Eterna vigilância

Que tipo de pessoa precisa se relacionar com salafrários e indivíduos que se locupletam do dinheiro público?

Da mesma forma, como pode uma instituição que tem por princípio não conviver com essa gente fazê-lo a revelia do bom senso e ter entre seus membros quem vive do oportunismo de suas posições, interpretam as leis a seu bel-prazer e para os quais a moral e os bons costumes não passam de resquícios da personalidade que um dia alegaram ter.

Não, não dá para acreditar que precisem disso, deve haver outra instância ou outrem, certamente mancomunado, que os motiva. Razão pela qual ninguém pode manifestar indignação com o que está acontecendo.

Como também não é justo aceitar de forma passiva o incontestável retrocesso que acontece no estado de liberdade a tão pouco tempo alcançado e a duras penas obtido, assim como não tem lógica permitir o uso e o abuso de ações castradoras do livre arbítrio.

É preciso que haja reação dos legisladores outrora eleitos para reinstaurá-lo e que, desde então, lá deveriam estar para defender este pétreo preceito constitucional, dentre tantos outros de mesma consistência.

Se somos honesto, pagamos nossos impostos em dia, obedecemos as leis e os termos originais da Constituição de 1988, a sétima do país e sexta da República, a dita “Constituição Cidadã”, a Carta Magna do Brasil, por que então aceitar sejamos novamente submetidos à censura?

Se vivemos em uma nação majoritariamente conservadora, se para nós acima de tudo estão a família, o caráter, a ética, os bons costumes e a honestidade; se é nosso dever cuidar para que não percamos a dignidade, zelar para que os nossos filhos não sucumbam ao desejo de possuir bens alheios e se atenham a princípios morais, está claro que precisamos permanecer em eterna vigilância.

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