Dinheiro e felicidade

Se existe uma questão que – alegam – envolve dinheiro ou a falta dele, essa diz respeito à felicidade.

Se por um lado – dizem – ele pode compra felicidade, será sua falta a causa da perda deste sentimento?

Isso pode acontecer com quem tendo dinheiro compra amor e com quem, não tendo amor, o procura através do dinheiro.

“Dinheiro não traz felicidade”, dizem os que buscam neste aforismo resposta para suas frustrações a fim de justificar seus fracassos amorosos ou mesmo financeiros.

Quem age assim não tem nem uma coisa nem outra, porque estes bens não são encontrados desta forma nem neste lugar.

Não se encontra a felicidade buscando por dinheiro, tão pouco se consegue dinheiro comprando felicidade.

Tê-lo é resultado de um conjunto de outras ações e qualidades, tais como o o respeito, a formação, a honestidade e o trabalho.

Da mesma forma, quando procuramos a felicidade, seu principal componente, o amor, está nas pessoas, em seus valores intrínsecos, e não no patrimônio financeiro que exteriorizam.

Não aceito, nem permito.

O que devemos fazer quando alguém tentar nos dizer o que é certo ou errado, possível ou impossível, não tendo autoridade moral para tanto?

Aceitar ou permitir? Não, não há como aceitar nem permitir se nem Deus nem Jesus, seu dileto filho, deu autorização para em seus nomes mudarem o sentido do que Um disse e o Outro confirmou.

Em verdade, Deus, sendo onipresente, está permanentemente junto a nós e não será um indivíduo, mesmo tendo sido ungido como seu representante terreno, que vai me mostrar outra forma de fazer, aceitar ou aderir.

Esse tipo de entendimento deve permanecer em cada um de nós como sempre esteve, mesmo que tentem impor novas versões de seus ensinamentos, razão pela qual devemos conserva-los conforme nos foi ensinado, mesmo que nos impeçam de externaliza-los.

São sentimentos próprios, de nossa intimidade, de nossa compreensão, vindos do coração, da ancestralidade e assim devem permanecer.

Foi Deus quem nos deu vontade própria, portanto, livre arbítrio. Afrontar essa graça divina é atitude própria dos indivíduos terrenos, que tentam manipular nossa religiosidade, nossa fé, nossa esperança e nosso futuro.

Nossa consciência, uma vez esclarecida, tem discernimento suficiente para mostrar o que fazer e como entender as diferenças entre o bem e o mal.

Como pode alguém querer dizer o que é certo errado, o que antes não era permitido por Deus e agora é? Como assim?

Pode uma pessoa em seu nome mudar as leis divinas, aprovar o que nunca foi aprovado, o que não era direito e o que era errado?

A sabedoria divina não muda com o tempo, o que muda com o tempo são os homens. E são eles, os homens, seres fracos, portanto, falíveis e sugestionáveis, que agora estão a querer dizer o que é permitido, propor a evolução dos costumes cristãos, do comportamento conservador e da crença.

O que Jesus nos disse permanece dito. Isso está certo, registrado e consolidado. Não é assunto a ser sequer discutido, quanto mais revisto.

Nada do que faz parte de seus ensinamentos tem outros objetivos que não aqueles que ele pregou.

Ninguém está autorizado a reinterpretar suas palavras ou dar outros sentidos a elas para atender demandas de outras origens, principalmente daquela com objetivos políticos em seu âmago.

Agora, como desde sua trajetória após Pedro, a pedra sobre a qual erigiram a igreja que hoje Francisco gerencia, a instituição age como um banco, uma sociedade anônima, tal qual outras tantas, mas não consegue crescer na fé como é sua missão primordial, porque optou por evoluir seguindo demandas políticas em detrimento das sociais.

Este foi e continua a ser seu maior erro. Agindo assim, deu espaço a outros movimentos cristãos, que ao contrário do que passou a fazer, mantiveram-se fieis aos termos originais da pregação de Cristo, à história sagrada, à proposta de Deus através de seu filho, o cordeiro que veio para nos salvar.

Com isso, também abriu espaço a aventureiros e exploradores dessa mesma fé, multiplicando assim seus percalços.

O que é possível fazer para que a igreja católica entenda sua verdadeira missão e volte a ser o que era, função que quem está a se expressar em seu nome não cumpre, porque seu falso engajamento é político e ideológico.

Como pode a igreja ter lado? A religião de Nosso Senhor, aquela pela qual Jesus pregou e morreu, nunca teve nem deve ter lado.

A Cesar, o que é de Cesar! Lembra?

Jesus mostrou o único caminho, essa pessoa que está sentada em seu trono propõe um desvio que devemos evitar, pois percorre-lo é seguir direto ao abismo do socialismo ditatorial.

E o BRT hein? – continuação

Como disse no artigo anterior, neste também não há preferência sobre BRT ou o VLT.

O esclarecimento é importante, porque a razão de voltar ao tema continua centrada em seu objetivo, ou seja, no atendimento adequado aos usuários do sistema público de transportes urbano a ser implantado, qualquer seja ele.

Então, a titulo de exemplo, vamos considerar a implantação da uma estação no canteiro central da Av. Ten. Cel. Duarte, entre a Praça Ipiranga e o outro lado das pistas, levando em conta que será dimensionada de acordo com o fluxo de passageiros definido por pesquisas como a OD (Origem-Destino) nos aspectos relativos à localização, dimensões, acessos e comodidade dos usuários.

Também definidos pelas mesmas pesquisas seriam as dimensões dos veículos quanto às suas capacidades, se terão uma ou mais unidade acopladas, portas de acesso às plataformas de embarque/desembarque e assim por diante, em relação a outros serviços e equipamentos necessários à sua operação.

Aliás, a meu ver, a localização desta estação deveria ser pouco antes do cruzamento da Avenida Ten. Cel. Duarte (Prainha) com a Generoso Ponce e sua sequencial, Rua Clóvis Hugueney, considerando que a estação ou ponto de ônibus localizado na Praça Ipiranga seria removida como parte do espaço necessário à implantação do acesso à passarela daquele lado.

Já do outro, onde até pouco tempo estava localizado um Posto de Gasolina, uma vez desapropriado, possibilitaria acesso a ela e à implantação de equipamentos de apoio ao próprio Sistema de Transporte, quem sabe até um terminal.

Parece simples, mas não é. Entretanto, só esse fato seria solução a quem quisesse descer/subir na Estação ou atravessar aquela via com segurança, afinal trata-se de um dos pontos mais críticos para a circulação de pedestres e veículos da capital.

De novo e a meu ver, onde hoje está anteprojetada a estação do BRT – pouco mais à frente – não haverá possibilidade dessa solução ser adotada, seja agora ou quando for considerada necessária.

Então, como dito anteriormente e considerando o número de pedestres e usuários vindos de ambos os lados,alguém consegue visualizar esse fluxo sendo feito ao nível das pistas da via sem que se torne um risco, mesmo com faixas especialmente implantadas para quem vai atravessar a via e quem vai ou vem para a Estação?

Li nos comentários sobre meu artigo anterior, que o anteprojeto não considerou passarelas para não cansar ainda mais as pessoas. Pois bem, a questão aqui não é opcional para quem está projetando, mas sim para o usuário e por uma razão muito simples, segurança.

Um reconhecimento da importância do equipamento para este tipo de situação seria mais coerente com a realidade que com seus custos. Daí haver a percepção de que a preocupação das autoridades está mais com o aumento do valor a ser investido que com a segurança de pedestres e a acessibilidade direta e segura dos usuários que as passarelas trazem consigo.

Se este argumento não serviu para nada, então que haja explicações consistentes para não implanta-las de pronto em algumas das estações a exemplo desta, pois quanto mais adiadas essas providências, mais oneroso fica o investimento público.

Daí caber outra questão: – o anteprojeto já virou Projeto Executivo? Pergunto, porque até agora no material disponível para pesquisa existem apenas projeções ideais para as seções transversais das vias, que a realidade mostre serem de difícil execução como estão previstas.

Dito isso, vamos à situação da implantação do trecho do BRT na Avenida da FEB. Afinal, é o que existe de realidade para observarmos.

Pelo anteprojeto teremos 5 (cinco) estações somente no trecho que vem da passagem de nível localizada nas imediações do aeroporto até a Ponte Júlio Müller.

Olhando o intenso volume de veículos que hoje trafegam por ela e mesmo considerando que vai diminuir conforme os dados obtidos nas projeções do anteprojeto no transcorrer dos anos posteriores à implantação do BRT, cabe a pergunta:

– Como ficará a questão de segurança para os usuários ao utilizarem as novas faixas de pedestres – serão mais cinco – tendo em vista que o volume de tráfego também aumentará com o tempo devido ao natural desenvolvimento da região metropolitana?

Para funcionarem com um mínimo de segurança as faixas de pedestres anteprojetadas necessitarão de sinais de transito e sinais de transito significam paradas regulares no tráfego de veículos. Uma relação que se complica na medida em que um fluxo trava o outro.

Trabalhei no consórcio internacional que projetou o BRT Metropolitano de Belém do Pará. Com isso, participei de visitas técnicas ao BRT do Rio de Janeiro, em especial no trecho sobreposto à Linha Amarela, que vai da Barra da Tijuca ao Aeroporto do Galeão. Na ocasião fomos surpreendidos ao saber que tão logo aquele sistema entrou em operação o fluxo de passageiros passou a ser superior ao que havia sido obtido nas pesquisas utilizadas para sua projeção, o que, logo de início, demandou ajustes na periodicidade e no dimensionamento da frota.

Hoje, sabe-se, que em algumas de suas estações os acessos – faixas de pedestres – evoluíram para passarelas e em outras, como o volume de usuários cresceu muito, estas evoluíram para terminais também acessados por passarelas.

Por que isso aconteceu? Aconteceu, porque boa parte das pessoas entrevistadas bem como os estudos sobre fluxos e usuários foram inadequados porque subestimaram boa parte dos moradores dos bairros atendidos, – ficaram à margem dos levantamentos ou não foram devidamente considerados – usuários potenciais do BRT, os quais, tão logo viram sua funcionalidade, passaram a utiliza-lo com frequência.

Um exemplo do que deve ser levado em consideração por aqui, qualquer seja o sistema adotado.

E o BRT hein?

A poucos dias escrevi sobre a relação entre o BRT, sistema de transporte urbano intermunicipal que interligará as cidades de Cuiabá e Várzea Grande e o Digipare, sistema de estacionamento rotativo de Cuiabá.

Dando sequencia ao assunto, neste artigo vou falar um pouco mais sobre o BRT devido sua importância e relevância no momento em que continuamos a buscar soluções consagradas em outras regiões do Brasil e do mundo para atender nossa área metropolitana.

Neste contexto, o BRT foi concorrente direto do VLT – Veículo Leve Sobre Trilhos, na disputa que causou e ainda vem causando celeuma, vez que naquela época este último se sagrou vencedor na escolha sobre qual sistema seria adotado para transportar cidadão e torcedores na Copa do Mundo de 2014 entre as duas cidades, portanto, a mais de 15 anos.

Imagino que todos devem estar preocupados com o processo de construção do “nosso” BRT, porque é perceptível a redução do espaço para pedestres e trânsito de outros veículos se considerarmos o que vai sobrar após a conclusão de sua implantação no canteiro central da Avenida da FEB, certamente a mais importante via de ligação urbana do Vale do Rio Cuiabá, diferentemente do que estava acontecendo quando da morosa e cara implantação do VLT, tanto que esses foram parte dos motivos de sua suspeição e consequentemente suspensão.

Não se trata da defesa dessa ou daquela modalidade de transporte coletivo e sim de considerações a respeito do desenvolvimento da mobilidade urbana em um contexto mais amplo, ou seja, do que acontecerá quando o BRT ficar pronto, se ficar. Afinal, estamos de volta ao Brasil do passado não é mesmo?

Trata-se da constatação de algo que até um leigo percebe devido ao que já pode ser visto na Avenida da FEB, onde a execução das obras de remoção da estrutura/equipamentos do VLT e a construção da infraestrutura do BRT está mais adiantada. Um gasto absurdamente inexplicável, sob o ponto de vista de quem paga impostos para tê-los revertidos em seu benefício e no desperdício acachapante a que estamos sendo submetidos por políticos, gestores e ministérios públicos inconsequentes.

Tudo indica, que quando concluídas as obras não haverá duas faixas destinadas aos veículos que nela circularão, diferentemente do que tinha sido proposto em relação aos espaços destinados às composições e demais equipamentos do VLT, tais como estações de embarque e desembarque, passarelas, sinalização, etc. Quem não se lembra?

Pois é! Então, imaginem como ficarão oa demais trechos do sistema como o da Avenida Tenente Coronel Duarte, a Prainha, considerando que sob boa parte dela existe um córrego canalizado, que agora terá que suportar espessas e pesadas faixas de concreto armado reforçado, estações, passarelas de acesso e demais equipamentos.

Sim, as passarelas não só serão necessárias, mas obrigatórias, porque as estações estarão no canteiro central e não ao lado das calçadas. Então, onde existir estação o correto é haver passarela que atenda aos dois lados das vias por toda a extensão do sistema.

E as calçadas? Como serão organizados esses espaços de uso exclusivo e necessariamente capazes de suportar o aumento do volume de transeuntes que o próprio sistema trará, uma vez que esse é seu objetivo principal, secundário e terciário, tudo junto e misturado.

Tanto nos BRT’s em operação como naqueles em implantação, uma das premissas foi e continua a ser a de implantar um projeto que contemple, de testada a testada, toda a infraestrutura das vias por onde passam, o que significa calçada, meio fio, sarjeta, faixas de tráfego para veículos , o próprio BRT, ciclovias, sinais de trânsito e canteiro central, isso se não houver outros equipamentos ou interferências urbanas a serem consideradas.

Por interferência entenda-se tudo que, além das já citadas, interaja com o sistema proposto, inclusive galerias de águas pluviais, drenagem, redes de esgoto e outras instalações subterrâneas ou aéreas, como redes de comunicação, energia elétrica, etc.

Será mais um absurdo inaceitável ver uma obra dessa magnitude deixar tudo isso para depois, ou seja, um tempo que nunca virá.

PS – Os dados que serviram para dimensionar o VLT e o BRT da época da Copa já têm mais de 15 anos estando, portanto, ultrapassados. Teriam sido atualizadas as pesquisas OD (Origem-Destino) para redimensionar o atual BRT? – Pergunta dirigida a todas as instâncias citadas anteriormente.

Queiramos ou não, o futuro depende de nós

Às vezes, como agora, me pego pensando sobre o que fiz ou deixei de fazer para ser a pessoa que sou. Não chega a ser um dilema, porque sei por onde andei, com quem estive e o que aprendi tanto errando quanto acertando.

Entretanto, em momento como este de início de ano, quando nossas esperanças se renovam, há um sentimento que percorre meu corpo como um todo e para em alguns lugares como que para deles tirar satisfações sobre o que me intoxicou no passado e também avivar aquilo que foi revitalizado.

Falar com o sistema digestivo, onde estão desde a boca, diversos outros importantes órgãos e termina no ânus, é como perguntar sobre o que faz bem e o que faz mal, num eterno faz de conta como se não soubéssemos.

No entanto, a conversa vai além, na verdade, passa por uma série de outros processos que remetem ao que tivemos de ouvir, ver e sentir, os quais também nos agridem inteiramente, possivelmente até mais, a ponto de amargar a boca e nos trazer sensações de queimação em todos os lugares por onde passa até infectar os intestinos, culminando com o que sai lá por detrás.

Quando nos dirigimos ao sistema nervoso central (encéfalo e medula espinhal), responsável por analisar e integrar as várias informações intra e extrapessoais que recebemos é que a coisa se complica.

Aforante essas atribuições, que já o compelem a funcionar impecavelmente durante nossa vida para que tenhamos saúde física e mental, ainda tem que interpretar tudo o que passa pelo sistema digestivo a fim de nos dar muitas respostas, senão todas, a ponto de nem sempre conseguirmos interpreta-las corretamente.

Sim, porque frequentemente nosso organismo mostra suas reações em outro sistema que habita nosso corpo, o sistema tegumentar, que muita gente como eu nem sabia o nome, formado pelo maior dos nossos órgãos, a pele, e outros de seus anexos como unhas, glândulas sudoríparas, etc.

Daí as urticárias, sudorese incontrolável, queda de cabelo e tantas coisas mais que nem vale a pena citar para não tornar o texto mais enfadonho do que já está.

Vou por último ao sistema cardiovascular, uma rede de vasos sanguíneos que transporta nosso sangue a partir do coração. É, ele mesmo, aquela bomba muscular responsável por transportar o sangue de maneira a levar nutrientes e oxigênio para todas as células do corpo humano.

Este, propositalmente só agora citado é indiscutivelmente o mais importante, porque sensível a tudo o que se passa conosco, desde a mais simples desatenção até a máxima atenção que dispensamos a o que acontece dentro de nós e em nosso entorno.

Tudo nos afeta, tudo nos atinge para o bem ou para o mal, como já dito. É por isso que devemos refletir sobre o passado, o presente e o futuro em momentos como este que vivemos no inicio do ano de 2024 e nos demais em que vivermos.

– O passado já era! Ouço esta frase com frequência desconfortante de pessoas que se esquecem que foi dele que viemos, nele aprendemos, crescemos e nos multiplicamos. Portanto, nos afetam sim e por isso mesmo não deve ser desprezado em nenhum de seus momentos.

Desconsiderar o passado é apagar nossas origens, nosso progresso individual e conjunto, nossas referências familiares, de amizades e esforços dispendidos para chegar ao presente.

Já o presente, este é o resultado do que foi acima descrito de maneira resumida , até porque tudo o que temos e somos é fruto do que fizemos e fizeram conosco no passado, razão pela qual dispensa comentários complementares.

E o futuro, para que exista, precisaremos reciclar continuamente o que já vivemos até aqui, no presente, o que nos remete a dispender todos os esforços necessários a que este também se transforme em um passado de glórias e conquistas, de avanços e descobrimentos, de paz e tranquilidade, ou seja, tudo o que queremos deixar.

Senão, no próximo futuro talvez não estejamos presentes nem sejamos passado. Depende de nós.