A involução da humanidade à revelia dela própria.

A redução espontânea da afetividade e a perda por descontinuidade nas relações humanas através da desconsideração de seus precedentes históricos serão duas das principais responsáveis por nosso desaparecimento. A outra será resultado da ignorância cognitiva.

Sabe aquele conceito de revelia que está no Código de Processo Civil e expressa o estado ou a qualificação do réu por ausência ou falta de defesa em um julgamento após ser citado?

Pois estão, é neste rumo que estamos indo na medida em que somos desconsiderados por nossos descendentes ao abandonarem antigas tradições e legados históricos, quando então os substituem por outras formas de comunicação com o passado para viverem o presente e planejarem o futuro.

Essa evolução as avessas ou involução é que está definindo o rumo a seguir e nele, ao que tudo indica, cada vez menos estarão presentes a ação, a interação, a integração e, por fim, a inteligência humana.

No entanto, sempre haverá questionamento por parte de quem defende esse paradigma inovador, que há um bom tempo vem torniquetando a humanidade, tomando seu lugar na prática pedagógica de transmitir conhecimento e com isso causando inflexíveis mudanças na forma de aprendizagem, seja para melhor ou pior, o que só o tempo dirá. No entanto, dá para se ter uma boa ideia do que vem por ai pelo mal que já vem causando.

Razão pela qual nossa dependência do conhecimento que antes era obtido através do saber de outras pessoas estar se tornando objeto de contestação dentro do mundo desconexo em que vivemos. Basta observar que os mais velhos, aqueles que acumularam experiências de vida com o trabalho, suas relações profissionais e afetivas já não são procurados para orientar.

Agora, quando surge uma dúvida ou necessidade de esclarecimento a quem recorremos? Aos avós, aos pais, aos professores? Não, quem orienta, determina e detém o saber são outras instâncias, as tecnológicas. É a Inteligência Artificial (IA), ocupando espaços humanos e evoluindo rapidamente para definir o que faremos, quantos seremos e até quando vamos existir.

Agora, resta saber o que a humanidade vai fazer para prosseguir em sua jornada quando uma inteligência similar e originária da sua aos poucos está decidindo em seu lugar de forma autônoma. Tudo com base nos padrões de comportamento armazenados em seus bancos de dados permanentemente alimentados por informações que buscam traduzir nossas reações e que certamente passará a tomar suas próprias decisões utilizando de algoritmos que simulam o raciocínio humano.

Alguém ainda tem dúvida de que algumas dessas “decisões” já não estejam sendo tomadas em detrimento à nossa pré-histórica massa encefálica?

Pois é! E tem mais, porque dentre as várias questões que a IA certamente não levará em conta devido seu raciocínio extraordinariamente lógico estão as raciais, de gênero, patrimoniais, sexuais, sociais e tantas outras esquisitices dos seres humanos, que de resto tudo o que vier a controlar será de fácil resolução.

Assim, decisões do tipo: quando outra epidemia vai acontecer e qual será sua letalidade; onde explodir uma bomba atômica, qual será sua potência e quem sobreviverá, serão determinadas por entes tecnológicos com redes neurais e não por aqueles que começaram tudo isso pensando que iriam manter o controle sobre algo que a cada segundo se torna mais competente, portanto, independente e capaz.

Que nosso Deus, Aquele que não existe para a IA, tenha piedade de nós.

PS – Já há casos de danosos estranhamentos entre máquina e seres humanos acontecendo mundo a fora.

Estamos perdendo a esperança.

A cada dia que passa mais estamos nos distanciando das relações pessoais. Agora, são facilitadores digitais que fazem isso por nós. Pois é, é a tal da inteligência artificial quem está substituindo nosso pensamento, articulação, raciocínio e o próprio contato.

Quanto a esse ultimo, o contato, me refiro ao aperto de mão, o abraço, o beijo e daqui a pouco o sexual. Pensando bem, ele até já existe de forma não presencial em sites especializados da internet.

Nas festas de Natal e Passagem de Ano as famílias e amigos pensando em se aproximar, na verdade estão se distanciando cada vez mais através dos cartões postais digitais, via aplicativos de mensagens instantâneas, nas hospedagens em resorts exclusivos e viagens promovidas por empresas especializadas em fazer com que pessoas solitárias fiquem ainda mais sozinhas em meio a um monte de gente como elas próprias.

Hoje em dia está difícil arrumar espaço para a saudade, o amor dos pais, irmãos e filhos como antigamente, porque a esperança está deixando de existir devido à falta de Deus em nossas vidas.

A esperança, ou o que resta dela, é um sentimento que aos poucos está sendo abafado pela ignorância do ateísmo que se propaga como uma verdadeira religião pelos ideólogos da Nova Ordem Mundial. Para eles, não existindo fé não haverá esperança e o egoísmo passará a controlar nossas vidas.

Digipare agora, por quê?

Por que implantar agora o sistema de cobrança de estacionamento rotativo, o tal Digipare?

Creio que a pergunta vem a calhar, principalmente devido estamos em vias de iniciar a época em que é costume ir às compras para as festas de Natal e Fim de Ano na região central de Cuiabá. Afinal é o que nos resta a comemorar, não é mesmo?

Bem, vamos diretamente ao que importa considerando que ainda há tempo para a revisão e adiamento dessa inapropriada iniciativa sem que as mínimas condições para isso estejam disponíveis. Digo isso em relação às pessoas que serão atingidas impiedosamente pelo custo de ir a um lugar sem ter onde estacionar seu veículo, a não ser que pague por mais esse custo municipal adicional.

Essa seria uma excelente inciativa para melhorar o trânsito no centro da cidade e bairros periféricos desde que já estivesse funcionando a tão esperada solução metropolitana para os deslocamentos dos usuários via transporte coletivos urbano de superfície, o BRT (Bus Rapid Transit) ou, em bom português, OTR (Ônibus de Transporte Rápido). Infraestrutura cujas obras ainda estão lá pelas bandas de Várzea Grande, portanto, a enorme distância e com um longo tempo de espera para chegar ao centro de Cuiabá e daí por diante.

Isso, sem falar que para se tornar operacional será preciso também estarem funcionando perfeitamente as linhas alimentadoras (ônibus regulares), que trarão dos bairros os usuários/passageiros que farão uso do OTR (BRT ), tanto em Cuiabá como em Várzea Grande, tudo isso servido por estações de embarque e desembarque prontas, tanto nas linhas alimentadoras quanto em todo o percurso de seu eixo principal.

E tem mais, para que seja condizente com a demanda de usuários, necessário se faz haver um eficaz sistema de gerenciamento das linhas alimentadoras e do eixo principal que interligará as duas principais cidades da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. Se não, continuaremos a ter trânsito congestionado e superlotações nos ônibus durante os horários de pico.

Ao observarmos os dois sistemas, OTR e Digipare, a lógica nos leva a perceber que são complementares. Um, porque transportara seus usuários a um custo e velocidade consideravelmente mais em conta, o que ensejará reduzir os deslocamentos através de automóveis. O outro, porque em função do menor número de veículos em circulação devido ao OTR, será uma alternativa para as situações em que aquele recurso se mostre inviável, ou seja, os dois sistemas são sim complementares e fica claro, que isoladamente não serão eficazes o suficiente.

Não estando o OTR (BRT) pronto para garantir aos habitantes das duas cidades e pessoas que para elas se dirijam a um custo condizente e em menor tempo, sugiro que adiem o inicio do Digipare devido ao risco de sua implementação prejudicar de forma direta e contundente a sobrevivência dos já combalidos comércio e prestação de serviços da região central da cidade e seus bairros periféricos.

Nossas praças ignoradas

Por que algumas áreas de convivência, as tais praças, são tão badaladas e outras simplesmente ignoradas?

Não, não estou falando das restaurações, verdadeiras transformações, que sofrem essas áreas públicas a título de reforma. Ações tão contundentes que de original só lhes restam os nomes, isso quando também não são “reformados” para acabar de vez com todas as suas lembranças históricas e com elas nosso passado, já tão castigado pelas ondas de ataques promovidos pelas hordas progressistas.

Me refiro a seus usos, aos quais também poderíamos juntar os costumes, se bem que esse termo é um daqueles que a cada dia vêm se tornando motivo de repressão pelos que consideram agressivo tudo o que parece conservador, ou seja, palavras atos e pensamentos que remontem às épocas passadas, desde que não estejam dentro do que hoje seja considerado politicamente correto pelos poderosos censores das cortes superiores et caterva.

Então, quando digo usos é sobre as diversas serventias que podem e devem ser dadas a esses espaços como comemorações, apresentações, exposições e práticas de lazer. Afinal, além de servirem como locais de descanso aos moradores do seu entorno, essas outras atividades fazem parte dos outros fins a que se destinam. Entretanto, infelizmente não é assim que costuma acontecer em nossa querida Cuiabá, cidade outrora cheia de tradições, usos e costumes, que aos poucos estão sendo delapidados por inconsequentes ou consumidos pelo passar do tempo sem o devido cuidado.

− É culpa do progresso! Dirão alguns, tentando maximizar os efeitos auferidos pela atual realidade do país em relação a assuntos que envolvam sentimento, passado e história. Entretanto, não é somente sobre estes aspectos das questões relativas às praças que devemos nos preocupar.

A realidade mostra que existem diversas praças em nossa cidade, as quais embora tenham sido reformadas, restauradas ou transformadas ainda não foram revitalizadas no sentido de trazer vida permanente a seus interiores. Estão entregues ao abandono quanto ao aproveitamento de todas aquelas atividades acima referidas e somente algumas, as localizadas nos pontos mais bem frequentados da cidade, recebem atenção nesse sentido. Exemplos disso são as pujantes Praças 8 de abril e Santos Dumont, ambas localizadas em bairros não tão distantes do centro da capital.

Seus frequentes usos são bons exemplos a serem aplicados nas áreas de convivência que estão nos outros bairros da cidade onde, proporcionalmente, gastou-se tanto dinheiro público quanto nelas. Entretanto, até agora poucas vezes ou nunca, foram assim utilizadas, exceto para abrigar desvalidos, pessoas acometidas pelos males dos vícios e, eventualmente, como locais de prostituição. Exemplo disso está bem ali, no encontro da Avenida Beira Rio com a Avenida 15 de Novembro, à beira do rio Cuiabá, e se chama Praça Luís de Albuquerque.

Sabiam que existe uma praça na Rua São Sebastião, esquina com a Travessa das Palmeiras, Bairro Quilombo, que se chama Praça Oscar Brandão, bem perto do Hospital Municipal São Benedito? Pois é, ela possuiu belos passeios internos, é bem arborizada e ainda oferece à população um pequeno anfiteatro a céu aberto, que parece feito sob medida para eventos de esportes como a capoeira, apresentações de teatro, música e outras atividades destinadas a um público menor. No entanto, devido ao descaso, à falta de manutenção e à insegurança causada pelo abandono nunca foi utilizada para nada disso, quiçá para o lazer de seus vizinhos.

Então gente boa da cultura, serviços públicos e lazer vamos dar conta de resolver isso e tornar nossa cidade mais humana, menos perigosa e mais calorosa através da adequada utilização de (todos) seus espaços públicos. Tenho certeza que os moradores dos bairros atendidos pelo uso equitativo de suas praças ficarão muito gratos.

E olha, tem mais, porque os agradecimentos também virão dos cidadãos que moram nas cercanias das praças que hoje estão sendo sobre-utilizadas. Nestes casos, em função do descanso que terão, pelo menos durante alguns finais de semana.

Ego bipolar

Existem pessoas que têm o ego tão exacerbado que possuem dupla personalidade. Uma delas ególatra, a outra, egocêntrica.

A ególatra é assim devido ao excessivo amor que tem por si mesmo e a seus bens, por isso vive às turras com a egocêntrica. Ela não aceita que a outra seja o centro de seu próprio eu.

Se você gosta de alguém com esse essas características é porque o idolatra, o que é ainda pior.