STF – A derrota da honestidade na vitória da impunidade.

É o que temos para lamentar em um país onde a soberba do STF ou melhor, da maioria de seus membros, é comemorada pelas máfias do colarinho-branco e políticos corruptos juntamente com seus advogados ao mesmo tempo em que é lastimada pela desolada e agora ainda mais desprotegida população brasileira.

Como ter esperança de restaurar a prisão em segunda instância através do legislativo, aparentemente a última trincheira pacífica frente essa infâmia contra a ordem e a segurança do país, se em última análise suas duas casas têm se unido ao judiciário na defesa de seus mesquinhos interesses comuns e troca de favores quando a própria causa hoje perdida é uma das bandeiras de muitos, senão da maioria de seus repugnantes membros.

E pensar que a teimosa ignorância política ainda elege e nomeia gente assim para cuidar dos interesses do país.

O dia 7 de novembro de 2019 ficará na memória de todos como a data em que o judiciário traiu sua missão em favor daqueles que hoje estão presos por crimes contra o país e por agirem contra o próprio ordenamento jurídico que aprovaram pelo mesmo número de votos a três anos.

Dos tronos supremos de onde não só interpretam a constituição a seu bel-prazer como também alimentam seus egos a ponto de debochar do executivo e das instâncias judiciárias inferiores com palavras de baixo calão, sorrisos sarcásticos e brindes asquerosos pela vitória na derrota que impuseram a seu próprio país olham para nós como se fôssemos seres inferiores.

Hoje decretaram que neste país ser honesto passou a ser sinônimo de idiota porque o crime quando não compensar será inimputável por recursos e outros subterfúgios legalizados.

Belo recado estão dando ao mundo sobre a segurança jurídica de um país que tanto necessita dela. Aliás, as consequências já se avizinham e parecem cronometradas com as movimentações de radicais socialista e comunista inconformados com as derrotas que sofreram nas últimas eleições e com a prisão de seus líderes.

Os caminhos para a desordem e as ações terroristas que acontecem nos países vizinhos onde também foram derrotados foram pavimentados só falta serem percorridos e isso fatalmente acontecerá de uma forma ou de outra, seja pela libertação de presos, seja por decidirem mantê-los onde estão.

De qualquer forma corrigir essa desgraça pelos caminhos legais será demorado porque as chicanas serão de difícil transposição já que os seis soberanos ministros da discórdia tentarão manter abertas as portas do inferno enquanto lá permanecerem.

O que importa a quem se importa com nossa produção?

Nessa seara da desinformações propositais em relação ao Brasil da qual se utilizam pessoas e mídias que trabalham contra o governo algumas das mais esdrúxulas são aquelas relativas a alguns países que importam nossa produção.

Vá a qualquer país europeu, veja com seus próprios olhos e sinta em seu bolso. Sim, porque você precisará estar preparado para gastar absurdamente para comer qualquer coisa que seja oriunda ou não de países produtores de matérias primas como nós.

Me refiro primeiro as coisas simples como banana, abacaxi ou melancia, imaginem então o que seria da jabuticaba tão exótica e particularmente nossa que sequer ouviram falar, para citar apenas algumas frutas tropicais. Agora pense em outros alimentos básicos de qualquer dieta tais como verduras, legumes, carne e massas, aí então a coisa pega mesmo. Digo isso porque nada que se refira a essa necessidade fundamental à vida que se chama alimentação é barato naquela parte do mundo.

Pode até ser fácil achar um restaurante ou lanchonete, mas prepare-se para se conformar com um sanduba básico de pão, queijo e presunto porque esse aí sozinho custa 5,5€ (algo em torno de R$ 25,00), se quiser uma latinha de coca-cola vais precisar de mais 4,0€, mais R$ 18,00 ou seja, R$ 43,00 para comer mal.

Uma refeição com arroz, feijão, batata frita, um bife (pequeno) e uma bebida (só uma) não sairá por menos do que 40,0€ ou algo em torno de R$ 185,00.

Daí a pergunta: O que importa a quem se importa com nossa produção?

Bem, para responder a isso é fundamental começarmos o raciocínio por verificar alguns dos produtos de quem importa para saber a razão pela qual tanto desqualificam quem produz o que importam.

Confuso não é mesmo? Mas é isso mesmo, melhor dizendo, a intenção deles é essa, confundir.

Veja a beleza e a perfeição das frutas e legumes europeus admire o enorme e suculento pêssego, a maçã, o tomate, a abobrinha e as verduras em geral. Lindos, parecem ter tido uma pessoa em particular cuidando de cada um, principalmente em sua defesa contra pragas e a falta de nutrientes não é mesmo?

Então, lá eles utilizam os chamados adubos químicos e defensivos agrícolas. Toneladas desses produtos são usados por agricultores europeus, eles estão entre os que mais os utilizam no mundo e perdem somente para os de países do Oriente, mas quando se referem aos alimentos produzidos no Brasil a coisa fica diferente, neste caso aqueles mesmos defensivos agrícolas e adubos químicos passam a ser chamados de agrotóxicos e a fazer mal à saúde, argumentos pelos quais tentam impedir sua entrada na Europa.

Se a mesma estratégia aplicam às commodities agropecuárias que produzimos imaginem então o que farão para impedir a entrada de alimentos processados e produtos industrializados oriundos das terras tupiniquins.

Por agora e uma vez vencidas as primeiras barreiras com o encaminhamento do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia surge então a floresta amazônica brasileira como o grande argumento europeu contra o Brasil. Essa mesma floresta que lá já não existe mais, destruída que foi por suas guerras e pela ganância dos povos que lá habitam.

O mais desconcertante é que são grupo e empresas majoritariamente europeias que estão a explorar a Amazônia até agora, até porque em seus países não existem mais as matérias primas para suas demandas. Agem da mesma forma na Ásia e na África, mas o concorrente potencial está aqui e já deu mostras que vai ocupar e controlar o espaço que era exclusividade de ONGs e “outras instituições estrangeiras”, então…

E tem gente no Brasil que acredita e defende essa grande mentira ou, em outras palavras, não aceita a verdade só porque ela é brasileira e contemporânea.

Até o Papa entrou nessa, imaginem…será porque além de argentino o Banco Vaticano tem lá seus interesses e também defende os de seus clientes especiais.

Pois é!

Vá a Roma, veja o Papa e muito mais…

Faça uma visita a Roma e vá ao Vaticano. Fique maravilhado e ao mesmo tempo confuso com a religiosidade dos ambientes por onde passar e sua explícita relação com o comércio que lá existe.

Se possível passe também por Londres, Paris ou qualquer outra cidade do mundo. Verifique esta mesma relação em igrejas, museus, praças, ruas e veja como a religião católica explora o comércio dentro de suas instalações e em seu entorno.

Não se pode generalizar e afirmar que em mesquitas, outros templos e igrejas de outras religiões aconteça a mesma coisa, mas sua fé ficará ao mesmo tempo reforçada pelo que será visto e abalada pelo contraste existente entre crer em Deus e a exploração comercial de sua adoração.

A fé e a esperança que as pessoas demonstram ao se dirigirem àqueles locais são exploradas em quiosques e lojas dentro e fora de lugares sagrados tanto quanto em seus museus, o que remete ao ambiente que foi encontrado por Jesus quando de sua visita ao templo de Salomão ocasião em que Ele ficou tão decepcionado com o que viu que jogou produtos e moedas dos exploradores do templo ao chão na intenção de expulsa-los.

A religião é um negócio ou o negócio é uma religião? Fica a dúvida na cabeça de quem é movido pela crença em Deus.

Desolador ver como essa igreja passou a conduzir a religião com objetivos que contrariam sua razão de existir ou seja, com a exploração da fé e da esperança na salvação da alma. É como se fosse possível usar do mesmo trigo que fez o pão que Jesus dedicou a Deus o partiu e deu a seus discípulos para também vender o que dele restou à peregrinos e devotos.

A Igreja Católica Apostólica Romana parece estar cada dia mais afastada de seus fiéis, tanto que hoje em dia seus sínodos, campanhas e homilias não tratam mais dos fundamentos cristãos, da catequese e da difusão da religião pelo mundo. A doutrina atualmente adotada tem clara opção política e postura profana em relação aos 10 mandamentos que regem seus compromissos com Deus.

“Meu Deus, acolhei as nossas súplicas, ilumina nossos caminhos e guia nossos passos”.

A principal diferença entre ficção e realidade é a verdade.

Esta parece uma frase piegas, mas não é. A palavra verdade é o substantivo mais usado pelo atual governo para firmar sua principal característica. Em outras palavras, a mentira não é mais um instrumento empregado para cooptar o povo brasileiro e enganar outros países.

Os governantes que faziam de conta que respeitavam, faziam de conta que educavam, faziam de conta que protegiam, faziam de conta que cuidavam da saúde foram afastados pelo voto do povo dando lugar a uma nação que acordou do pesadelo torturante que a atormentou por anos a fio e que ainda deixa atordoadas as pessoas que não aceitam que a verdade passou a prevalecer sobre a mentira.

O campo minado que se atravessa a cada passo que se dá sobre as áreas devastadas pelos governos anteriores tem dificultado o esforço do governo, mas nada que possa impedir seu avanço nos setores prioritários de seu Plano. É isso mesmo, seu Plano de Governo existe sim e está em pleno curso e vigor apesar das inúmeras tentativa de boicote interno e externo para desacredita-lo.

Exemplos disso são o Senado, a Câmara dos Deputados e alguns Ministros de tribunais superiores que fazem cena para a mídia quando cobram a existência desse Plano. Tivessem eles a intenção de fazer algo em favor da harmonia entre os Poderes da Republica bastaria assumirem que têm conhecimento do documento, o qual com certeza todos leram, mesmo que só para criticar.

Não os elegemos para isso, mas tudo indica que entre seus objetivos desgastar o Executivo é consenso e prioridade (alguns até já assumiram isso). Os porquês dessas atitudes estão cada vez mais claros para todos os brasileiros.

O resultado dessa forma dissimulada de combater o governo quando deveria ajudar muito contribui para que o país permaneça dividido, tanto que alguns brasileiros têm a desfaçatez de declarar apoio à intervenção internacional na Amazônia Brasileira e querem que Bolsonaro saia, em atos tão hipócritas quanto contraditórios vez que é exatamente para defender nossa soberania sobre a região que o Executivo continua lutando sozinho contra tudo e contra todos sem que o Legislativo e o Judiciário se manifestem formalmente contra os ataques à soberania nacional, covardes que são por puro medo de mais desgastes perante a opinião pública.

O fato esclarecedor sobre as manifestações encenadas no Brasil e exterior sobre as queimadas anuais que assolam a região Amazônica é a confirmação de que entre os que incitaram a pequenez dos desajustados que assim se manifestam estão aqueles e aquelas de sempre ou seja, a troupe da esquerda festiva que fugiu do caos que o PT implantou no país enquanto corrompia pessoas, instituições e desgraçava o país.

Quando a esmola é grande desconfie da “bondade”.

As legislações ambiental e de defesa animal brasileiras são das mais conservacionistas, exigentes e duras do mundo. Aqui o percentual de área de reserva em propriedades rurais é maior que em qualquer um dos países que nos criticam, não existem temporadas de caça a animais e aves, nem pesca de espécimes em risco de extinção.

Pois bem, alguém consegue explicar porque esses países não fazem o mesmo, tão pouco se interessam em aprender conosco vez que nossas legislações são mundialmente reconhecidas como das mais avançadas?

Então, já que a vegetação e os animais estão legalmente protegidos parece ter restado a eles a duvidosa intenção de proteger a derrubada das árvores e fiscalizar garimpos, ambas atividades financiadas pelo interesse de grupos estrangeiros. Por outro lado, nossos índios são cidadãos brasileiros e como tutelados estão legalmente protegidos, razão pela qual todos, mas todos mesmo, estão impedidos de qualquer ingerência sobre eles e sobre as áreas de reserva onde vivem sem que para isso tenha autorização legal, imaginem então no que se refere a eventual atuação de estrangeiros.

O que sobra para ser “vigiado” por ONGS travestidas de atividades humanitárias e institutos de monitoramento são áreas propícias à exploração mineral e para a abertura autorizadas pelo Incra, além daquelas outras cedidas ao MST/associados, coisa que parece não lhes interessar mostrar.

Sobre sermos rigorosos demais com a interferência estrangeira em assuntos internos vir a prejudicar nossas relações internacionais, basta fazer cumprir as leis sobre atividades estrangeiras no país para “colocar os pingos nos is” e assim calar as campanhas contra a autoridade brasileira, principalmente aquelas articuladas por inimigos internos.

Todos nós sabemos quais são as intenções por detrás de tanto colaboração e subvenção gratuitas. Tanto que algumas já estão sendo desvendadas como é o caso da mineradora Hydro Cred, empresa norueguesa que lançava rejeitos nas nascentes amazônicas ou a também norueguesa Norwegian Norsk, a qual tem o governo da Noruega como principal acionista e que refina matéria-prima para produção de alumínio, cuja ganância poluiu com seus rejeitos as águas do Rio Pará e os mananciais que abastecem Barcarena, cidade onde está instalada.

Pois bem, ao que tudo indica as novas circunstâncias de controle ambiental fizeram com que a Norwegian Norsk Hydresta decidisse suspender suas atividades na região. Estranho, muito estranho não é mesmo? Faz parecer que as doações tinham objetivos nada conservacionistas.

Outra preocupante situação é a denúncia que circula nas redes sociais de autoria de uma bióloga da USP sobre interferências diretas de ONGs não brasileiras em uma reserva indígena Waimiri-Atroari localizada no norte do estado do Amazonas. Segundo ela, a Funai não tem controle de acesso vez que este é controlado por ONGs americanas em parceria com as de outros países fazendo com que os índios dessa reserva falem inglês, francês e outras línguas além da nativa, menos o português.

Será verdade ou é mais uma tentativa de atrapalhar as ações do governo federal na Amazônia Brasileira e ao mesmo tempo estimular o antiamericanismo de esquerda. De qualquer forma, se for verdade confirma-se assim a necessidade de colocá-los pra fora do Brasil.

Está ficando cada vez mais claro que o que querem mesmo são os frutos, substâncias e o subsolo da Amazônia. Com a floresta pouco se importam, tanto que as suas já não existem mais e não demonstram o menor interesse em recupera-las. Alguém já ouviu falar em planos de reflorestamento nas áreas ocupadas pela agricultura, vinhedos e outras atividades econômicas na Europa e nos Estados Unidos?

Quando a esmola é grande desconfie da “bondade”.

Afinal é medo ou falta de coragem?

Existem situações em que oponentes e adversários políticos parecem não aceitar a derrota e não se contentam apenas com atitudes que visem confrontar quem lhes venceu, querem sua destruição a qualquer custo.

Pois saiba que o que está escrito acima descreve algo que está acontecendo em meio a esse monte de bobagens a que somos obrigados a assistir diariamente se quisermos saber como andam as coisas em Brasília. Esta é a realidade que estamos vivendo através das contendas político-ideológicas que acontecem na Capital Federal desde a última eleição presidencial.

Ela passou a existir a partir do momento em que pessoas com medo de que um futuro diferente seja melhor que aquele que querem para o país continuaram a mostrar que não vão aceitar que estão erradas por absoluta falta de coragem de contrariar seus líderes ou pior, pelo fanatismo inconsequente.

Parece não existir nada mais difícil de aceitar que a própria incapacidade de se submeter a verdade por mais benéfica que ela seja para todos, principalmente quando esta se refere a temas político-ideológicos. Ai está a razão pela qual há medo nos derrotados e falta de coragem nos derrotistas de plantão que orbitam nas diversas esferas públicas. Certo é que continuam lutando, derrotados e derrotistas, para que o que está sendo corajosamente proposto para mudar o futuro do país não dê certo.

É ai que reside a principal falta de coragem, é isso que lhes falta para apoiar as prementes mudanças que se apresentam como necessárias e que só serão possíveis se deixarem de lado a extensa lista de armadilhas que plantam diuturnamente contra as medidas encaminhadas para aprovação.

Vejam bem, estamos falando de medidas enviadas para análise do legislativo, bem como à consideração do judiciário, mas não no intuito de submetê-los a resignadas aprovações e sim de dar-lhes a oportunidade constitucional e necessária para as competentes adequações.

Oportunidades estas que na maioria das vezes são convertidas em momentos de regozijo e deslumbre pela oposição destrutiva e por negociantes de ocasião pelas brechas para oferecer apoios condicionais. São nessas indigestas ocasiões que somos obrigados a dividir ainda mais nossas eventuais audiências entre as porno-novelas e programas alternativos com as chanchadas políticas apresentadas nos plenários e côrtes de Brasília.

Nessas ocasiões destinadas as teatrais encenações de sempre reúnem-se “nossos representantes” nas comissões, nas turmas e nos plenários para vociferar, xingar, maldizer, tripudiar e desconstruir tudo que se lhes apresentar o governo nas tentativas de melhorar sua condição de trabalho. Lá começam os cortes, recortes, remendos, inserções individuais e demandas corporativas que nada mais são que a transformação das propostas originais em ridículas peças substitutivas e sentenças condenatórias produzidas sob encomenda por assessorias subalternas a fim de massagear egos e mentes de eleitos e nomeados com medidas em desfavor do governo e consequentemente dos brasileiros.

Dai voltarmos a pergunta título deste artigo: É medo ou falta de coragem?

Todo dia é dia dos pais.

Quando temos a graça divina de vê-las nascer,

Quando estamos com elas nas manhas das manhãs,

Quando esperamos pacientes ou impacientes se arrumarem para ir a escola,

Quando as repreendemos pelo que aprontaram e temos que segurar o riso para bancar os durões,

Quando nos emocionamos nas milhares de vezes que as abraçamos seja para rir, chorar, lamentar ou comemorar as derrotas e vitórias,

Quando saem de casa para começar suas vidas ao lado de alguém ou simplesmente porque já são independentes,

Quando temos a bênção de vê-las criar suas crianças como nós as criamos, então temos a certeza de que todo dia é dia dos pais.

Marcelo – 12/08/2019

É preciso republicar nossa democracia

Passados sete meses das eleições ainda persistem dúvidas entre eleitores e eleitos sobre quais são seus papéis na vida do país.

Eleitores não conseguem se fazer ouvir por seus eleitos e eleitos não querem ouvir seus eleitores. Esta é a triste realidade que vivemos eleição após eleição quando se pretende que representantes e representados deveriam ter respeito uns com os outros.

Talvez seja por isso que desde o início da história do Brasil democrático e até agora continuemos a confundir sistema político com forma de governo. Aliás, essa confusão é típica em pessoas que não sabem a diferença entre as duas coisas a começar por seu mal uso graças aos abusos na mídia por pretensos “experts” em política e nos discursos dos “espertos” em politicagem.

Democracia é o sistema político em que os cidadãos elegem os seus dirigentes por meio de eleições periódicas. A palavra democracia tem origem no grego “demokratía” que é composta por “demos” que significa povo e “kratos” que significa poder.

República é a forma de governo na qual o povo é soberano, governando o Estado por meio de representantes investidos nas suas funções em poderes distintos. A palavra república vem do latimres públicaque significa coisa do povo ou coisa pública.

São sistemas que se complementam, mas que por si só não subsistem. Assim, para se configurar uma democracia não basta haver eleições justas, periódicas e transparentes se estas não forem a garantia de que os eleitos serão governos honestos, moralmente sóbrios e principalmente republicanos. Por essas razões nem toda república é democrática e nem toda democracia é republicana. Isto se deve ao fato de que aqueles são requisitos próprios de governos que respeitam a soberania de seu povo, que buscam a preservação da boa moral e onde os poderes constituídos sejam independentes e proativos.

Basta olhar para países como a República Democrática do Congo, para a República da Nicarágua ou mesmo para República Bolivariana da Venezuela para perceber a diferença entre estas e outras repúblicas verdadeiramente democráticas, dentre as quais podemos citar alguns países reconhecidamente neutros como a Suíça e a Dinamarca, onde respeitar os direitos de seus cidadãos, a existência de pluralidade política e valores humanos intrínsecos como a dignidade e a liberdade de expressão são preservados.

Embora existam outras formas de governo, desde a Proclamação da República nossa vocação sempre foi buscar a composição justa e perfeita desses dois sistemas, o que nos obrigou a passar por diversas experiências de governo, as quais muito pouco nos ajudaram a evoluir politicamente.

A realidade mostra que nosso atual sistema político se ancora em uma pretensa constituição cidadã onde os constituintes elegeram a si mesmos ou seja, a classe política, como a detentora dos maiores e mais seletivos direitos tornando-se por meio dos subterfúgios que constituíram os principais beneficiários do erário público.

Como não seria possível manter-se como a única estratificação do tecido social beneficiada trataram de trazer para perto de suas condições especiais os responsáveis pelo julgamento de seus atos, razão pela qual desfrutam com o judiciário os mesmos direitos e benefícios.

Não é difícil entender, mas esta parece ter sido a maneira com a qual nossos políticos garantiram a legalidade e a continuidade dos atos que continuam a praticar em benefício próprio.

Para nossa decepção cargos eletivos como vereador, deputado e senador tornaram-se profissões tão extraordinárias que se dão ao desplante de auto-conceder cada vez mais direitos, dentre os quais destacamos salários exorbitantes, altas aposentadorias, planos médicos e odontológicos, passagens, estadias e alimentação (inclusive para familiares) só para citar algumas das ilegalidades que passaram a usufruir após a benemérita (para eles) Constituição Cidadã.

Para republicar nossa democracia não bastará a consciência dos eleitores, será preciso que políticos eleitos e juristas revisem nossas leis e processo judiciais cortando os excessos que nos impuseram subsidiar.

Em uma nova tentativa de praticar a democracia de forma republicana reside a importância de recuperar a prioridade dos deveres de todos em relação a tudo, afinal o fato de sermos uma república deve significar que o Brasil é nosso, do seu povo.

É de um povo que coloque os deveres na frente dos direitos que o país prescinde, um povo que exija e promova o afastamento dos que deturpam suas funções e obrigações públicas. Só assim conseguiremos impedir que tão poucos continuem a ter muito e que tantos tenham tão pouco.

Mato Grosso – um olhar contemporâneo sobre a solução ferroviária.

Historicamente a ferrovia sempre foi uma luta política dos matogrossenses, especialmente para os cuiabanos. Este sempre foi o sonho da integração efetiva, segura e de baixo custo com os estados mais desenvolvidos do país e porque não dizer com o mundo.

A luta por sua realização remonta dois séculos atrás em período imediatamente posterior à Guerra do Paraguai, época em que a capital do estado estava isolada exceto pelas águas do sinuoso Rio Cuiabá. Uma desvantagem logística comparada a Campo Grande, cidade fundada após o fim da Guerra do Paraguai e localizada no centro-sul do então estado de Mato Grosso.

Com o passar do tempo a distância entre as duas cidades foi ficando ainda maior que as centenas de quilômetros que as separavam transformando-se de uma questão sentimental em ações e reações mais contundentes, até agressiva para os mais exaltados.

Passados alguns anos, foi implantada a ferrovia E. F. Itapura-Corumbá, (1908-1914) que por sua vez se interliga à primeira fase da ferrovia da Noroeste do Brasil em 1917 no trecho Bauru-Itapura, (o rio Parana separava as duas ferrovias) dizem que como forma de acalmar os ânimos divisionistas.

A outra justificativa, esta resguardada por elementos técnicos e políticos no âmbito nacional, mostra que na primeira década do século XX, mais especificamente em 1903, a empresa ferroviária Noroeste do Brasil foi autorizada a desenvolver um projeto para ligar a cidade de Bauru, no estado de São Paulo a Cuiabá, capital de Mato Grosso. Entretanto, por decisão de política externa a obra teve seu destino final modificado para Corumbá independentemente de sua viabilidade econômica, mas sim pela possibilidade de mais tarde ser interligada à malha ferroviária boliviana e dai por diante chegar ao oceano Pacífico tornando-se a primeira ferrovia a ligar o oceano Atlântico ao Pacífico na América do Sul, uma proposta tão ambiciosa que até hoje não foi concretizada.

Fosse uma ou outra a razão, a política divisionista existente no sul desde o final da Guerra do Paraguai nunca se abrandou, mesmo com a aceitação pacífica dos matogrossenses que habitavam o centro do estado sabendo que o ponto final do primeiro estudo sobre a implantação da ferrovia era Cuiabá. Dessa maneira, o ímpeto pela independência política do sul continuou vivo até 1978, ano em que uma conjugação de fatores políticos determinou sua realização.

Mesmo assim a divisão que inicialmente se configurou como um problema logo transformou-se em impulso desenvolvimentista para Mato Grosso muito embora o governo federal não tenha cumprindo os compromissos assumidos para a superação do período de transição que se seguiu, principalmente porque todo o passivo referente aos dois novos estados ficou para o ente desmembrado ou remanescente.

Tivesse aquela ferrovia vindo para cá naquela época, mesmo período da construção de outra ferrovia construída no antigo Mato Grosso, a Madeira-Mamoré, nosso desenvolvimento certamente teria sido outro. A implantação da ferrovia Madeira-Mamoré, conhecida como a ferrovia da morte, aconteceu entre 1907 e 1912 já no final do ciclo da borracha para atender a produção dos seringais da região noroeste do país entre Guajará-Mirim e Porto Velho de onde saia via rio Madeira para juntar-se à extração do látex mais ao norte, ambas retiradas através dos rios da Bacia Amazônica. Já a produção localizada do centro-oeste do estado era destinada a Cuiabá e daqui seguia via fluvial para Corumbá e daí em diante pela Noroeste do Brasil e rios da Bacia do Paraguai.

Para se ter ideia do que aconteceu no passado até meados de 1910 aproximadamente 40 mil toneladas de látex eram exportadas anualmente pelo Brasil. Como sabemos o país não fez parte da primeira revolução industrial (1760 – 1860) por motivos óbvios (ela se deu somente na Inglaterra) nem da segunda revolução industrial (1860 – 1900) por estarmos envolvidos na Guerra do Paraguai (1864-1870) e outras questões políticas. No entanto, permanecer durante o restante do século XX sem promover adequadamente a industrialização de nossa produção de commodities é no mínimo um disparate, como diriam os antigos cuiabanos.

Hoje Cuiabá continua a ser a capital de Mato Grosso, agora movido pelas condições que o tornaram moderno e eficiente em sua vocação pelo agronegócio. Nos falta ainda o que sempre faltou, políticas voltadas ao desenvolvimento contínuo dessa aptidão natural através da construção das condições necessárias ao processamento das matérias primas aqui produzidas se não no todo, mas em porção suficiente para gerar emprego para a população e renda ao estado.

É certo que precisamos buscar soluções para a exportação de nossa produção, mas não desenvolvermos alternativas para industrializa-la por aqui será outro disparate, um disparate inaceitável, até porque já existe uma movimentação em torno de 20 milhões de toneladas/ano de produtos diversos vindos via ferrovia do sudeste do país até Rondonópolis como carga de retorno, parte disso na forma de produtos que voltam para cá após serem processados e/ou industrializados em outras partes do país.

Se fizermos uma avaliação objetiva comparando o que precisa ser feito com o que se fez de concreto para estimular nosso desenvolvimento Industrial vamos encontrar vários estudos e projetos, porém poucas realizações, a maioria delas por iniciativa e esforço exclusivo do próprio empresariado. Por isso precisamos refletir sobre o que aconteceu desde o longínquo passado e o que precisamos fazer a partir de esforços conjuntos para transformar em realidade o desejo de tornar a maior região produtora de commodities agropecuárias do mundo em seu correspondente industrial.

O que não pode acontecer é termos as soluções ferroviárias em andamento percebidas como concorrentes ainda que sejam soluções regionais. Seja para a ampliação da linha existente da Rumo, seja para a implantação da FerroGrão em direção ao norte e da Fico para o leste, estas ferrovias nunca serão concorrentes sob o aspecto econômico, serão sim soluções logísticas que interferirão positivamente no custo dos fretes porque neste aspecto a concorrência será muito bem vinda.

A malha ferroviária a ser implantada em quase todo o estado eliminará qualquer crise regional que tenha intenção semelhante àquela que culminou com a divisão do estado em 1978 porque ao contrário daquela elas servirão como elemento de união contra as vozes que se aventuram em dizer que as ferrovias que estão sendo viabilizadas para a retirada da produção do centro e do norte do estado serão fatores de estímulo divisionista. Uma sandice, pois o que se busca com isso é promover o desenvolvimento equânime de todos os recantos do estado .

Vejam que o verbo “retirar” é presença constante em todos os raciocínios desenvolvidos sobre nossa produção quando o correto será conjuga-lo em conjunto com o verbo “industrializar”, este nos tempos “presente” e “futuro do presente”.

Ora, se precisamos industrializar nossa produção agropecuária em Cuiabá e outras cidades do estado precisamos dotá-las das condições necessárias para que esse processo se instale definitivamente e não ficarmos esperando que o modal ferroviário resolva nossas necessidades, afinal sabemos que a ferrovia é solução eficiente para parte do problema ou seja, para o alto custo do transporte de insumos e da produção seja ela “in natura” ou processada.

Exemplos disto são as implantações dos Distritos Industriais do estado iniciadas no final dos anos 70 início dos anos 80, cujas instalações não foram suficientemente concluídas para alavancar o desenvolvimento industrial do estado muito embora tenham contribuído para que acontecesse. No caso do Distrito Integrado, Industrial e Comercial de Cuiabá – DIICC, podemos afirmar que se tratava de um proposta voltada a cumprir integralmente seu propósito. O projeto abrangeu uma área de aproximadamente 712 hectares e foi pensado de forma setorizada de modo que as atividades industriais foram distribuídas de acordo com o grau de poluição e tipo de efluente a ser gerado, tendo o mesmo procedimento adotado para sua setorização comercial. Contava ainda com áreas verdes destinadas a preservação ambiental, estação de tratamento de efluentes, subestação de energia, equipamentos sociais, habitação e terminal ferroviário. Prova inequívoca de que um único vetor se não complementado adequadamente não resolve a equação, faltaram esforços públicos para as soluções privadas de transformação da produção.

Voltando a tratar especificamente da luta secular para trazer uma ferrovia a Cuiabá, são notórios os esforços e os trabalhos desenvolvidos para mostrar sua viabilidade técnica, econômica e ambiental, mas sempre ficavam dependentes de recursos financeiro. Agora, devido as mudanças na forma de gerir os investimentos no país, aquele que sempre foi o gargalo da questão parece estar resolvido pela aparente intenção da iniciativa privada em financiar e executar as obras. Cabe ao Governo Federal, ao estado e a região metropolitana de Cuiabá juntarem esforços para solucionar os entraves por ventura existentes e dar condições para que a indústria de transformação se instale por aqui definitivamente.

A chegada da ferrovia a baixada cuiabana será muito bem vinda, mas precisamos promove-la como parte da solução logística para o transporte no estado de modo que a continuidade da luta por sua concretização não seja confundida com uma condicionante política, esta sim poderá desagregar os matogrossenses.

O fracasso do grande golpe

Vocês já pararam para pensar porque a criação do grupo de países social-comunistas subamericanos autoproclamado Foro de Saint Paul aconteceu em um país chamado Bracil?

Esse foi o primeiro sinal do esquema para que Lola substituísse Fudel como o grande líder, em que pesasse a aparente proeminência de Trancas, sempre ao lado do decadente ditador cubabenho como um papagaio de pirata. Fato é que os dois e seus sucessores passaram a depender da tutela de Lola.

Para começar a entender o esquema montado basta lembrar que Lola bancou indiretamente as eleições presidenciais dos candidatos dos países membros do Foro de Saint Paul através das propinas repassadas pelas empresas bracileiras que executavam obras em todos eles como está sendo demostrado pelas investigações em andamento por todo o continente.

A partir daí Lola começou a investir maciçamente na estratégia de torná-los cada vez mais dependentes do apoio bracileiro com a permanência dos investimentos nas obras de infraestrutura daqueles países desde que financiadas pelo Banco Nacional do Desperdício Social e Econômico – BNDSE e executadas por empresas bracileiras.

Um golpe de mestre, pois unia assim duas estratégias para alcançar seu objetivo. A primeira pela amarração financeira dos governos locais através dos financiamentos do banco estatal bracileiro e a segunda pela arrecadação de fundos para a sustentação financeira de seu plano de poder.

Por outro lado, com o agravamento da saúde de Fudel ficou claro que o esquema não tinha outra opção para substituí-lo no plano de comunização dos países que fazem parte do continente subamericano senão ele mesmo, Lola, exatamente como maquiavelicamente planejado.

O que não contaram era com a incompetência dentro de casa a começar pelo processo que ficou conhecido como mansalão e terminando com a disputa interna de Lola com a pessoa que escolheu a dedo para cobrir sua quarentena obrigatória no governo do Bracil uma vez que o cérebro por detrás de tudo e seu sucessor natural havia sido desmascarado, julgado, condenado e preso. Enquanto isso, a ocupanta do cargo em questão teve a petulância de afrontar tudo, inclusive Lola, para se reeleger em um contragolpe tão devastador que acabou por destruir o maior projeto de poder bancado pela corrupção de que se tem notícia no mundo.

Na sequência dos fracassos do plano de poder continental veio a continuidade da Operação Limpa Rápido, o julgamento, condenação e prisão do próprio Lola e a derrota de seu poste na eleição presidencial. O resto virou história, a história das derrotas eleitorais de quase todos os governos envolvidos em corrupção na America do Sub e o final catastrófico do grande golpe.

OBS: Por se tratar de uma ficção os nomes, eventos e locais foram inventados.

O conluio do terrorista americano

A falta de nexo com a realidade fez com que a parte da imprensa que insiste em reagir contra as mudanças no raciocínio das pessoas em relação às mídias tradicionais viva uma verdadeira tempestade perfeita de notícias.

Por incrível que pareça seus articulistas continuam a apostam nos azarões mesmo sabendo que suas pernas vão sendo quebradas a cada carreira que enfrentam na disputa pela verdade.

Prova disso é que todas as notícias divulgada referentes às mensagens roubadas e manipuladas pelo terrorista protegido pelos privilégios de seu marido deputado deram chabu. Não convencem nem a claque que costuma ser contratada a pão com mortadela, tão incipientes se mostram frente a mais simplória das análises, desde que séria.

Fossem consistentes não teriam promovido aqueles tristes festivais de grosserias e impropérios acontecido durante a visita voluntária do Ministro Moro às duas casas legislativas que em risíveis truculências tentaram, deputados e senadores em franca decadência moral, transformar em intimidação.

Dai, depois das comédia bufa encenada nos dois circos mambembes de Brasília o autor, diretor e contrarregras da peça teatral em questão foram desmascarado e vêm escancaradas suas armações combinadas com políticos de esquerda. Aquela mesma esquerda que desde sempre tenta sem sucesso dominar não só o Brasil, mas a América do Sul como um todo.

Essa esquerda incompetente que comandou o país por tantos anos foi incapaz de desenvolvê-lo devido sua forma demagógica de fazer política e que a fez não priorizar o desenvolvimento do país para desviar boa parte de nossos poucos recursos financeiros para seus partidos e outras republiquetas dominadas por títeres e ditadores de esquerda.

Seus interesses escusos ficam cada vez mais expostos na medida em que insistem em usar de artifícios ilegais para soltar aquele que faz por merecer a ridícula auto-proclamação de que “ninguém na história desse país fez algo igual”, coisa que somente um pândego alcoolizado é capaz de dizer ou fazer, dependendo do ambiente em que está.

Meu querido São Benedito

Domingo participei da procissão em sua homenagem como faço todos os anos.

Desta vez foi diferente a começar pelo trajeto adaptado para um percurso alternativo com saída pela Rua Corumbá estreita e desgastada o que tornou a caminhada complicada em comparação como quando é feita pela Avenida Rubens de Mendonça, mais adequada à multidão de devotos na maioria com idade avançada para caminhar naquelas condições.

Outra mudança sentida São Benedito, foi que enquanto nós fiéis rezávamos fervorosamente seu terço fomos surpreendidos por palavras que não deveriam ser ditas em um evento voltado à fé religiosa e em seu louvor, principalmente porque eram intenções políticas disfarçadas como partes naturais desse evento da religião cristã católica.

Ao contrário das tradições beneditinas os puxadores também cantaram música de protesto o que não agradou as pessoas que lá estavam, razão pela qual não foram acompanhados por ninguém naquele momento. O mesmo pode ser dito sobre as descabidas palavras inseridas nas leituras dos mistérios do terço e que se referiram a eventos externos à razão da procissão e da religiosidade de seus devotos.

Fossem adequadas à nossa profissão de fé as propostas advindas de algumas falas não deveriam estar voltadas a contestar as ações do governo em defesa da soberania nacional sobre a Amazônia. Área que até bem pouco tempo vinha sendo ocupada por diversas organizações religiosas estrangeiras e não governamentais para explorar as riquezas da floresta e a inocência dos nossos povos indígenas, estes, desde sempre mantidos tutelados a despeito de suas próprias auto determinações.

A continuar assim veremos a procissão em seu nome tomar rumos alternativos exceto pela desnecessária, mas tradicional diferenciação entre festeiros e fiéis participantes o que nunca esteve de acordo com suas convicções religiosas segundo as quais ações beneméritas e voluntárias deveriam ser anônimas e desinteressadas.

Como sempre faço termino minhas orações pedindo sua benção…Amém!

Lá se vão 300 anos…

Das varandas dos apartamentos é fácil perceber como Cuiabá cresceu através da expansão de sua área urbana.

Cresceu tanto que se tornou uma metrópole levada por avenidas e pontes a mesclar seus habitantes com os de Várzea Grande sua cidade irmã. O rio que lhe dá nome e que para alguns as separa sempre foi o elo de união que as tornou uma só desde tempos imemoriais.

Este mesmo rio foi o caminho percorrido pelos bandeirantes que para cá vieram a mais de três séculos e para a maioria das pessoas que daqui saia durante muitos anos. Poderíamos até chamá-lo de rio-estrada por ser o único meio de acesso a essa região durante o primeiro período da ocupação do sertão do centro-oeste e por sua efetiva contribuição na expansão de nossas fronteiras até nos tornarmos o maior país do continente sul-americano. Coincidência ou obra divina o Centro Geodésico aqui está desde que Rondon, o maior sertanista desse país o determinou e implantou.

O preço do progresso veio sendo cobrado aos poucos e mais efetivamente desde o início da década de 70 como que referendando o Plano Nacional de Desenvolvimento – PND, implementado pelos governos militares para promover a descentralização e a interiorização do desenvolvimento do país o que colocou Cuiabá bem no meio desse processo.

Assim, do quase isolamento Cuiabá passou a ser uma excelente oportunidade e propiciou que muitos para cá viessem fazendo a cidade receber os efeitos benéficos e também os colaterais do progresso já que teve que conviver com o rápido e descontrolado aumento de sua população.

Essa bem-vinda circunstância passou a interferir na bucólica cidade fazendo com que aquele modo de viver que foi determinante para a formação da cultura cuiabana, fortemente caracterizada pela simplicidade, alegria e receptividade fosse aos poucos se adaptando aos novos tempos.

De outro lado a paisagem arbórea que durante muito tempo determinou seu apelido de Cidade Verde está cada dia mais distante, tanto que para muitos hoje só é percebida através de frestas por entre os edifícios.

Se já está difícil ver os coloridos contrafortes de Chapada dos Guimarães ou as serras que se mostravam ao longe no rumo de Rosário Oeste o que dizer então do morro de Santo Antônio que agora só pode ser visto de algumas partes de cidade ou quando se tem a oportunidade de ir ao vizinho município que recebeu seu nome.

Certo é que o progresso descontrolado e mal administrado trouxe junto a poluição que acabou com a saúde do rio obrigando a população a adaptar seu paladar ao sabor dos peixes que são criados fora de suas insalubres águas ou mesmo trazidos de longe onde a pesca ainda não foi contaminada pela má influência da cidade.

Só os mais antigos se lembram dos pescadores deslizando em suas peculiares canoas por debaixo da ponte Júlio Müller. Naquele tempo os cuiabanos compravam peixe fresco diretamente da fonte, quando eram guardados vivos nos jacás de bambu trançado, uma das tradições ribeirinhas que o progresso exterminou.

Tudo isso acontecia na rampa de acesso ao rio no bairro do Porto, bem perto das casas comerciais e residenciais onde os ribeirinhos aproveitavam a fartura do rio para jogar anzol na certeza de “matar” um bagre na minhoca ou uma peraputanga no pinhão.

Não era surpresa, mas dependia de saber a hora para encontrar os pescadores retirando do rio enormes pintados, cacharas e jaús que mal cabiam em suas rústicas canoas de tronco numa época em que ainda se pescava com rede, zagaia e espinhel. Aqueles gigantes de outrora sempre estavam acompanhados de pacus, pacu-pevas, jurupocas, jurupenséns, bagres, piavuçus e tantas outras espécimes que por aqui abundavam.

Quem mora na parte alta da cidade, ali pelo entorno do antigo quartel do 16° BC, hoje 44° BIM, sabe que lá ainda existe um pouco do saudável verde na paisagem urbana, mantido graças às velhas mangueiras, ingazeiros e outras árvores bem tradicionais da antiga cidade.

Com o passar do tempo aquela característica foi sendo apagada, assim como as edificações antigas foram dando lugar a prédios modernos sem muita preocupação com a preservação do patrimônio histórico a despeito do belo trabalho realizado em alguns deles como por exemplo o Arsenal de Guerra, o Colégio Senador Azeredo e a Escola Modelo Barão de Melgaço.

Entretanto, muito da história da cidade também foi sumariamente destruído como é o caso da Igreja Matriz do Bom Jesus de Cuiabá, para citar apenas um, o mais emblemático de todos. Por mais que se dignifique a majestosa Basílica construída em seu lugar a antiga igreja jamais será apagada da memória daqueles que a conheceram e que não se conformam com seu injustificado fim.

O que ainda se vê é o inexplicável desleixo com o que resta do patrimônio histórico da cidade quer seja pelo poder público, quer pela inércia da população ao assistir passivamente a destruição de seu passado.

Guardadas as diferenças, esta vem sendo a sina dos espaços públicos como a Praça Alencastro que já foi jardim e hoje é parada de ônibus, da Praça Ipiranga que também já foi jardim e agora nem da para dizer o que é. Aliás, este também parece ser o destino de alguns eventos, festejos e tantos outros equipamentos públicos que para atender aos “planos de revitalização”, prefeito após prefeito, vereador após vereador, estão sendo descaracterizados e raramente recuperados em suas formas originais, principalmente quando utilizados para outras funções.

Infelizmente esse raciocínio tido como progressista acaba por prejudicar as tradições e história de Cuiabá.

Uma pena!

Tintim por tintim.

Quando mentiras são descobertas só existem dois caminhos a seguir, continuar mentindo indefinidamente ou entregar a verdade expondo-se à vergonha.

Poucos(as) têm coragem suficiente para encarar a segunda opção na esperança de que o tempo se encarregue de fazer com que suas mentiras sejam esquecidas. Enganam-se, foi-se o tempo em que a memória residia apenas na massa cinzenta do cérebro humano e com ela se extinguia.

Hoje, além daquela memória tudo que se fala e faz é guardado em variados sistemas de armazenamento o que permite sejam vistas e revistas de tal forma que a “pecha” de mentiroso(a) fará parte da história de cada um(a) para sempre, incorporando definitivamente esse “predicado” a seus conhecidos e deploráveis currículos.

É por causa dessas memórias que cada um dos atuais e futuros candidatos ao legislativo, ao executivo e aquelas pessoas que ocupam ou serão indicadas a cargos públicos desde o servente ao ministro do STF estão passíveis de verem seus históricos expostos, sem exceções.

As boas informações são o antídoto para as constantes declarações de desconhecimento dos atos e fatos cometidos por pessoas públicas, seus asseclas e até mesmo por aqueles que ainda não enveredaram por essa seara de mentirosos compulsivos. Nada como uma boa pesquisa em arquivos e bancos de dados para encontrar as mentiras de cada um(a) ou mesmo suas inconvenientes verdades.

O melhor de tudo é que não precisa ser um hacker a serviço de interesses escusos para pesquisar o passivo ignóbil dessa gente ruim que infesta nossa história. Pelo contrário, com o avanço da tecnologia de comunicação basta um celular para escarafunchar a vida de qualquer um(a) porque ela agora está a apenas alguns cliques das pessoas comuns.

Se serve de aviso, informo aos navegantes que o povo está de olhos abertos sobre tudo o que acontece e prontos para escancarar o que souberem, tintim por tintim.

Verdades e mentiras jamais serão esquecidas.

O que temos aqui?

Afinal o que temos aqui, um Executivo sem proposta, um Legislativo sem resposta ou um judiciário sem juízo?

É complicado fazer esta pergunta quando 47 senadores acabam de votar contra o desejo da maioria da população do país expresso em plebiscito, até porque isso vem confirmar que os egos daqueles senhores e senhoras são maiores que a importância que dão às pessoas que os elegeram.

Sim, porque assim demonstraram não se importar se todos(as), exceto eles(as) próprios(as) e seus familiares, poderão ser vítimas dos deficientes sistemas de segurança ao continuarem expostas a sofrer as consequências de políticos que de um lado dificultam a melhoria da eficiência das polícias e do outro eliminam a possibilidade de autoproteção dos indivíduos. Esquecem que mesmo seus caríssimos aparatos de segurança parlamentar não conseguirão estar em todos os lugares ao mesmo tempo.

A verdade é que o Executivo está sim disposto a trabalhar, já do Legislativo e do Judiciário não podemos dizer a mesma coisa porque estão ocupados a procura de formas para impedir o governo de avançar sem que sejam responsabilizados por isso.

No fundo estão demonstrando receio de um Executivo cada vez mais forte caso consiga implementar suas propostas nos prazos a que se dispôs. É por isso que fazem de tudo para colocar barreiras na intenção de frear ou mesmo impedir a tramitação das propostas enviadas para exame e aprovação.

Fica impossível, até ridículo tentar justificar tal postura uma vez que desde o início do ano estão “analisando” propostas do governo ao mesmo tempo em que insistem no discurso de que é o governo quem não tem propostas. Lá estão a reforma da previdência, o decreto de ampliação do porte de armas (este que senadores acabam de votar contrariando o plebiscito de 2005), a reforma da educação, a tributária, as propostas de mudanças na área de saúde, de segurança e todos os demais projetos e medidas provisórias apresentadas pelo Executivo.

Quer um exemplo? Basta lembrar que a equipe de governo trabalhou meses, talvez anos, para estudar e propor um novo sistema previdenciário aí os ilustres deputados reúnem meia dúzia de “experts” a seus serviços e em poucos dias transformam a proposta do governo em um substitutivo com a única e exclusiva intenção de dizer que a proposta aprovada será a sua. Como se isso fosse a coisa mais importante para a solução da crisa na previdência, razão porque não se importam se ao afinal serão parte do problema ou de sua solução.

Assim, como visto anteriormente, quando permitem o lento caminhar dos assuntos o fazem através de substitutivos. É o que é um substitutivo senão o resultado da desconstrução e reconstrução com outras digitais de uma mesma proposta, só que desta vez com as inserções dos penduricalhos de sempre e para beneficiar alguém ou alguns dos seus interesses.

O povo está ficando sem respostas do Executivo porque os outros dois pés do tripé estão tentando colocá-lo de joelhos. Parecem não saber que o desequilíbrio poderá derrubar o país e não só o governo.