É verdade! Mas qual verdade?

Qual é a verdade que vilipendia a liberdade em nome de uma ideologia agressiva e opressora ao condenar inocentes?

Qual é a verdade que não vê verossimilhança em atos anteriores que, da mesma forma, profanaram as sedes dos poderes da República (2006, 2013 e 2017) e até feriram quem as defendia, diferentemente do que aconteceu em janeiro de 2023?

Sim, diferente, porque previstos e, portanto, passíveis de impedimento, uma vez que antecipadamente conhecidos pelo governo empossado através de suas forças militares e serviços federais de inteligência, como já demonstrado.

Mas houve coisa pior: os acusados viram, juntamente com a população brasileira, sumirem ou serem desconsideradas as imagens das outras câmeras espalhadas pela Esplanada dos Ministérios e interiores dos prédios públicos invadidos, provas cabais de todos os acontecimentos do fatídico dia 8 de janeiro de 2023. Câmeras que mostram o antes, o durante e o depois, ou seja, a verdade.

Que dizer então do espetáculo político-narcisista apresentado pelo Canadá, Inglaterra, Austrália e França, que passaram a apoiar o Hamas e se afastar de países aliados, vide Israel?

A razão deste fato, politicamente justificável para alguns, aqueles que agora têm o futuro ofuscado pela ideologia progressista, está no aumento do contingente de eleitores “estrangeiros”, para não ser específico, em seus países.

Percebe-se agora, talvez tardiamente, que esse expressivo e descontrolado crescimento já está a ponto de decidir as eleições dos países que inocentemente os receberam. Exemplos disso não faltam, existem vários, com destaque para a prefeitura de Londres.

Agora, tardiamente, alguns desses países e outros da esfera europeia buscam a recuperação da identidade nacional em manifestações explícitas de desacordo, mas que se esvai entre os dedos, melhor dizendo, entre os votos do contingente de “eleitores estrangeiros”, certamente destinados a candidatos de partidos progressistas, que defendem o fim das identidades nacionais, ou seja, o fim dos países autônomos, da família tradicional, da liberdade religiosa e por aí vai.

“Não olhem para cima.”

Essa frase, em suma, é a síntese de um dos discursos proferidos na cerimônia de entrega do honroso título de Cidadão Mato-grossense, realizada em 15 de setembro de 2025, na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso. Infelizmente, foi esse mesmo raciocínio retrogrado que invadiu nossas instituições e, com isso, o país.

Ao ouvir a longa fala, diferente das usadas no púlpito apenas para agradecer a honraria e cujos pronunciamentos foram todos, sem exceção, sucintos e diretos, tivemos que escutar um discurso bem urdido, que visava apresentar a intenção política do agraciado. Escondida por trás de uma “cortina de fumaça” de números, percentuais e previsões, a fala buscava justificar algo que não fazia sentido naquele momento: as políticas de um governo que, em sua essência, tem o ranço incontestável de tentar desacreditar os esforços do governo anterior para justificar seus próprios erros.

Houve certo detalhe nas palavras proferidas, uma sutil referência temporal a um período de dois anos e meio, que só poderia estar sendo mencionado para citar o desastroso governo atual. Algo descabido, visto que o evento não era político, apesar de ocorrer no plenário da Casa de Leis. Esse tipo de homenagem é um reconhecimento somente a pessoas, e não a cargos, funções ou posições político-partidárias.

Enfim, para ser objetivo, da frase sobre não olhar para cima – clara referência ao norte das américas – foi, inequivocamente, dirigida ao país bastante desenvolvido lá localizado.

Tendo praticamente a mesma idade que o nosso, a partir de suas ocupações por europeus, o mundo desenvolvido da época, ele tomou outro rumo e se tornou uma potência. Esteve envolvido em todas as guerras mundiais e regionais e, mesmo de suas derrotas, soube tirar proveito e benefícios estratégicos, como se vê através de seu desenvolvimento econômico, tecnológico, civil e militar. Estão aí o GPS, os computadores e tantas outras inovações que nos atendem, independentemente da opinião dos que se beneficiam e mesmo assim discordam.

E tem mais: para quem não sabe, a Rússia, a Europa, quiçá o mundo, teria sido dominado pela Alemanha sem o suporte e os armamentos americanos. Os chineses, por ele libertados, ainda estariam “vendendo o almoço para comer a janta” sem os investimentos e a política de apoio empresarial iniciada pelos Estados Unidos, que sim, se valeram da mão de obra desqualificada, portanto barata, fruto inequívoco da retroação do governo comunista. O Japão, no pós-guerra, recebeu o maior investimento per capita feito pelos Estados Unidos em um país derrotado. Vejam o que aconteceu com a Alemanha Ocidental e a França, que foram libertadas e apoiadas financeiramente por eles. Aqui, citando alguns fatos que não são boatos ou fake news (notícia falsa, em bom português).

Então pergunto: para onde olhar, se o objetivo é o crescimento, o desenvolvimento? Para o próprio umbigo? Para a China, a Venezuela, Cuba, Rússia e Coreia do Norte? Pensando bem, a Coreia seria uma boa opção. Refiro-me à do Sul, um país que, de subdesenvolvido ao nível do nosso em meados do século passado, deu certo ao adotar um programa exemplar de ensino, desde o destinado às crianças até aos jovens e adultos. Um país que investiu em infraestrutura, desenvolvimento tecnológico e evoluiu para o que é hoje, um exemplo a ser seguido.

Por isso, “não olhar para cima” é uma sugestão incompreensível, para quem precisa parar de olhar para baixo na geopolítica mundial.

Um agradecimento especial.

Meu pai, José Afonso Portocarrero, foi daquelas pessoas que não se encontram facilmente. Inteligência e perspicácia eram predicados que se somavam à sua personalidade ímpar, tamanha a capacidade que possuía de reagir rapidamente aos desafios que encontrava no extenso tempo em que nos deu a bênção de sua presença. Papai faleceu aos 97 anos, lúcido, não sem antes deixar um legado de realizações invejáveis no que se refere à arte de gerar benefícios em todos os lugares por onde esteve e às pessoas que encontrou pelo caminho.

O que me faz falar mais uma vez sobre ele é uma gravação recebida, na voz de um amigo, que trouxe à tona a saudade dos momentos que tive, ou melhor, – que muitos dos que o conheceram e se lembram de sua essência extraordinariamente positiva, fruto de um trabalho que incluiu características reconhecidamente marcantes como a dedicação, a honestidade e competência.

Na mensagem, a pessoa cuja amizade também passou a ser desfrutada por mim e meus irmãos fala sobre a forma como se conheceram e da consideração que desenvolveram — um pelo outro — com o passar do tempo.

Esse futuro amigo da família, um ser humano de personalidade marcante e com idade para ser seu filho, fez um trabalho de auditoria contratada tão eficiente que culminou com o convite de meu pai, em 1978 — na época, Presidente do BEMAT — para que aquele jovem assumisse o cargo de Diretor Executivo do Centro de Assistência Gerencial do Estado de Mato Grosso (CEAG/MT), ligado ao CEBRAE NACIONAL — Centro Brasileiro de Apoio à Pequena e Média Empresa, uma instituição do setor público. Cabe ainda esclarecer que, a partir da Constituição de 1988, devido às novas condições de atuação (1990), a instituição passou para o setor privado, já como Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE/MT).

Poucas vezes ouvi palavras tão carinhosas e, certamente, verdadeiras sobre como a amizade e o respeito mútuo entre eles começaram e permaneceram vivos.

É uma pena não ter recebido essa emocionante mensagem antes de publicar meu livro, Sementes de Meu Pai. Se isso tivesse acontecido a tempo, a história certamente faria parte das lembranças lá existentes, e suas palavras ficariam transcritas entre aquelas deixadas por filhos, amigos e parentes nos preâmbulos da publicação.

Em agradecimento ao Administrador de Empresas José Guilherme Barbosa Ribeiro.

PS – Até 1998, o CEAG-MT esteve vinculado ao governo do estado de Mato Grosso através do BEMAT.

Bons tempos, aqueles dos médicos de outrora.

Para algumas pessoas, quando nos referimos ao passado comentando hábitos do presente, há motivos que justifiquem contrair o rosto e até revirar os olhos, isso quando não disparam um incontido “aff”, e nos chamam de conservadores saudosistas.

Pois então, esses, certamente são jovens, moços, como diria o professor, Coronel Octayde, em suas famosas “exortações” aos estudantes nas formaturas da antiga ETF-MT.

Mas como não se referir ao passado com saudade, nós que tivemos a graça de vivê-lo em plenitude? Como não lembrar das conversas tranquilas dos fins de tarde, desassustados dos estranhos que hoje em dia rondam as calçadas onde ainda ontem, no dizer antigo de medir o tempo, estávamos proseando ou dando voltas na Praça Alencastro da Cuiabá de outrora, após as missas nos domingos.

Tempo em que uma ida ao médico significava ser revirado ao avesso, mesmo que para lá tivéssemos ido para consultar sobre uma dor esquisita ou levar uma criança reclamona, para saber se não estava na hora de passar um vermífugo. Exemplos deles foram os Drs. Silvio Curvo, Epaminondas, Vinagre e Artaxerxes – estivessem vivos, seriam testemunhas -, aqui citando apenas alguns, os mais próximos da família. Estes faziam exames clínicos quase completos só com os olhos, o tato e a observação.

Exames complementares mais apurados, eram relativamente raros, só solicitados quando realmente necessário. Época em que era comum irem até as residências dos pacientes. Isso sem falar, que dos mais carentes sequer cobravam a consulta, bastavam um cafezinho da hora, um dedo de proza e um aperto de mão.

Consultar o dentista então, no surgimento de uma dor de dente, era quando o doutor especulava sobre tudo, desde o que a gente comia, como e quantas vezes escovava os dentes no dia, indo até o que púnhamos pra fora. Depois, cutucava tudo com os olhos fixos naquela haste que tinha um espelhinho na ponta, a procura de cáries, mexia nas gengivas, olhava a língua e demais partes, verificando aftas e ou outras enfermidades bucais. Era assim, com os doutores Coronel Torquato, Altair, mais conhecido por Tií, Vasquinho Palma, Manelito Granja e tantos outros que já se foram ao merecido descanso eterno.

Como não dizer: bons tempos, aqueles de outrora. Hoje em dia, guardadas as conhecidas excessões, e são várias, só não cabe cita-las para não ferir suscetibilidades, há cada vez mais especialidades, o que acaba por levar o paciente não só a um doutor, mas a vários, todos respaldados em exames laboratoriais elaborados pelas maiores, mais complexas e capacitadas empresas do ramo.

Tempos modernos, estes sim bons tempos, outros dirão. Certamente baseados em fatores essenciais, até imprescindíveis, considerados os avanços científicos e a ajuda substancial da Inteligência Artificial à medicina.

Não há como discordar dessa realidade alvissareira, mas sim complementa-la em dois aspectos, a necessidade do bom senso, que é agir com lógica e razão, e a sensibilidade, ou seja, o ato de sentir e se emocionar, características humanas que jamais poderão ser substituídas nas relações profissionais entre médicos e pacientes.

A realidade no teatro das vaidades

Parece que nossas autoridades ainda não perceberam que a vaidade não tem lugar na realidade, principalmente aquelas cujas narrativas estão derretendo tão rápido quanto gelo em chapa quente.

Sim, algumas autoridades cujas “narrativas” (versões que elas contam sobre si mesmas ou suas ações) estão perdendo credibilidade rapidamente. Daí, a comparação com “gelo em chapa quente” ser cabível e usada propositalmente, com o objetivo de mostrar como algo ignóbil pode derreter ou desaparecer rapidamente quando exposto a condições adversas, ou seja, à verdade, que a realidade, cedo ou tarde, joga na cara de quem “constrói narrativa”.

Quando uma autoridade age com base na vaidade, perde a credibilidade. Isso acontece porque a realidade – nua e crua – não confirma seu “discurso”.

O que sucede (desde então) em atos sequenciais nesse teatro de vaidades a se apresentar como uma opereta ridícula, que mais parece uma ficção de cunho progressista agindo na tentativa de se mostrar inovadora, revolucionária mesmo, uma espécie de “vanguarda pós-constitucionalista de esquerda”, vez que, extemporânea, reinterpretam como querem o que foi escrito e promulgado em 1988.

Assim, tal como engendrado no longínquo passado pelo Sinédrio, quando um outro preso foi libertado (ou descondenado), como queiram; agora, consideram tais vaidosos, é hora de uma crucificação (condenação).