Lá se foi mais um
A cada partida viver fica mais sofrido
São pedaços do coração que se vão
Dói muito toda vez que acontece
Meus amigos, meus queridos, meus irmãos
Ficar por último não é opção pretendida
Pois será difícil a solidão
O time já não tem atacantes
Resta cada vez menos em cada posição
Adeus meu querido amigo
Um dia nos encontraremos todos
No jogo da redenção
Em homenagem ao meu compadre Evanildo Aguirre
Em 29/04/2024
Lá vou eu
Agora vivo fase de legar
Não de possuir
Passou a época de correr
É hora de vagar
Olhar para trás sem nostalgia
Mas com compreensão
Não é caso de retroceder
E sim de persistir
Avançar lentamente
Caminhar desapressado
Há muito que compartilhar
Combinar tempo com bom senso
Sem açodamento
Seguir na jornada
Ouvindo meu passos
No ritmo do coração
O que passou passado é
Onde não estive antes
Agora vou
Nem que seja a pé
Tudo ou nada
É o hoje temos no front político de nossa decadente situação.
Lá se foi outra semana e continuamos a passar vergonha perante o mundo graças às palavras e atos daqueles que tomaram o poder e voltaram a colocar na direção do país a pessoa que mais nos expôs no passado e agora volta a expor de forma aviltante. Aliás, fazendo jus à consideração de ser um dos presidentes mais impopulares da história deste país.
Aparentemente, boa parte de seus eleitores e aliados políticos não está mais disposta a seguir o féretro vez que o desgoverno mostra estar agonizando, mesmo com circo ainda montado para a ópera bufa que se apresenta.
Importante esclarecer, que dos grupos acima citados, o de eleitores parece ser o mais reativo ou, em outras palavras, será o primeiro a abandonar a canoa furada devido estar percebendo o engodo a que foi submetido desde a expedição do fatídico alvará de soltura, durante toda a campanha eleitoral e agora, após a retomada do poder e o péssimo governo desde então.
Temos que reconhecer um fato indiscutível, o de que foi José Dirceu, o profeta do apocalipse quem nos alertou, ainda em 2019, sobre a forma como a esquerda voltaria ao poder. Pois aí está, para quem não acreditou.
Quanto aos demais grupos, convém destacar os fisiológicos, porque neles estão os oportunistas de ocasião, aqueles que invariavelmente abandonam a canoa assim que uma tempestade se forma no horizonte.
De acordo com o site Wikipédia, fisiologismo é um tipo de relação de poder em que ações políticas e decisões são tomadas em troca de favores, outros benefícios e interesses privados em detrimento do bem comum. É o que basta para entender o que se passa.
Pois bem, ressuscitaram um zumbi carcomido pela vaidade, arrogância e inconsequência, que agora volta a se locupletar do sangue e suor dos brasileiros, o que poderá nos matar por inanição – caso não haja uma tomada de posição firme do poder legislativo – de maneira a impedir a continuidade dos descalabros cometidos pelos outros dois poderes e que assim também se revertam os atos ilegais por ventura cometidos.
A esperança é que essa cambada de lacaios que serve ao governo e por ele é servida em permanente processo troca-troca de favores, tome vergonha e cumpra o papel que lhes cabe antes que nos tornemos um latifúndio político, como quer fazer de nós o sistema associativo entre o executivo e o judiciário, mancomunado com a Nova Ordem Mundial.
É inaceitável a desfaçatez com que os meios de comunicação tradicionais, ONGs, organizações multinacionais capitaneadas pela ONU, bem como outras instituições internacionais e nacionais, entre elas as forças armadas, mascaram a realidade ao se imiscuírem no processo de tomada do poder acontecido.
Estas últimas então, destinadas a defender a Pátria, garantir os Poderes constitucionais, a ordem e a lei, se voltaram contra o povo que lhes concedeu estas nobres missões por delegação constitucional.
Em assim sendo, há que se considerar que tudo não passa de um complô onde se dá um pouco e em troca leva-se tudo.
Se dá um pouco de quê? De liberdade, se é que ela tem medida, afinal não existe liberdade relativa como interpreta o esquema ditatorial acima mencionado.
Mas afinal, o que é liberdade? Qualquer dicionário explica, o site da Oxford Languages, por exemplo, faz isso em dois tópicos:
1.grau de independência legítimo que um cidadão, um povo ou uma nação elege como valor supremo, como ideal.
2.conjunto de direitos reconhecidos ao indivíduo, isoladamente ou em grupo, em face da autoridade política e perante o Estado; poder que tem o cidadão de exercer a sua vontade dentro dos limites que lhe faculta a lei, inclusive a religiosa”.
Já em filosofia, uma das primeiras definições do tema se deu através de Aristóteles com a seguinte consideração:
“A liberdade está relacionada a conhecimento como meio de ampliar as possibilidades de escolha e tornar o indivíduo mais livre e capaz de realizar sua finalidade, qual seja, a busca da felicidade”.
Neste caso, ou se tem tudo ou não se tem nada.
O Silêncio dos Inocentes. Inocentes?
O filme “O Silêncio dos Inocentes” narra a procura por um monstro (um indivíduo tão violento que chega a arrancar a pele de suas vítimas) pela pessoa encarregada de investigar o caso e encontrar o facínora. Então, ela recorre a um psicopata que já estava preso, Hannibal Lecter, a procura de meios para deter quem estava buscando.
Aqui nas terras tupiniquins temos agora algo semelhante em andamento, se não de conteúdo certamente no objetivo, ou seja, de encontrar meios para deter quem está causando tanto mal ao país. Afinal, temos entre nós alguém que está tirando a paz de pessoas inocentes, só lhe faltando mandar arrancar-lhes as peles, porque de resto já infringiu desgastes físicos e psicológicos equivalentes às suas vítimas.
Para que pudesse ser exposta e assim escapasse ao controle midiático nacional e internacional, a trama em questão foi então apresentada a todos graças à intervenção de um personagem externo ao cenário político mundial.
Sim, foi dentre os meios de comunicação via internet, que veio a público a forçação de barra que está acontecendo entre nós para a implantação dessa aberração política chamada por seus executores de “democracia relativa”.
Um inconteste mimetismo ideológico utilizado para ludibriar os menos informados. Na verdade, um regime de governo de coalizão entre os poderes executivo e judiciário, que aos poucos, sob os olhares beneplácitos e coniventes do legislativo, vem sendo ministrado homeopaticamente ao povo brasileiro.
As agressões à Constituição do país; às leis ordinárias, complementares e extraordinárias; às instâncias públicas (primeira, segunda e superiores); aos poderes constituídos (Legislativo, o próprio Executivo e o próprio Judiciário); às organizações profissionais e classistas (conselhos federais, confederações, federações, associações, sindicatos, cooperativas, etc.); bem como aos cidadãos comuns – casos específicos de livre arbítrio, da liberdade de expressão e de manifestação – estão, aos poucos, tomando corpo e alcance desastrosos à medida em que nada foi feito para impedi-lo até agora.
Assim, desinformada de tudo, esteve a população brasileira vez que submetida a um implacável processo seletivo de notícias. Coisa do sistema montado para subverter as informações dando-lhes sentidos e formas alteradas, a depender do que, sobre quem e quanto seja interessante aos poderosos senhores das narrativas.
Coisa bem demonstrada pelo atual mandatário do país na tentativa de implantar sua democracia relativa. Afinal, é a isso que se refere todas as vezes em que constrói narrativas a respeitos de ditaduras relativas, personalidades relativas, fatos e atos relativizados, mas principalmente à liberdade relativa, que está a acontecer por aqui.
É quando nos deparamos com as informações dissimuladas replicadas nas narrativas transmitidas pela maior parte da mídia tradicional, que a dúvida em questão, aquela mencionada no título deste artigo, cai sobre nós.
O que teria acontecido para que permaneçam em silêncio sobre quase tudo o que está acontecendo conosco até agora?
Será porque concordam com a esquerda e defendem a censura como forma de impor seu pensamento político-ideológico e ditatorial ou serão libelos de ocasião?
Até que mostrem o contrário, seu silêncio não terá nadica de nada de inocente.
Dentro e fora
Por dentro
Tenho alento
Esperança
Emoção
Por fora
Existe o tempo
Jornada
Fazimento
Juntos
São complementos
Contam a vida
Cada momento
Na viagem
Há Passado
Tem Presente
Futuro que vem
Até quando?
Imprevisto
Ninguém sabe
Fortuito
Não há partes
Nem disfarces
São essências
Realidades
É como me sinto
Meu conteúdo
Amalgama
Combinação
Por dentro
Sabedoria
Por fora
Compreensão
Memória do Bicentenário de Cuiabá
A aproximação dos 305 anos da fundação de Cuiabá me fez procurar nos guardados da família um documento comemorativo, referente ao bicentenário de nossa capital. Evento este, que ocorreu durante o governo do então Presidente do Estado de Matto-Grosso (era assim que se escrevia), o Bispo de Prusiade, Monsenhor Dom Francisco de Aquino Corrêa.
Interessante, o documento se refere a uma série de títulos honoríficos com que Dom Aquino foi agraciado pelo Papa Bento (Benedicto) XV, principalmente o de Bispo Assistente ao Solio Pontifício, honraria que o incluiu nos Prelados Domésticos e de nobreza, como Conde. Dessa maneira e a partir daquela ocasião o ilustre cuiabano também passou a gozar de todos os privilégios e direitos que o título lhe auferiu à época e para o futuro, entre outros benefícios complementares.
Nas comemorações daquele ano estiveram presentes várias autoridades eclesiásticas e políticas, dentre as quais se destaca o Núncio Apostólico no Brasil e Arcebispo de Damasco, Dom Angelo Jacyntho Scapardini. Demais autoridades:
Prelados: Dom Frei Luiz Maria Galibert – Bispo de Cáceres; Dom Carlos Luiz d’Amour – Arcebispo de Cuiabá; Dom José Mauricio da Rocha – Bispo de Corumbá.
Senadores: Cel. Pedro Celestino Corrêa da Costa; Dr. Antônio Francisco Azeredo; Dr. José Antônio Murtinho.
Deputados Federais: Dr. Annibal B. de Toledo; Desembargador João Carlos Pereira Leite; Dr. J. Augusto Costa Marques; Capm. Dr. Severino Marques.
Chefes do legislativo e do Judiciário: Capitão Tenente Francisco Paes de Oliveira – Presidente da Assembleia Legislativa; Desembargador Joaquim P. Ferreira Mendes – Presidente do Tribunal da Relação.
Secretários de Estado: Dr. Henrique Florence – Secretário de Agricultura, Indústria, Comércio, Viação e Obras Públicas; Dr. Benito Esteves – Secretário de Interior, Justiça e Fazenda.
Outra importante informação obtida nas páginas do documento intitulado – “ A Santa Sé e o Estado de Matto-Grosso no Bicentenário de Cuiabá” – é que o evento contou com a presença do representante do Papa Bento XV, Dom Ângelo Jacyntho Scapardini, este que foi enviado para agraciar pessoalmente Dom Aquino com as honrarias enviadas pelo Vaticano.
A que se enaltecer o esforço pessoal de Dom Angelo para se deslocar de sua residência até Cuiabá, no cumprimento da missão a ele dada pelo Sumo Pontífice. Uma viagem, que englobou percursos em linhas férreas, estradas interioranas e, por fim, o trecho final pelas águas dos rios que o trouxeram até nossa capital.
No documento acima citado também pudemos constatar que naquela época as comemorações na capital do Estado de Matto-Grosso perduraram por oito meses, desde o dia 8 de abril até a primeira quinzena do mês de novembro de um longínquo 1919.
Quanta diferença entre aquele evento e este, que aconteceu em 2019, no tricentenário de fundação de nossa capital!
Utilizei propositadamente a mesma referência de tempo adotada àquela época para me referendar as duas situações, de modo a comparar as dificuldades, a importância e o tratamento dado a Cuiabá pelas autoridades religiosas e políticas nas duas ocasiões.
A seguir seguem as imagens do Papa Bento XV, do Bispo Dom Aquino e uma cópia do BREVE PONTIFÍCIO emitido pelo Papa Bento XV, bem como sua tradução.




