Fazemos por merecer

A crença em Deus, na família, na moral, nos bons costumes e, principalmente, na honestidade, herdei dos meus dois principais mentores: meu pai e meu sogro.

Do berço materno vieram exemplos de amor e respeito, legados por quem me deixou referências positivas sobre tudo, a começar por como proceder com juizo, lutar por justiça e valorizar a família.

Da escola e da vida vieram a importância de aprimorar o conhecimento através do estudo permanente, a devida atenção aos fatos, o discernimento para distinguir o certo do errado, a tolerância à ignorância de quem não deu atenção aos ensinamentos ou não teve oportunidade nem vontade suficiente para buscar sozinho seu aperfeiçoamento, resiliência para superar problemas e sabedoria para me adaptar às mudanças que nos são impostas.

Tudo isso tem a ver com preservar, valorizar e difundir o que recebi de herança, seja ela intelectual, de crença, material ou tecnológica daqueles que me antecederam. Engana-se quem considera liberalismo sinônimo de progresso, é assim que peleja quem desconsidera o passado.

É da postura respeitosa em relação ao que nos foi dado pelos que ficaram para trás no tempo que resulta o que temos agora e o que deixaremos para depois de nós. Foram essas premissas que trouxeram a humanidade até a última milionésima parte do segundo de tempo atrás, exatamente antes deste momento em que você está lendo este texto, onde ouso falar de um assunto universal que relativiza todas as coisas criadas por Deus, principalmente a percepção do ontem, do hoje e do amanhã, analogia que uso para mostrar a dimensão do entendimento comum do intervalo da vida.

Vida é a propriedade individual que caracteriza a existência de cada organismo desde seu nascimento até sua morte. Então, por isso mesmo, é possível afirmar que para todos, sejam animais ou vegetais, existe um passado, um presente e um futuro.

Como seria o presente do nosso desconhecido futuro se não pudéssemos contar com os conhecimentos adquiridos e as habilidades concomitantemente desenvolvidas pelos humanos ao longo do tempo? Boa pergunta, não é mesmo?

Estivessem vivos, meus mentores estariam dizendo: “Nada do que temos hoje é mais ou menos do que fazemos por merecer”.

A praga do piolho

Esta é curta…

É costume dizer que pegar piolho na escola, em boné ou pente emprestado é a causa da doença, mas não é nem nunca foi. 

Desde antes, como agora,  havia entendimento de que o infortúnio dessa praga só pode ser resolvido eliminando a origem. No entanto, não há como detectá-la antes que se instale. 

Como evitar que o hospedeiro traga o parasita ao ambiente? A resposta é simples e direta:

– Ao que não se consegue prever, não há como impedir, portanto…

Assim, lamentavelmente, essa situação só será resolvida quando conseguirmos evitar  que se instale, até afastá-la por completo.

Para um bom entendedor, meio piolho basta. A analogia fica por conta de quem lê.

Livro sobre o Coronel Octayde Jorge da Silva

A jornada de pesquisa sobre o Tenente-Coronel Octayde Jorge da Silva revelou-se não apenas uma difícil busca por informações, mas o verdadeiro redescobrimento de uma época marcada por transformações e desafios. As entrevistas realizadas com ex-alunos, colegas, professores e amigos foram fundamentais para traçar o amplo retrato do impacto que o Coronel teve na vida de tantas pessoas, pena que as buscas nas instituições às quais dedicou sua vida não tenham sido tão profíquas quanto esperávamos.

Mesmo assim, as memórias compartilhadas trouxeram à tona relatos emocionantes, que evidenciam a dedicação do Coronel Octayde à educação e seu papel como mentor exemplar. Muitos ex-alunos relembraram não apenas o conhecimento técnico que adquiriram, mas também as lições de vida que levaram consigo, reforçando valores fundamentais como a disciplina, o respeito e a perseverança.

Além disso, ao mergulharmos nas histórias pessoais e coletivas, conseguimos captar o espírito de uma época vibrante e cheia de nuances. Os anos 70 e 80 foram um período de efervescência cultural e política, onde ele se destacou como um agente de mudança, moldando não apenas cidadãos mais bem preparados, mas seres humanos engajados e conscientes de seu papel na sociedade.

O livro, portanto, se propõe a ser mais do que uma biografia; é uma ode à educação e ao legado duradouro de um homem que, através de sua paixão pela instrução, deixou uma marca indelével na comunidade cuiabana. Através de suas páginas, os leitores poderão não apenas conhecer a história do Coronel, mas também refletir sobre a importância da educação como instrumento de transformação social e pessoal. A pesquisa, que começou com uma simples intenção, convergiu para um projeto que celebra a memória, a cultura e a esperança de um futuro melhor.

O trabalho foi se transformando ao longo do tempo, e a ideia de incluir depoimentos no livro se revelou uma decisão acertada. Os relatos não apenas enriquecem a narrativa, mas também revelam a profundidade das relações que as pessoas tinham com esse homem, que continua a tocar nossos corações quando mencionado. As emoções expressas nos depoimentos trazem uma dimensão pessoal e íntima à história, permitindo que os leitores se conectem de maneira mais intensa com a figura central da obra.

Além disso, a pesquisa nos levou a descobrir uma variedade de documentos que ele produziu, tais como: palestras, aulas, artigos, crônicas e declarações. Essas peças informativas, somadas aos testemunhos de terceiros, criaram um panorama abrangente sobre sua vida e legado. Os leitores terão a oportunidade de perceber como a combinação desses depoimentos e documentos não apenas complementa, mas também ilumina aspectos fundamentais da trajetória do Coronel.

O resultado é um conjunto inesquecível de relatos e informações que não apenas merecem ser preservados, mas também compartilhados. Ao disponibilizá-los, estamos honrando a memória e oferecendo ao público uma visão rica e multifacetada de sua vida e impacto. A relevância dessa coletânea é indiscutível, e é com grande satisfação que a apresento, certo de que ela tocará e inspirará muitos.

A quantidade de fotos anexadas pode, à primeira vista, parecer excessiva, mas a família considera ser essencial mostrar não apenas os alunos e a escola, como também destacar os eventos que marcaram a trajetória do Coronel Octayde e da própria ETF-MT naquele período. Essas imagens são uma forma de fazer com que todos se sintam parte das histórias que moldaram essa instituição e a vida de tantos alunos, professores e funcionários.

O livro também representa um resgate histórico. Com 34 anos desde o falecimento do Coronel e 57 anos de um passado riquíssimo, é uma oportunidade única de reviver memórias e laços que foram construídos ao longo de 18 anos em que ele esteve à frente do Departamento de Ensino da instituição. Seu lançamento será uma oportunidade para reunirmos pessoas que compartilharam aquelas experiências, relembrar os momentos vivenciados e as amizades construídas.

Portanto, essa homenagem transcende a figura do Coronel; ela é uma celebração do espírito da ETF-MT e de todos que por ela passaram. Através deste livro, buscamos não apenas recordar, mas também reafirmar a importância da educação, da amizade e das memórias que nos unem. Que este registro se torne um legado, um tributo ao passado e uma inspiração para o futuro.

O livro está pronto, editado e sendo impresso para publicação. Assim, no dia 24 de abril próximo, a partir das 18h30min, no Salão de Eventos do CDL – Clube de Diretores Logistas de Cuiabá, na Avenida Getúlio Vargas, esquina com a Rua Marechal Deodoro, será feito seu lançamento, para o qual contamos com a presença de familiares, alunos, professores, amigos e admiradores.

IMPORTANTE: O acesso ao estacionamento para veículos será feito pelo portão localizado logo atrás, na Rua Candido Mariano.

Com a cara e a coragem

Toda inclusão causa efeito e, com isso, consequência, para o bem ou para o mal. Esta é a principal razão pela qual a competência deve estabelecer a norma, a razão, e não apenas consideração. Exemplos disso se encontram em todas as atividades humanas, assim como naquelas referentes ao reino animal, onde, de maneira ainda mais determinante, quem não tem competência – no caso, força – não sobrevive, tampouco se estabelece.

Nos esportes, em um bom exemplo, a competência é adquirida com muito treino. O talento, sendo um ingrediente nato, é uma vantagem real, mas não basta; ele precisa ser complementado, lapidado seria uma melhor explicação, com muito treino e, por que não, investimento. De outra forma, haverá considerável chance de esse dom natural ser mal aproveitado, quando não perdido.

Seguindo nos exemplos, cabe tratar daquele onde deveria haver a busca pela excelência na formação do aluno, de modo a que lhe seja proporcionada a condição necessária para buscar qualidade de vida. Pois bem, é lá, exatamente onde deveria haver cobrança nesse sentido, que vemos famílias desorientadas a exigir que seus filhos passem de ano, como se estar na escola para aprender fosse um compromisso informal, do tipo basta a presença física (muitas vezes nem isso), já que a nota de desempenho por conhecimento passou a ser substituída por percentual de aproveitamento, não mais pela média nas notas de aprovação nas disciplinas ministradas. O importante é passar o aluno de ano, senão ele poderá ficar abalado, frustrado, até revoltado, com a inconcebível reprovação. Inverte-se, assim, causa e efeito, afinal a causa é o não aprendizado e o efeito a ignorância, no sentido de má formação intelectual.

Os países que, como o nosso, ainda estavam no rol dos subdesenvolvidos nas décadas que se seguiram após a Segunda Guerra Mundial, passaram por processos inversos ao que nos foi apresentado como metodologia de ensino, por isso conseguiram evoluir e fazer parte do grupo entendido como de países desenvolvidos. Já nosso pífio resultado, bem, este não merece receber qualquer aprofundamento, porque seria desconfortável para os que enaltecem Paulo Freire e implementaram sua metodologia nas décadas que se seguiram desde sua adoção até hoje.

Graças a ela, nossa participação nos rankings sobre qualidade de conhecimento na educação, desenvolvimento intelectual e cognitivo são alarmantes em todos os sentidos. Isto se referindo ao ensino de base, aquele que deveria preparar os jovens para os cursos superiores, onde o acesso também deveria ser rigorosamente medido pelo grau de conhecimento e pela capacidade de compreensão do estudante em relação ao seu próprio desenvolvimento e, por consequência, ao de sua família, sua comunidade e seu país.

Onde refletem os efeitos danosos dessa situação? No acesso ao mercado de trabalho, nas oportunidades de galgar posições salariais compensatórias, no preparo adequado ao empreendedorismo tão em voga nos dias atuais e em outras tantas oportunidades que, queiramos ou não, vão exigir conhecimento, competência e desempenho.

A substituição dessas qualificações por métodos não ortodoxos de evolução das pessoas tem limite, e esse limite começa a ser considerado exatamente na hora em que o jovem chega à rua, na estrada da vida ou, como dizem os mais antigos, somente com a cara e a coragem, sem ter outra coisa a oferecer senão a si mesmo.

Nada estabelece uma pessoa, senão ela mesma. Ser beneficiado com mecanismos que buscam elevar o patamar sociológico do indivíduo como forma de compensação pode até ser justo sob esse ponto de vista – o social – devido à incompetência do Estado em formar seu cidadão. Neste caso, é compreensível o entendimento inverso por parte do pretenso beneficiado, afinal, para ele, tudo o que vier como o que ele entende ser recompensa é justo e bem-vindo, entretanto a reposição do que entende lhe era devido por direito, somente beneficia o próprio Estado, vez que, através deste subterfúgio, passa a enganosa imagem de benemérito, quando na verdade é o algoz.

Políticas inclusivas geralmente vêm pintadas de cores vibrantes e variadas, eivadas de retórica e nutridas de intenções reparadoras. No entanto, pouco valem se não vierem acompanhadas do necessário reconhecimento por recorrentes e cumulativos erros, inclusive um necessário e intempestivo “mea culpa”, além de mudanças quali-quantitativas em relação aos processos educacionais básicos, regulares e superiores em vigor. De nada adianta o discurso político inclusivo, porque é exatamente dele que os jovens, nossas esperanças de um futuro melhor, recebem o letal veneno da ignorância ministrado em doses homeopáticas, o que, com o passar do tempo, poderá nos levar à ruína.

Movimento conservador

Não escrevo este texto como um questionamento sobre o momento que estamos vivendo. Em vez disso, farei um desabafo. Faço isso porque qualquer pergunta, neste momento, ensejaria a abertura de uma acalorada discussão que, por mais saudável e pertinente que fosse, não atenderia ao meu objetivo, que é o fortalecimento do movimento conservador que renasceu alguns anos antes das eleições de 2018. O movimento mostrou ao mundo que esse sentimento estava apenas adormecido, latente, mas que reviveu, foi ressuscitado naquele ano, continua firme e cada vez mais forte entre nós.

Sim, porque naquela ocasião não tivemos uma eleição, mas uma reação ao que vinha ocorrendo no país, ano após ano, com os governos de esquerda, os tais progressistas, em sua sanha por eternização no poder.

Todos nós sabemos o que aconteceu de lá para cá graças à falta de coesão e ação política da direita remanescente, situação que ficou letárgica por 30 anos, desde a promulgação da Constituição de 1988, a tal constituição cidadã (será ainda?), abafada pela falta de lideranças políticas realmente conservadoras e pela covardia de políticos que, enganosamente, se apresentavam como sendo de direita. O que recebemos deles em troca de nossos votos foram “cachos de banana”. Ao contrário do porquê e para que foram eleitos, vimos somente a busca pela realização de seus interesses pessoais, barganhas sinistras e benefícios escusos. Mas foi ainda pior, porque vimos nossas aspirações serem colocadas de lado, em detrimento das máximas razões que determinam os objetivos conservadores, quais sejam: a família, a moral, os bons costumes, a educação como ferramenta fundamental ao desenvolvimento da cidadania, a segurança como instrumento de proteção e, principalmente, a liberdade de ir e vir, de pensamento, expressão e credo serem desconsideradas.

Peço a todos que, porventura, lerem este texto, que se lembrem do que nos foi ensinado sobre integridade e honestidade; sobre ser brasileiro em essência e conteúdo, posto que a essência é nossa natureza básica e conteúdo é o que preenche nossa determinação em reagir com perseverança contra o mal. Peço que vejam no desconforto estampado em cada rosto que encontramos, no tom das vozes que ouvimos clamar por justiça, no abatimento e no desânimo exposto em cada pronunciamento que se refere à catástrofe que está por vir caso continuemos entregues ao desmando, à sede de vingança e ao globalismo inconsequente, este último um movimento político cuja pretensão é desestabilizar as soberanias nacionais para implantar um dirigismo único no mundo.

Não, minha gente, não há entre nós quem não tenha vivido essa mesma sensação de frustração ao se dar conta de que nosso país, nossa nação, nossa pátria, aos poucos, está deixando de existir vez que submetida ao descaso pela exacerbação progressista do governo assumidamente comunista que aí está, bancado e sustentado por “terceiros poderosos”, e que enche o peito para bradar aos quatro cantos que tomou o poder.

Para terminar, gostaria de propor a continuidade do esforço conjunto levado adiante até agora aos trancos e barrancos, chicanado e censurado, no sentido de manter acesa a chama que reacendeu em 2018, para que as sementes plantadas naquela ocasião permaneçam vivas e que as raízes por elas fincadas continuem a ser nutridas pelo adubo do bom senso e da resiliência de maneira que a árvore da esperança se torne cada vez mais forte e frondosa; que frutifique e produza novas sementes para continuar a multiplicar-se eternamente; e que essas germinem convenientemente protegidas para que reproduzam e deem bons frutos.