estão fazendo lá, mesmo quando sabem sobre como são acertadas, entre outras coisas, as tais emendas parlamentares.

Emendas parlamentares são instrumentos que o Congresso Nacional usa para participar da elaboração do Orçamento Geral da União, hoje, infelizmente, mais conhecidas como moedas de troca de valores e favores, usadas tanto para passar o pano naquilo que não interessa a seus eleitores, quanto para se vangloriarem do que conseguem colocar no OGU.

Por outro lado, no que se refere a seus papeis de legisladores, cabe perguntar como pode alguém em sã consciência aprovar regime de urgência para um Projeto de Lei que propõe limitar a liberdade de expressão e que deverá atingir a todos, inclusive ao próprio Parlamento?

Quem disse a esses deslustrados personagens, que seus mandatos serão eternos como os dos ungidos do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, aqui de propósito escrito por extenso e em letras maiúsculas para que sejam lidas e digeridas em toda sua magnitude, até porque seus membros sequer são eleitos posto que propostos, aprovados e empossados por interesses outros, o que muito contribui para desconfigurar o atual e confuso conceito de Estado.

Não, não é porque o papel do legislador passa primeiro pela importância de discutir com seus pares o que é bom e o que é ruim para o país. Passa, principalmente, pelo dever de convencê-los da importância do que é bom, por isso benéfico, e de quão maléfico é o ruim.

Não, não é somente a nós eleitores, os beneficiários ou desfavorecidos da aplicação do que aprovam ou deixam de aprovar que devem satisfação, é a todo o universo de pessoas que vivem no país, quiçá no mundo, e dependem do impacto que cada um de seus atos representa e até onde repercutem.

Fato é, que muitos dos nossos representantes eleitos pertencem a castas, ou seja, a grupos da estratificação social de caráter hereditário que insistem em se manter presentes nos quadros políticos como se por direito adquirido, tal qual as benesses com que se locupletam na persistente troca de favores entre os três poderes da República.

Isso só acontece até hoje porque os currais eleitorais ainda existem e vicejam em todos as classes sociais e em nosso estamento ideológico. Cabe esclarecer que para alguns, em classes sociais é como se divide a sociedade em função de sua condição financeira, assim como estamento se refere ao local destinado àqueles que pertencem ao governo, congresso ou assembleia.

A submissão de poderes não está em parte alguma de nossa Carta Magna. Nela, os Três Poderes do Estado, Legislativo, Executivo e Judiciário, são frutos da interpretação de Montesquieu, filósofo e político francês autor do livro “Defesa do Espírito das Leis”, o último dos grandes pensadores a deliberar sobre a segmentação dos poderes públicos. Para Aristóteles, o primeiro desses pensadores e autor da obra” A Política”, eles seriam Deliberativo, Executivo e Judiciário; já John Locke, filósofo inglês, em sua obra “Segundo Tratado Sobre o Governo Civil”, os entendeu como sendo Legislativo Executivo e Federativo.

Não cabe aqui dissertar sobre as razões de cada um, basta apenas saber que, com exceção de John Locke, todos eram filosoficamente equiparados e deles resultou o que temos hoje como sistema de governo. Somente Locke, autor da frase “Onde não há lei, não há liberdade”, considerava que o Legislativo deveria ser superior aos outros poderes. Locke, entre outras de suas importantes propostas, também considerava ser dever do Estado garantir, através das leis, os direitos naturais dos indivíduos, principalmente o direito natural à propriedade.

Pois bem, em que pesem todos os esforços para manter esse tripé sustentando o que acima deles está, ou seja, o Estado, estamos assentindo o Legislativo, em especial o Senado da República, permitir que esse malfadado desequilíbrio seja a causa da perda de tudo que construímos até agora e pior, em um momento no qual o mundo vive sucessivas e ininterruptas crises.

Até quando o pais aguentará esse disparate?

Fé, esperança e amor

Pois é, dias atrás escrevi um artigo falando sobre a falta de eventos midiáticos que tratem de assuntos outros que não sejam os males que nos afligem nos últimos tempos. Pois não é que me aparece pela frente um filme de 2013, portanto, uma década atrás, ou seja, não tão novo, que trata exatamente dos três sentimentos que sumiram das mídias, quais sejam, fé, esperança e amor

O título dado ao filme em português foge de sua tradução literal e em nada se refere ao tema que abrange onde perambulam os juízos que encerra em sua história. Em nossa linguagem o título ficou sendo – Parada inesperada -, quando ao pé da letra deveria ser Encontrando Normal

Normal é o nome real de uma pequena cidade do estado de Illinois, nos EUA, onde acontecem as principais cenas do filme, o que a mim emprestou sentido contemporâneo da situação em que vivemos apesar de tudo se passar em lugar tão pequeno e aparentemente insignificante aos olhos distraídos de quem costuma apenas assistir filmes para passar o tempo, sem qualquer interesse com seu conteúdo

O conteúdo a que me refiro é a mensagem que qualquer evento midiático transmite, justamente a causa dos efeitos catastróficos que nos tem atingido desde que houve a mudança dos reais objetivos dos meios de comunicação que invadem nossos espaços, sejam eles o doméstico, onde trabalhamos, alimentamos ou nos divertimos. No entanto, o que temos visto ultimamente não tem nada a ver com isso, aliás, é exatamente o oposto.

Nesse sentido, é digno de destaque o esforço do site Brasil Paralelo, que procura trazer ao público o tipo de mensagem a que me refiro como necessária e que a muito tempo é desestimulada, se não desconsiderada, pelos controladores da informação ou, como queiram, os atuais formadores de opinião, esses que compõem os grupos de ataque à moral e aos bons costumes com suas idiossincrasias midiáticas

Resumindo, exageram tanto em as subversões da realidade, que os grandes conglomerados do setor de entretenimento como a Disney, Netflix e Prime Vídeo estão vendo seus filmes e séries lacradoras serem cada vez mais desprestigiados. Tanto, que a Disney já vem reduzindo pessoal e novas atrações a um bom tempo, dizem até que está a venda com a Apple interessada em sua compra para investir no setor com o objetivo de diversificar seus negócios, entretanto, com outra estratégia comercial. Do outro lado, as duas plataformas de streaming Netflix e Prime Vídeo, estão padecendo com prejuízos atrás de prejuízos ao insistirem em filmes, séries, documentários e programas de TV focados na desconstrução da história, da moral, dos bons costumes, ou seja, dos três sentimentos citados no primeiro parágrafo deste texto, A FÉ, A ESPERANÇA E AMOR.

Isso é evolução ou involução?

A muito tempo não vemos um filme, tampouco novela com tema altruísta; não ouvimos uma música nova cantando paz e amor; uma propaganda isenta de preconceito e discriminação ou mesmo uma reportagem que não trate de guerra, assassinato, consumo de droga, corrupção, epidemia e outras tantas coisas ruins.

Certo é que está em plena ação a prática da Nova Ordem Mundial na alienação das pessoas desde a raiz de sua formação, ou seja, da infância até a vida adulta. O resultado é isso que aí está, sendo jogado nas nossas caras todos os dias.

Junte a essa situação os programas policialescos quanto aos temas conservadores, mas que tratam a degeneração mental e a degradação moral como coisas naturais, portanto, perfeitamente assimiláveis em relação ao destino manipulado que pretendem dar à humanidade e teremos explicitado o objetivo do socialismo progressista, esse mesmo que atua como braço político da NOM.

Pena que só agora estamos dando atenção a isso, mesmo assim reagindo timidamente às tentativas de transformação de nossos jovens em alienados semelhantes aos zumbis que aparecem em filmes e séries de ficção que nos enfia goela abaixo a grande mídia colaboracionista.

Como negar não se tratar de evolução e sim de involução? Na dúvida, basta ver o que faz agora quem deveria estar dando importância à formação intelectual, mas que a trocou por orientação sexual e outras experiências educacionais que buscam afastar os jovens do ambiente familiar para incutir em suas cabecinhas em formação a inexistência de Deus. Isso sem falar da imagem machista, homofóbica e preconceituosa que buscam dar à família tradicional.

Como assim, como pode uma criança saber o que é destino se quem a trouxe ao mundo está sendo tolhido dessa missão?