Você tem amigos ou contatos valiosos?

Já se fez essa pergunta?

Consegue distinguir o valor de um e do outro?

Percebe a diferença entre o que cada um pode fazer por você, com você e em você?

Então, cabe uma rápida leitura sobre a importância de cada um: o amigo e o contato valioso.

Um “contato valioso” é somente isso. A palavra “contato” traz em si toda a significância ou insignificância que assume como parte do segundo núcleo do objeto direto do questinamento, até porque “valioso” é apenas o adjetivo que o caracteriza. Resta saber se para o bem ou para o mal.

Sintaticamente, a palavra “amigos”, tem a função de primeiro núcleo do objeto direto (amigos ou contatos valiosos) na pergunta do cabeçalho. Já seu significado, assim como dito em relação a “contatos vaidosos”, vai além da definição analítica, pois envolve diversas dimensões nas relações interpessoais. A amizade é essencial para o bem-estar emocional e social dos indivíduos, sendo fundamental na promoção dos laços afetivos que sustentam a convivência humana.

Saber diferenciar os dois é essencial sobre vários aspectos, Principalmente, porque ambos são passíveis de nosso convívio, seja familiar ou profissional. É importante observar a possível dubiedade que um deles, o contato valioso, possa representar. Esclarecendo: dubiedade é um conceito referente à qualidade, ao estado ambíguo, incerto ou indeciso com que nos deparamos nas relações interpessoais, principalmente na esfera política.

Razão disso, estamos vivenciando esse tipo de relação com inegável frequência, principalmente devido ao panorama dúbio e repleto de interesses controversos que acontece nos três poderes da República, cada vez menos harmônicos, independentes e não complementares. Tanto, que seu principal objetivo – evitar que o poder seja centralizado nas mãos de uma só pessoa – deixou de existir, uma vez que subjulgados através de desmandos inconstitucionais impostos por quem deveria apenas e tão só julgar.

O Natal cristão

Antes, quando o Natal era uma festa cristã motivada pelo nascimento de Jesus Cristo, as ruas, residências, lojas, shoppings, hotéis e todos os demais lugares por onde passávamos evocavam Sua humilde, mas importante presença. Agora, a cada ano que passa, vamos esquecendo dessa que era a razão, a origem da comemoração, passando a existir mais a título de promover o comércio do que em sua homenagem. Até mesmo templos religiosos deixaram de dar a merecida ênfase à sua existência nos dias finais do ano.

Hoje o objetivo de aproveitar os momentos entre familiares, amigos e colaboradores tem pouco de religioso. Deus, Jesus, Seu filho dileto, poucas vezes é lembrado e, quando o é, as manifestações de fé reduzem-se a esperanças de um ano melhor para pedir, não para agradecer.

A religiosidade que nos mantinha fiéis aos ensinamentos religiosos, como a fé e a crença em Deus, nosso Pai Criador, que também nos fazia observar e respeitar preceitos relativos à moral, aos bons costumes, ao amor incondicional e ao respeito a tudo e a todos, vai, a cada ano que passa, sendo esquecida, relegada a conceitos conservadores, portanto, contrários aos interesses dos que buscam eliminar os laços familiares, as relações de amizade e o respeito. Alguns dizem que isso é parte do processo de evolução do mundo. Quem é a favor, se tem como progressista… imaginem!

A festa de fim de ano passou a ser um evento puramente comercial; a religiosidade deu lugar ao ato de recompensa, não mais pela fé, amor e carinho, mas por outros interesses. À medida que o tempo passa, o Natal vem se tornando um evento de reciprocidade compensatória, de interesses diversos, até políticos e econômicos. Isso sem falar do financeiro.

A confraternização simbólica do nascimento de Nosso Senhor — razão da existência da família como célula mater — e da amizade sincera não existe mais. Esses preceitos não são mais ensinados nas escolas, pouco são lembrados por parentes e nas instituições, sejam elas particulares ou públicas, então, nem é preciso comentar.

As decorações não mostram os sinais de Deus nas ruas e avenidas, nas casas, nos prédios nem em praças. O que se vê, quando olhamos ao redor, são luzes piscando, árvores enfeitadas, bonecos de neve, Papai Noel e presentes.

Se já era difícil encontrar quem soubesse a origem da festa natalina, agora tornou-se impossível achar alguém que saiba da existência de São Nicolau, também incorporado por razões religiosas aos festejos natalinos. Para quase todos, o bom velhinho é um personagem fictício que apenas entrega presentes. Quanto ao dia 25 de dezembro, bem, para muitos, é apenas o dia em que a festa acontece.

Origem: O Natal era uma festa pagã realizada pelos romanos no dia 25 de dezembro, por causa do solstício de inverno, celebrado na região onde hoje é a Europa. Ela foi cristianizada e se tornou simbólica para que celebremos a encarnação de Jesus. Assim, o Natal, já direcionado ao cristianismo, passou a integrar o calendário no dia 25 de dezembro por volta do ano 350.

Meu Tempo

O tempo voa . . . 
Fui chama ardente
Agora, fumaça ao vento
Que aos poucos atenua
E mesmo brisa abrasa, aviva
É preciso voejar
Aproveitar a aura finda
Que por mais suave seja
Ainda leva adiante
Carrega irresoluta
Até apagar-se-me em cinzas
Então, voltarei a flutuar
Ao sabor do vento
. . . no tempo

O dom do discurso

Não possuo o dom do discurso, e talvez nem mesmo a aptidão para a palavra escrita seja uma qualidade minha. No entanto, de uma coisa tenho certeza: descobri a tempo a importância de transformar pensamentos em palavras escritas.

Da mesma forma, percebo que a manifestação pública da opinião oral é algo para o qual não me preparei o suficiente, provavelmente devido à falta de atenção nas aulas de língua portuguesa e redação durante os diversos estágios do meu ensino. Que dizer, então, da inexistência da oratória como matéria curricular.

Essa habilidade não era oferecida no ensino da época em que o estudante era avaliado pelo que havia aprendido, e não pela forma relativa como aparenta saber hoje em dia. O certo é que não percebi nem reagi a tempo. Assim como aconteceu comigo, o mesmo deve ter ocorrido com outras pessoas da minha geração, pois, de outra forma, eu e elas teríamos contribuído de forma mais produtiva na construção dos ambientes que frequentávamos: fosse familiar, social ou de trabalho.

De outra forma, certamente teríamos exposto nosso ponto de vista de maneira mais produtiva, e teríamos usado nossa competência em participação mais eficaz na construção do edifício da vida. Houve um tempo, como hoje volta a acontecer, aquele ao qual me referi acima, em que a pessoa se destacava na área em questão devido à sua competência natural, o tal talento, e ao incentivo de parentes e orientadores, estes encontrados na escola, curso de história e especialização sobre literatura.

No entanto, essa consciência não deve nos levar a lamentar o passado, mas sim a agir no presente e no futuro. Nunca é tarde para aprender a se expressar melhor, seja por meio da palavra falada ou escrita. Existem inúmeras ferramentas e recursos disponíveis para aprimorar nossa habilidade de comunicação. Podemos começar por praticar a escuta ativa, buscando compreender genuinamente o ponto de vista do outro antes de expressar o nosso. Podemos também nos dedicar à leitura, ao estudo e à prática da escrita, para organizar nosso pensamento de forma mais clara e coerente.

Essa dificuldade em comunicar o que pensamos e sentimos também afeta a relação interpessoal. Quantas vezes deixamos de expressar nosso sentimento por medo da reação do outro? Quanta ideia brilhante foi silenciada por falta de coragem para compartilhá-la? E quantas vezes deixamos de nos posicionar em situação injusta, por não saber como fazer isso de maneira adequada? A falta de uma comunicação eficaz impede a construção de relações mais autênticas e de participar ativamente da sociedade em que vivemos.

Além disso, podemos buscar oportunidade para praticar a oratória, seja em um pequeno grupo, em reunião de trabalho ou em apresentação pública. Cada experiência, por menor que seja, ajuda a ganhar confiança e a desenvolver nossa capacidade de comunicação de forma eficaz. E o mais importante, poder compartilhar essa jornada com outras pessoas, buscando juntos o aprendizado e o crescimento. Afinal, uma sociedade que valoriza a comunicação é uma sociedade mais justa, mais inclusiva e mais próspera para todos.

“O estoicismo nos ensina a incentivar que os interlocutores falem mais sobre o que dominam para que se sintam à vontade e motivados a compartilhar detalhes importantes de sua experiência, expandindo assim o conhecimento para o crescimento de todos”.