Ah Bela Vista hermosa
Do amanhecer orvalhado
Que de gotículas bordava
Seus extensos relvais
Que de verde formatava
Desde ruas a quintais
Das árvores frutuosas
Guavireiras, goiabeiras e laranjais
Onde dos pés abarrotados
Frutas eram pegas sem machucar
Das bocaiuvas gostosas
Manás únicos, originais
Do animado Bossa Nova
Nos epílogos semanais
Da inquieta juventude
Da parentada e jovens casais
Lembro do casario aportuguesado
De seus porões assombrados
Que mesmo de conhecidos
Só entrava com meus pais
De passear maravilhado
Por ruas, casas e quintais
Onde ao cortar caminho
Carinhava os animais
Filar quebra-torto e cafés matinais
Dormir ouvindo histórias
Mentiras calorosas, tenebrosas
Outras nem tanto, em seus que tais
Da cidade antiga, saudosa
Que a todos encantava
Das festas no Belavistense
Daqueles dias fagueiros, nas férias anuais.
