Sujeito de ocasião

Sujeito de ocasião é o tal, que mal te conhece e já se apresenta como amigão.

Passa anos sem sequer dar um bom dia e, dependendo da situação, passa reto ou corre pra te dar um abração.

É aquele que mesmo te encontrando diariamente só reconhece você em reunião e olha lá, vai depender da tua posição.

Tipo de gente encontrada em todo lugar, no trabalho, na instituição, no bar da esquina e mesmo em casa, vai depender da situação.

Esse, não dá pra chamar de amigo, é sujeito de ocasião.

Cêtenta

De repente setenta e com ele toda a bagagem que traz.

Que alegria chegar onde tanta gente tenta e espera alcançar.

Estar saudável, junto à família, amigos e até desafetos.

Viver vitórias, amores e também dissabores.

Então, você-tenta parar de se importar, de trabalhar e se aposenta.

Daí você-tenta compreender, conviver e apenas não aborrecer.

Para isso você-tenta ajudar, apoiar e não atrapalhar.

Mesmo quando ninguém te percebe, escuta ou entende, persistentemente você-tenta.

Fica difícil conversar, discordar e até concordar, mesmo assim você-tenta.

A solidão quer companhia, te convida, alicia e resistir você-tenta.

Ah setenta, como é que você pode ser tão maravilhosa e incompreensível ao mesmo tempo.

Quem garante o cumprimento da Constituição?

Que Senado é esse que continua a aprovar e permitir que se apoderem do sublime significado de nossa Carta Magna, usufruam de sua importância e não titubeiem em se desviar do caminho por ela traçado os ungidos da vez?

Que congressistas são esses que permitem aos outros poderes agirem como donos de escritórios de negócios cujos objetivos os leva a tomar decisões que contrariam os interesses nacionais; como aceitam pacificamente que um outro poder subverta sua própria razão de existir; com consentem que continuem a atender clientela preferencial como se não existissem outras instâncias a percorrer.

Se vivemos de boas relações, se nos propusemos ser honestos, respeitar as leis, preservar a moral e os bons costumes, porque temos que suportar poderes que usam seus cargos e função para manipular corporativamente e tirar proveito de nossos princípios constitucionais?

É o que está estabelecido em nossa regra legal que precisa ser seguido ou são os regimentos internos dos poderes que dela se apossaram? Não pode ser possibilitado a ninguém decidir sobre o que contraria ou não interesses outros que não os da lei maior que recebemos, a não ser que nos submetamos definitivamente a esse poder, principalmente porque violam sua própria razão de existir.

Se somos honestos, se pagarmos nossos impostos e obedecemos às leis da forma e para o que foram aprovadas, não será uma instância que invade outras alçadas, que irá nos dizer como agir e pensar. É preciso restringi-la a seu papel institucional e basta.

Se temos uma constituição séria, como de fato consta de nossos preceitos fundamentais, se ela defende e promove a honestidade, se cuida para que seus cidadãos não se percam, sejam cientes e usufruam de seus direitos sobre tudo que é legal e moral, porque não podemos continuar a nos mover nessa direção ao invés de nos desviarmos? Será devido aos obstáculos que a cada momento colocam à nossa frente?

O desenvolvimento que precisamos atingir e a segurança a que nos propusemos alcançar com certeza se encontram na busca do conhecimento de nós mesmos, tanto quanto na compreensão de nossas responsabilidades individuais e coletivas em relação a tudo que envolve a carta política que nos rege.

Entretanto, para que alcancemos este conhecimento, necessário se faz viver dentro dos marcos constitucionais e tradicionais. Estes últimos, os tradicionais, de a muito deixaram de ser apenas reportações históricas vez que não são simplesmente simbólicas porque o tempo as tornou imutáveis como é o patriotismo, tão significativo quanto as leis básicas de nosso país. Entre elas também estão o respeito e vencer nossos conflitos, principalmente os que conduzem às paixões deletérias, imorais, corruptivas e degradantes, posto ser nelas que encontramos os genes da destruição, do que causa dano e do que é nocivo.

A quem cabe garantir o cumprimento da Constituição? Quem a escreveu, quem a interpreta, quem a utiliza, todas estas instâncias ou o povo para o qual e por que está em vigor?

Boicote

Já que não podemos fazer o que queremos, também não vamos fazer o que querem que façamos, portanto, vamos nos ajustar à realidade e boicotar quem apoiou e apoia esse governo. Afinal, é o que ainda nos resta de livre arbítrio.

Assim, considerando a evolução dos acontecimentos, precisamos nos adaptar à situação do nosso jeito, ou seja, do jeito conservador, religioso, moral e legal ao não seguir, não aplaudir, não comprar, não consumir, não ler, não assistir, não frequentar e outros tantos nãos a serem utilizados na luta contundente da qual podemos e devemos participar contra os que novamente estão pretendendo se estabelecer em nosso país através de uma ditadura assumidamente comunista.

Participar das iniciativas de reação aos lacradores, sejam eles de ocasião ou de fato (os ideológicos) é um procedimento que faz sentido frente à indignação que se vê presente em todas as localidades e ambientes de um país, que de acordo com a justiça eleitora elegeu o atual governo para a gestão dos recursos sociais e econômicos de nosso país visando seu desenvolvimento, o que, convenhamos, não está acontecendo.

Se alguém ainda tem dúvidas, basta olhar as atividades dos quase 40 ministérios, mais as das côrtes de justiça e do congresso nacional, todos em letras minúsculas, porque minúsculos o são, ao apoiarem majoritariamente o que o presidente (também minúsculo) está fazendo com o Brasil.

Outra coisa, não vejam nas enganosas mudanças de posturas dos meios de comunicação que ajudaram a eleger o atual mandatário um reconhecimento de erro. Não, eles jamais farão isso, porque seria como sentarem na “caca” que produziram e isso os destruiria. Além disso, seus controladores internos e externos não permitiriam, vez que o retorno dos investimentos de risco feitos durante os últimos 4 anos na volta de um passado indigesto passaria a correr riscos inaceitáveis.

Dadas as circunstâncias, precisamos agir de maneira firme através dessa que é uma das últimas estratégias que nos restam para desestabilizar aqueles que apoiaram o que fizeram conosco. Vamos ao boicote.